Mostrando postagens com marcador Isaac Marion. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Isaac Marion. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de agosto de 2013



Estou sempre em busca de entrevistas com autores, nos últimos meses consegui entrevistar os autores Affonso Solano, Fábio M. Barreto e o Leonel Caldela. Durante a última semana decidi ir além das froteiras territoriais do nosso querido Brasil e me empenhei em conseguir realizar uma entrevista com um autor estrangeiro. Após muita conversa, eis que trago até vocês uma pequena entrevista exclusiva com o autor do livro Sangue Quente, Isaac Marion. 
Eu, particularmente, sou um grande fã da obra e autor. O livro carrega muitas belas mensagens em suas páginas e, posso afirmar sem dúvida, é uma daquelas obras que mudam nossa forma de ver o mundo. Caso queira, você pode ler a resenha clicando aqui.
O escritor respondeu cinco perguntas ao Legado das Palavras e ao Resenhas de Uma Leitora que você confere elas logo abaixo:


Primeiramente, obrigado pela entrevista! Eu amo “Warm Bodies (Sangue Quente)”, e é uma honra conversar com você.

Perguntas:

1 – Como você se sente vendo seu trabalho sendo tão bem recebido em outros países? Aqui no Brasil muitas pessoas amam seu trabalho...

Marion:
É ótimo ver minha comunicação pela escrita através das barreiras culturais, embora eu sempre imaginasse como o livro seria traduzido, devido ao fato de que uso palavras grandes e frases complicadas que podem ser difíceis de traduzir. Pode ser um pouco estranho as vezes, quando muitos dos meus fãs são de países que não falam a língua inglesa, pode ser um pouco difícil de interagir, mas é legal de qualquer maneira. Eu queria poder visitar todos esses países onde o livro foi publicado e ver como é o “Fandom”*  nesses lugares.
*Fandom: conjunto de fãs de determinado livro, peça, filme, banda, etc.

2 – Quando voce decidiu escrever “Warm Bodies” e como ele nasceu?

Marion:
Eu comecei a escrever em 2008 depois de perceber que tinha muito mais potencial em uma curta história que eu tinha escrito recentemente.

3 – Quais são seus escritores preferidos?

Marion:
Eu gosto de muitos escritores e não tenho preferidos. Alguns que me inspiraram foram Kurt Vonnegut, Cormac McCarthy, Dave Eggers, Douglas Coupland, Ron Currie Jr., Joseph Heller... e muitos outros.

4 – O que é mais importante em um livro: história (estória), personagens ou boas mensagens? O que você acha de tudo isso?

Marion:
Por “história” você quer dizer “estória”? Eu não sei qual escolheria dentre esses. Todos são necessários para fazer um ótimo livro. Mas eu acho que eu diria que se você tem personagens muito interessantes e um tema convincente, você não precisaria de uma estória interessante. Os personagens podem ser a estória. Mas ainda é preferível que você tenha os três.

5 – E, para terminar, você pode dar algumas dicas para quem começou a escrever recentemente?

Marion:
Eu nunca sei o que dizer para pessoas que estão a procura de conselhos sobre escrita. Existem muitas coisas diferentes que eu poderia dizer, depende da pessoa com quem eu estou falando. O único conselho universal que eu posso pensar em é estar disposto a fazer sacrifícios. Se você realmente quer ser um escritor, você tem que abrir mão de algumas coisas para isso. Mesmo que você esteja escrevendo profissionalmente, mas ainda mais quando você esta começando e tem que trabalhar diariamente... Você realmente tem que estar disposto a arranjar tempo e espaço para escrever. Você terá que perder algumas festas e talvez até alguns amigos. Se você realmente ama escrever, vai valer à pena.
Gostaram? Deixe nos comentários, isso ajudará para realizar novas entrevistas. Siga o autor do livro no twitter e siga também o autor do blog.




sexta-feira, 1 de março de 2013


Olá, visitantes do blog Resenha de Uma Leitora!
A obra na pauta de hoje traz um história que gerou certa polêmica e também possui como protagonista uma das criaturas que estão mais em evidência hoje na cultura pop ao redor do mundo. Um livro que supera o preconceito formado e traz ótimas mensagens. Um filme legal, porém retalhado, com a ausência de muitas das melhores partes do livro no qual foi baseado. Estou falando do livro Sangue Quente escrito por Isaac Marion e sua adaptação que recebeu o (péssimo) nome nacional de Meu Namorado É Um Zumbi. Sem mais delongas, vamos ao que interessa!

A História

R é um jovem vivendo uma crise existencial - ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que apenas sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos. Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a "vida" de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro.

O Filme

A sinopse acima é oficial do livro e totalmente aplicável à sua adaptação, porém - sempre há um porém -, não pense que temos uma das mais perfeitas adaptações aqui. Eu explico. O filme se inicia muito bem realmente idêntico ao que li, conhecemos os personagens e a história. Um grande mérito do longa é conseguir manter a curiosidade e atenção do espectador logo nos primeiros minutos, afinal, o personagem principal é um zumbi, pouco fala, pouco age, mas pensa e divaga bastante sobre seu “novo estilo de vida”. Nicholas Hoult, ator que interpreta R, é muito carismático e por conta de seu ótimo desempenho durante esse início do filme é que nos faz ter vontade de conhecer mais sobre a história e se aprofundar mais no personagem. Teresa Palmer dá vida à personagem Julie, um garota extrovertida - e meio maluquinha -, capaz de fazer até mesmo um zumbi se apaixonar por ela. Outro aspecto positivo do filme é não conter a pieguice que traz Crepúsculo, por exemplo. Posso citar ainda a excelente trilha sonora. Em contrapartida, achei o filme muito retalhado em relação ao livro, talvez para atrair um público mais jovem ou até mesmo para vender mais. Cenas chaves e fundamentais para entender o universo criado por Isaac Marion - inclusive ele também é o roteirista do filme. A direção muito interessada e interessante ficou por conta de Jonathan Levine.

O Livro
O filme é bom, mas nem tanto. Já o livro...o livro é excelente! Algo interessante, polêmico e inovador. Gosto muito de ler obras que transmitam sempre boas mensagens aos seus leitores é o caso de Sangue Quente. Quais mensagens seriam estas? Amor ao próximo, destituição de preconceitos, tolerância e uma um pouco mais clichê, porém linda, ‘o amor cura’. A ambientação em todos os estágios do livro é melhor que em sua adaptação. Os personagens protagonistas são apaixonantes tanto no livro quanto no filme. Algo que o livro possui e sua adaptação não, é o por que dos zumbis ainda continuarem a realizar atos que eles faziam enquanto eram vivos, incluindo até uma explicação para o tão polêmico sexo dos zumbis que a obra mostra. Senti falta desses elementos no filme, esses pontos são importantes para compreender toda a ideia do universo de Sangue Quente. Eu recomendo a leitura do livro para qualquer pessoa, se você gosta de romance, ele tem; se gosta de um lado mais gore, ele tem; um lado mais inovador, isso ele tem muito. Marion respeita a história dos zumbis, contudo traz algumas boas inovações que não foram bem aceitas por todos. O grande mérito do livro é ser narrado em primeira pessoa com o ponto de vista de um zumbi. Leia o livro e saberão do que escrevi - seu eu continuar vou entrar em spoilers pesados...

Livro x Filme

Talvez já tenham descoberto que prefiro muito mais o livro que o filme, não? Mas, não digo para que o assistam. Ele vale a pena, tem um humor, drama e romance muito bem equilibrado, no enredo. Além das boas atuações. Até pouco tempo eu preferia ler para depois assistir ao filme, mas isso mudou um pouco com esse filme. Ao assisti-lo fiquei com uma imensa vontade de reler o livro. Ele deixa o gostinho de querer mais da história, nisso ele é totalmente eficaz. Mais acertos que derrapadas constituem um filme bem divertido. Muitos acertos e inovações em um gênero muito visitado atualmente tornam o livro excelente e muito gostoso de ler.

Eu gostaria de saber: Vocês preferem ler o livro antes de ver o filme, o contrário ou pensam como eu “tanto faz, deste modo teremos sempre mais o que explorar de histórias que tanto gosto” ?

Até o próximo o post!


Assine nosso Feed! Skoob! Siga-nos no Twitter! Facebook!