segunda-feira, 12 de agosto de 2013



Estou sempre em busca de entrevistas com autores, nos últimos meses consegui entrevistar os autores Affonso Solano, Fábio M. Barreto e o Leonel Caldela. Durante a última semana decidi ir além das froteiras territoriais do nosso querido Brasil e me empenhei em conseguir realizar uma entrevista com um autor estrangeiro. Após muita conversa, eis que trago até vocês uma pequena entrevista exclusiva com o autor do livro Sangue Quente, Isaac Marion. 
Eu, particularmente, sou um grande fã da obra e autor. O livro carrega muitas belas mensagens em suas páginas e, posso afirmar sem dúvida, é uma daquelas obras que mudam nossa forma de ver o mundo. Caso queira, você pode ler a resenha clicando aqui.
O escritor respondeu cinco perguntas ao Legado das Palavras e ao Resenhas de Uma Leitora que você confere elas logo abaixo:


Primeiramente, obrigado pela entrevista! Eu amo “Warm Bodies (Sangue Quente)”, e é uma honra conversar com você.

Perguntas:

1 – Como você se sente vendo seu trabalho sendo tão bem recebido em outros países? Aqui no Brasil muitas pessoas amam seu trabalho...

Marion:
É ótimo ver minha comunicação pela escrita através das barreiras culturais, embora eu sempre imaginasse como o livro seria traduzido, devido ao fato de que uso palavras grandes e frases complicadas que podem ser difíceis de traduzir. Pode ser um pouco estranho as vezes, quando muitos dos meus fãs são de países que não falam a língua inglesa, pode ser um pouco difícil de interagir, mas é legal de qualquer maneira. Eu queria poder visitar todos esses países onde o livro foi publicado e ver como é o “Fandom”*  nesses lugares.
*Fandom: conjunto de fãs de determinado livro, peça, filme, banda, etc.

2 – Quando voce decidiu escrever “Warm Bodies” e como ele nasceu?

Marion:
Eu comecei a escrever em 2008 depois de perceber que tinha muito mais potencial em uma curta história que eu tinha escrito recentemente.

3 – Quais são seus escritores preferidos?

Marion:
Eu gosto de muitos escritores e não tenho preferidos. Alguns que me inspiraram foram Kurt Vonnegut, Cormac McCarthy, Dave Eggers, Douglas Coupland, Ron Currie Jr., Joseph Heller... e muitos outros.

4 – O que é mais importante em um livro: história (estória), personagens ou boas mensagens? O que você acha de tudo isso?

Marion:
Por “história” você quer dizer “estória”? Eu não sei qual escolheria dentre esses. Todos são necessários para fazer um ótimo livro. Mas eu acho que eu diria que se você tem personagens muito interessantes e um tema convincente, você não precisaria de uma estória interessante. Os personagens podem ser a estória. Mas ainda é preferível que você tenha os três.

5 – E, para terminar, você pode dar algumas dicas para quem começou a escrever recentemente?

Marion:
Eu nunca sei o que dizer para pessoas que estão a procura de conselhos sobre escrita. Existem muitas coisas diferentes que eu poderia dizer, depende da pessoa com quem eu estou falando. O único conselho universal que eu posso pensar em é estar disposto a fazer sacrifícios. Se você realmente quer ser um escritor, você tem que abrir mão de algumas coisas para isso. Mesmo que você esteja escrevendo profissionalmente, mas ainda mais quando você esta começando e tem que trabalhar diariamente... Você realmente tem que estar disposto a arranjar tempo e espaço para escrever. Você terá que perder algumas festas e talvez até alguns amigos. Se você realmente ama escrever, vai valer à pena.
Gostaram? Deixe nos comentários, isso ajudará para realizar novas entrevistas. Siga o autor do livro no twitter e siga também o autor do blog.




"(...) Nesse momento(...),Maggie sentiu que todo esse negócio de tempo que passa era mais do que ela podia aguentar."


Maggie  Moran e seu marido são comuns, até um pouco tediosos. E é esse realismo que torna esta história tão eficaz e comovente... Começa em um dia de verão, quando Maggie e Ira viajam de Baltimore para a Pensilvânia para um funeral. Maggie é impetuosa, desastrada, desajeitada, propensa a acidentes e tagarela. Ira é reservado, preciso, respeitável, tem uma mania irritante de assobiar músicas que traem seus pensamentos mais profundos e acha que sua esposa transforma os fatos de maneira que se encaixem na sua opinião sobre as pessoas que ama.
Ambos sentem que seus filhos são estranhos, que a cultura das novas gerações está indo por água abaixo e que, de alguma forma, se enganaram com essa sociedade cujos valores não reconhecem mais. Mas esta viagem vai levá-los a refletir sobre estas angústias, e vai mostrá-los como é importante reavaliar seus sentimentos.


Bom, falar desse livro será um tanto complicado, este é um livro que quis ler, mas nunca tive uma enorme necessidade de ler. A verdade é que eu gostaria de ler o outro título da autora, ”O Começo do Adeus", mas a Came me enviou e o livro se mostrou uma surpresa.
O livro conta a estória de Maggie e Ira Moran, eles são casados há quase trinta anos, possuem dois filhos adultos e uma relação totalmente estável. O livro começa quando a melhor amiga de Maggie, Selena, perde seu marido e eles têm que viajar para a celebração fúnebre e junto a isso, Maggie resolve visitar a nora-ou seria ex-nora- e tentar assim refazer o casamento de seu filho. O livro se dividiu em três partes.
A primeira parte, o livro conta o livro, mesmo que em terceira pessoa, sob a perspectiva de Maggie e eu me identifiquei de cara pela semelhança de personalidade. Ela é doce, ingênua, maternal, impaciente, com grande coração, em eterna dieta e tantas outras características. Apaixonada pelo marido, pelos filhos e apear de sua vida que poderia ser considerada medíocre, ela torna tudo muito especial.
A segunda parte, sob o ponto de vida do Ira, me fez criar com ele uma relação tumultuada. Em alguns momentos ele me arrancava risos, seu jeito impaciente, irônico, machista, realista, cruel de certa forma, coisas que o descaracteriza do papel de mocinho. Em outros, eu discordava de suas atitudes o que me irritava.
Na ultima parte o livro é imparcial, usando os pontos de vista de ambos e dando desfecho ao livro.

Particularmente, gostei do livro, apesar de suas reflexões sobre casamento, velhice, maturidade não servirem para mim, o livro te faz pensar em coisas muito bacanas, muito interessantes. A escrita da autora é repleta de detalhes, o que em alguns momentos é incomodo, pois se tem a impressão de estar enrolando o leitor.
Minhas únicas reclamações são as divisões muito extensas que não me agrada de forma alguma. Prefiro livros com muitos capítulos e capítulos pequenos e sucintos, objetivos.
A capa do livro dá o verdadeiro tom de aventura e me fez lembrar demais outro livro On the Road do qual sou fã.
Como sempre a editora Novo Conceito está de parabéns pelo trabalho impecável com a revisão e tradução.

Aconselho a leitura a todos aqueles que curtem livros de aventuras reflexivas e para pessoas que estão casadas ou vivem como casadas.

"Talvez sua vida não fosse exatamente o que ela tinha imaginado aos 18 anos, mas a de quem era?As coisas era assim, quase sempre."

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Temos novidades de uma autora parceira!


Primeiro: o livro físico de Ize Chi Kiohaan já está disponível para compra!

Segundo: o ebook está na nossa lojinha também, com precinho camarada: R$ 4,00! 

Bem, a autora estará na Bienal (como mostra o convite acima), e está convidando a todos para que confiram sua obra lá no Rio. Eu (Camila) não irei, pois moro muito longe. Mas gostaria que vocês, leitores que vão à Bienal, fossem encontrar a autora Ize Chi!


Vããão lá e depois me contem tudooo!


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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Pessoal, vocês lembram que eu apresentei a Gabrielle Venâncio Ruas como nova autora parceira do blog? Pois é, como ainda não li seu livro Agnellore, resolvi fazer uma entrevista com um olhar mais genérico, falando sobre a arte de escrever e como é ser uma escritora.

Ela respondeu as perguntas muito carinhosamente, vamos conferir?

1. O que é mais difícil/desafiador na arte de escrever? 
Escrever é algo que exige muito do escritor; conhecimento, foco, organização e aprimoramento; por isso acredito que o grande desafio na arte de escrever seja conseguir reunir todos esses elementos e criar harmonia no momento da escrita.

2. Os personagens são baseados em pessoas que você conhece? 
Não. Em geral, eu procuro construir num personagem um tipo de personalidade por meio da qual seja mais viável sustentar e guiar o enredo, então normalmente eu procuro evitar quaisquer semelhanças com a realidade para criar meus personagens.

3. Como você tem divulgado seu livro?  
Eu sempre divulgo pelas redes sociais, como o Facebook e o próprio blogue da obra, além do contato com os leitores, o que vem se mostrando uma forma bem bacana de divulgação, já que o conhecimento do livro acaba se espalhando rapidamente.

4. Qual a expectativa no mercado nacional?  
O mercado nacional vem apresentando obras excelentes, que não deixam nada a desejar com relação às estrangeiras, por isso minhas expectativas é das melhores. As editoras também parecem reconhecer isso e estão abrindo grande espaço para os autores brasileiros, então eu acho que nos próximos anos a tendência da literatura brasileira é de se expandir cada vez mais.

5. Você acha que os blogueiros ajudam, efetivamente, na divulgação da obra? 
Os blogueiros costumam ter uma ampla rede de contatos e eu acho que isso é um grande aliado na divulgação, já que, quando determinado blogue posta uma informação ou resenha sobre alguma obra, essa postagem alcança pessoas muito além até mesmo do que o próprio público alvo da obra. Principalmente porque as pessoas se interessam muito pelas resenhas postadas pelos blogueiros.

6. Você está desenvolvendo algum novo projeto? Se sim, conte-nos um pouco sobre ele.
No momento, estou focada no terceiro e último livro da série Angellore – A Divina Conspiração. Não posso contar muito, para não dar spoiller, mas acho que essa obra, ao contrário das duas primeiras da saga, vai pender muito mais para fantasia do que para o romance propriamente dito.

7. O que inspira você a criar?  
Adoro ouvir música, me dá muitas ideias e me ajuda a conceber meus projetos. Mas também gosto de literatura e, principalmente, de animes japoneses, que são minhas grandes inspirações na hora de escrever.

8. Como é a rotina de um escritor?  
Depende do escritor. No meu caso, há um tempo atrás, eu apenas escrevia e estudava, mas hoje em dia divido meu tempo com o trabalho e com a faculdade, então geralmente o tempo para escrever é escasso, fora que ainda há a divulgação da obra. É bem difícil conciliar tudo, preciso estar sempre me desdobrando.

9. Que conselho você dá para alguém que quer seguir o seu exemplo? 

Para ser um escritor, é preciso persistência, principalmente com relação ao mercado editorial, que é bem concorrido e complexo. Além disso, o escritor deve sempre estudar e se preocupar em se aprimorar para escrever cada vez melhor, pois cada livro ou projeto representa um aprendizado. O importante é sempre manter o foco em sua obra e não desistir de correr atrás de uma publicação.


Gabrielle, obrigada por ter respondido nossas questões. Esperamos em breve poder ter um gostinho de Agnellore aqui no blog.

Espero que tenham gostado de mais uma entrevista aqui no blog.


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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Em razão destas novas determinações em relação aos sorteios de prêmios (no nosso caso, os livros), resolvi trazer um Top Comentarista para o blog.

Será assim: Vocês devem ler o post e comentar. Após isso, vocês devem fazer a inscrição do comentário no formulário, que será disponibilizado em cada post publicado.
Ao fim do mês, contabilizarei as inscrições e quem mais comentar ganhará um livro e marcadores.

Se houver empate, haverá sorteio entre os que ficarem em primeiro lugar.
Os comentários deverão ser válidos, ou seja, somente relacionado ao post.

Detalhe: A cada mês serão disponibilizados alguns livros, e o ganhador poderá escolher um dos títulos para levar para casa.

Como este é o mês de aniversário do blog, o ganhador do TC poderá escolher DOIS livros! Neste momento, os títulos são de obras ainda não resenhadas no blog:
a) Lola e o Garoto da casa ao Lado - Stephanie Perkins
b) De Volta para Casa - Karen White
c) O Casamento - Nicholas Sparks
d) Sonhe Mais - Jai Pausch
e) Sangue na Neve - \Lisa Gardner
f) Beijada por um Anjo: Eternamente - Elizabeth Chandler

O formulário será disponibilizado inclusive nos posts do início do mês. É necessário que os mesmos sejam inscritos no formulário para identificar quem quer participar do Top Comentarista.

Boa sorte a todos! :D

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Fiquei muito feliz quando mais uma autora entrou em contato com o blog para uma parceria bacana.
Desta vez estou falando da querida Ize Chi Kiohaan, autora da obra “A Herdeira do Mar”.

Sobre a autora:

Carioca desde que nasceu, ama a leitura tanto quanto ama felinos. Começou a escrever aos doze anos fanfics situadas no universo de Harry Potter, todas envolvendo o casal Draco/Gina. "A Herdeira do Mar" é sua primeira obra original completa, da qual fez, antes, um briefing contendo apenas dezesseis capítulos, frente à versão atual com trinta. Tem planos para a continuação desta série, além de já ter outras em andamento.

Sinopse da obra:

Cordélia Dolphin é uma adolescente quase normal: ela e seu pai já moraram em diversos países por conta do trabalho dele, e dessa vez estão se mudando para a praia de Tamarama, uma pequena península localizada no estado de New South Wales, Austrália. Carregando um trauma por quase ter morrido afogada em sua infância e por ter perdido sua mãe antes mesmo de conhecê-la, Cordélia tenta viver sua vida, encontrando novos amigos e um possível candidato a namorado.

Seu mundo vira de cabeça para baixo com a chegada de Morgan, um rapaz misterioso que rodeia sua casa e sabe detalhes sobre ela impossíveis de um desconhecido saber. Ao completar seu aniversário de dezoito anos, a vida que conhece muda completamente: ela descobre que sua mãe era uma sereia, filha do Rei de Atlântida, o governante de todos os mares. Morgan finalmente mostra a que veio: ele é um tritão, designado a protegê-la e guiá-la desde o dia em que nasceu.

Uma guerra subaquática se desenvolveu durante toda sua existência e agora é a hora de voltar e assumir seu posto de Princesa Herdeira; mas como, se sua vida humana lhe parece finalmente perfeita? Com suas barbatanas e guelras aparecendo, ela tenta continuar com sua rotina, mas as interferências de Morgan se tornam cada vez mais frequentes, e um sentimento por seu guardião pode atrapalhar todos os planos. Presa entre mitos e tradições, Cordélia terá que amadurecer como princesa e descobrir uma forma de lidar com sua nova vida, que cada vez mais se mistura à que conhecia.



Em breve haverá a resenha do livro, que a autora me enviou em formato ebook. Aguardem novidades sobre Ize...

domingo, 4 de agosto de 2013

Gente, vocês lembram que eu resenhei “Uma Questão de Confiança”, da autora Louise Millar, lançado pela editora Novo Conceito?

Para quem não lembra, o link para a resenha é esse:

Pois é, e não é que a autora aceitou fazer uma super entrevista exclusiva com o blog? É demais, eu sei...
Bem, então quero convidá-los para participar deste momento comigo, enviando alguma pergunta que vocês queiram fazer para a autora.

Para fazer a pergunta é só preencher o questionário abaixo. Não é necessário se identificar, só se quiser.
Espero que esta entrevista seja tão boa quanto a que tivemos com a Bella Andre (estou esperando ela responder as perguntinhas e já posto para vocês).

É claro que conto com a participação de vocês, já que para a coluna de entrevistas (internacionais, inclusive) ir para frente, é necessário que vocês enviem questões, digam se estão gostando e tal.

Quanto mais vocês participarem, mais entrevistas com autores consigo trazer para o blog.

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Período de envio de perguntas encerrado.


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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

 Olá, leitores e leitoras!
Existe um ditado que diz: “Filho de peixe, peixinho é”. Baseado nisso, podemos concluir que muitos filhos seguem a mesma carreira do pai, alguns obtêm mais sucesso outros menos, no entanto, não é isso o que importa. Neste caso, finalmente tive coragem de tirar o livro O Pacto da prateleira e ler, o autor talvez ainda seja pouco conhecido, seu pseudônimo é Joe Hill e seu nome é Joe Hillstrom King. Ele não é ninguém menos que filho de um dos maiores escritores de todos os tempos: Stephen King, o mestre do terror e suspense.
Particularmente, achei uma ótima ideia Joe Hill não ter usado o sobrenome do pai e querer caminhar com suas próprias pernas. Contudo, é inegável o dom que Hill possui para a escrita, O Pacto, lançado originalmente em 2010 e publicado neste mesmo ano no Brasil pela editora Sextante, é uma das obras mais reflexivas que li nos últimos meses.
O protagonista, Ignatius Perrish – ou simplesmente Ig –, possuía uma família unida e feliz, além de ter encontrado o grande amor de sua vida, ainda na adolescência, Merrin Williams. Contudo, no último sua vida mudara completamente de direção, após o brutal assassinato de Merrin, no qual ele era o principal suspeito, apesar de não haver provas que o incriminassem, não havia nenhuma que o inocentasse.  
A narrativa inicia-se em meio a esse inferno pessoal, quando Ig ao acordar, após uma noite de insana bebedeira, percebe que um par de chifres nasceu em suas têmporas. Ao contrário do que julgou primariamente, as pessoas não reagem com espanto ao vê-lo, elas são impelidas a revelar seus maiores e mais secretos pecados. Assustado ele descobre os horríveis segredos de todos a sua volta nem mesmo o padre e seus pais estão livres de seu poder. E todos eles o odeiam. O golpe mais doloroso vem quando ele descobre que seu irmão, tão próximo e querido, sempre soube quem era o verdadeiro assassino de Merrin e nunca lhe contou nada. Até ver os chifres. Ig parte em uma busca desenfreada pela verdade, cada vez mais dolorosa e solitária.


Quando as pessoas que você ama lhe viram as costas e sua vida se torna um inferno, ser o diabo não é tão mau assim.


Imagine as pessoas que tanto amamos nos virarem as costas e por trás de sorrisos falsos e mentiras secas, nutrirem sentimentos assombrosos sobre nós. A obra transita entre amor e desgraça numa escala babilônica, suas metáforas enriquecem cada vez mais a leitura e acabam por torna-la irresistível. A cada página lida e a cada mistério solucionado, o leitor irá se sentir impelido a não abandonar o livro. Hill escreve sobre o diabo, mas expressa muito mais os demônios que – nós humanos – podemos conter em nossos interiores.
Amor, traição, vingança, dor, tragédia e felicidade, são explorados com ardor pelo autor. Joe Hill emociona e faz rolar lágrimas em diversos trechos deste livro, transmitindo mensagens importantíssimas como perdão, amizade, confiança, entre outras. Sua narrativa excelentemente bem construída nos faz refletir sobre a maldade e os atos impensados, impulsivos, além de deixar algumas questões retumbando em nossas mentes: Seria o homem o seu próprio diabo? Ou Seria o homem pior que o diabo?
Hill utiliza-se de uma narrativa não linear, ora narra o presente, ora o passado, fato essencial para a construção de cada um dos personagens, ele os transporta desde o primeiro contato até, bem, o último, em alguns casos. O escritor consegue com grande êxito explicitar os sentimentos de Ig, sua dor, seus pensamentos, suas atitudes mal pensadas. Aqui, nós simpatizamos com o pobre diabo. Obviamente, pelo tema, ele menciona e questiona em muitos trechos a fé e religiosidade, talvez, esta não seja a obra ideal para quem não tem uma mente aberta e sempre disposta a ler outros pensamentos ou para quem tem uma fé abalada e possua medo de algo destruí-la.
 Ou, talvez, seja ideal para estas pessoas. O fato é que o livro não se prende a este tema, ele se importa mais com a humanidade que com as crenças de cada um.
Joe Hill surge como um dos mais brilhantes escritores de ficção fantástica, não é para menos, afinal, O Pacto é uma história sobre a profundidade negra de nosso interior humano, nossos pensamentos nefastos e atitudes grotescas. Recomendo este livro com a mesma intensidade que recomendo Sangue Quente. São duas histórias altamente fantasiosas, mas que, através da ficção, transmitem valores e agregam pensamentos que merecem ser levados adiante.
Leia O Pacto.
E prepare-se, uma adaptação cinematográfica foi confirmada e o protagonista será "apenas" o astro de Harry Potter, Daniel Radcliffe.


  

Olá, leitores e leitoras do Legado das Palavras Resenhas de Uma Leitora!
Esta resenha foi publicada originalmente no blog Legado das Palavras.

O ano está excelente para a literatura nacional. Nomes já eternizados no gosto de milhares de leitores lançaram novos - e esperados - livros, o espaço para fantasia e ficção nacional está crescendo e novos autores estão surgindo. Esta resenha irá falar sobre a obra de um destes novos autores. A obra se destaca pelo estilo da narrativa e também por ser capaz de nos fazer refletir acerca de muitas coisas. O livro em questão é Filhos do Fim do Mundo, do autor Fábio M. Barreto, lançado pela Fantasy - Casa da Palavra e possui 287 páginas.
Perspicaz. Singular. Adorável. São qualidades presentes no livro. Uma ficção cientifica que buscar ser mais do que aparenta ser, e consegue. A história por si só é incrivelmente cativante, revisita um tema que sempre esteve em alta no gênero e nesses últimos anos esteve ainda mais, a obra aborda o fim do mundo. Mas não o fim nuclear, não o fim explosivo, mas sim o fim do futuro. Nada de extraterrestres ou hordas intermináveis de mortos-vivos, nem bombas atômicas, o buraco é mais embaixo, o fim é ainda mais cruel.
Na trama, repentinamente, na virada de um dia para o outro, um acontecimento cruel e impensável se espalha por todos os cantos do mundo: bebês recém-nascidos de até um ano de idade estão morrendo misteriosamente. Pouco tempo depois, descobre-se que animais e plantas também estão sofrendo os efeitos do fim do mundo. A notícia se espalha.
Imerso em meio ao caos mundial, está o Repórter, como se não bastasse o inferno pessoal de sua mulher estar prestes a dar à luz ao seu filho, ele é convocado pelo jornal onde trabalha para investigar os acontecimentos e buscar encontrar uma salvação - em um dos lugares que visitou recentemente. Em meio ao ódio e a desconfiança, sua missão é nada menos do que encontrar uma cura, um abrigo e, claro, retardar ao máximo o parto da esposa.
A narrativa do autor é categórica, muito bem construída, tem êxito em conduzir o leitor para o universo do livro, chega a ser gratificante ler o livro com tanta clareza sem se perder - ou dar voltas e mais voltas - até o desfecho. Objetividade e precisão, definem. Palavras que inspiram, trechos que comovem. O clima durante todo o livro é tenso e dramático e até mesmo cômico em certos momentos, mas a comicidade está na história e é difícil quebrar o clima que este fim de mundo construiu. O desfecho é algo surreal, ousado e, ao mesmo tempo, belo.
Em termos de personagens temos outro grande mérito da obra. Eles carecem de nomes próprios, localizações não são citadas, isso faz o leitor se aproximar mais do clima, deixa aberto para que ele se ponha no lugar, que imagine tudo ocorrendo em qualquer canto do mundo. Não é raro ao longo do livro de simpatizar com muito do os personagens oferecem. Fábio Barreto ousa ao criticar em forma de personagens, quem já leu vai se lembrar facilmente de quem é. Tais personagens existem no mundo, principalmente na internet, todos os dias vemos ou lemos algo de pessoas como as descritas, e as atitudes do livro refletem o que fariam em vida, caso o evento realmente ocorresse. Vou dar uma mostra a vocês. Leia o trecho abaixo:

clique para ampliar

Essa parte representa uma infinidade de pessoas sem compaixão ao próximo, sem o mínimo de abalo com a dor sentida, representa pessoas que se importam apenas com o próprio umbigo. Quanto a parte de gravar a filha agonizante e postar na internet, bom, isso não preciso nem comentar, dia após dia vemos casos bizarros que circulam por aí - principalmente nas redes sociais. Se o fim do mundo acontecesse,  as redes sociais seriam uma amálgama de lamentações e sarcasmos. Filhos do Fim do Mundo te faz refletir sobre isso.
Faz refletir também sobre a história. Feche os olhos por alguns segundo e imagine os eventos do livro ocorrendo em nossa realidade, jamais saberíamos definir o que estilhaçaria nossas almas e mentes primeiro: a morte  e sofrimento do presente ou a certeza da ausência de um futuro. Não somos imortais, obviamente, filhos são os únicos meios de continuar nossa existência como raça, ser privados desta dádiva seria decretar uma agonizante fim de todas as coisas.
Tenho orgulho de escrever essa matéria, orgulho deste escritor ser nacional, uma obra que não se encontra sempre, principalmente nestes dias nem tão originais, em termos de histórias. O tema já foi disposto de várias formas, outras incríveis, algumas ruins, mas poucos de forma tão visceral, profunda. Se você desiste, o que isso diz sobre você? O gênero da ficção científica e a literatura estão “sorrindo” pelo Barretão não ter desistido. Afinal...
Desistir não é uma opção.   

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Olá meus queridos!

Este blog que vos escreve está completando 2 aninhos neste dia 25 de agosto e é claro que, mais uma vez, vamos fazer uma promoção de arrasar!

Antes de anunciar o que estará em promoção, gostaria de agradecer a todos os leitores dos posts. Todos são muito queridos por toda a equipe.
Gostaria de mandar um beijo especial para os que acompanham o blog desde o início, porque eu sei que no início era complicado - todo blog quando começa é #tenso, coisa que só com o tempo relaxa...
Beijo para os novos leitores também, aos que comentam, aos que não comentam - mas eu sei que estão por aqui.
Obrigada pelo incentivo durante todo este tempo. 
Às vezes há uma queda no ritmo de postagens, mas é normal já que é difícil levar um blog, acreditem.

Então só posso agradecer.

E como agradecerei? Fazendo uma promo daquelas boas, que eu sei que vocês adoram.

Ps: na proposta de promoção anterior, seriam 10 livros sorteados para 10 leitores do blog. O sorteio seria por meio de formulário. Mas como o Governo resolveu que agora nós não podemos mais fazer simples sorteios, tive que mudar e fazer um concurso cultural.

Ainda assim, serão 10 livros para 10 leitores, que escolhem o que levar para casa \o/

A princípio será 1 livro para cada um - a menos que a pessoa ganhe mais de uma vez.
O primeiro ganhador escolhe qual livro quer, o segundo escolhe em seguida e assim sucessivamente até o último dos ganhadores.

A razão de fazer este tipo de promoção é que não é justo que somente um ganhe vários bons livro para ler. Então resolvi liberar mais livros e para mais pessoas, assim mais leitores podem ficar bem felizes :D

Os livros em questão são:
1. A Caçada - Clive Cussler (clique aqui para ler a resenha deste blog) (Escolhido por Dani)
2. A Livraria 24 Horas do Mr. Penumbra - Robin Sloan
3. O Dia em que Atirei no Cupido - Jennifer Love Hewitt (clique aqui para ler a resenha deste blog) (Escolhido por Clarissa)
4. Bruxos e Bruxas - James Patterson (clique aqui para ler a resenha deste blog) (Escolhido por Marco)
6. Duelo de Corações - Sarah Morgan (clique aqui para ler a resenha deste blog)
7. Entre o Amor e a Paixão - Lesley Pearse (clique aqui para ler a resenha deste blog) (Escolhido por Dani)
8. Liberta-me - Tahereh Mafi (Escolhido por Suélen)
9. Simplesmente Ana - Marina Carvalho (clique aqui para ler a resenha deste blog) (Escolhido por Rita)
10. Comer, Rezar, Amar - Elizabeth Gilbert

Para concorrer, responda na caixa abaixo a pergunta: Qual é o melhor presente de aniversário que se pode ganhar?

As respostas mais criativas ganharão os livros. O resultado sai no dia do aniversário do blog, dia 25/08.

Vocês podem participar mais de uma vez! Boa sorte e participem bastante :D
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Período de envio de respostas encerrado. O resultado está neste link (os nomes dos ganhadores estão ao lado dos livros):
http://www.resenhasdeumaleitora.com.br/2013/08/resultado-promocao-2anos-rleitora.html


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