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domingo, 7 de outubro de 2012


Sherlock Holmes – Ou o homem das mil faces

Olá, seus lindos ;D

Quem nunca ouviu o nome “Sherlock Holmes”? Quem nunca disse “Elementar, meu caro Watson”? Quem saltou do alto do muro de Berlim gritando Desordem ou Regresso?
Pois é, uma grande gama da população já se pegou dizendo estas palavras, mesmo que porventura não soubesse sequer a origem da mesma. Para estas e outras tantas pessoas eu dedico este post! Por que como já dizia o detetive, para uma mente ampla, nada é pequeno! (não tem nada a ver ter essa frase aqui, só achei que seria legal)

Sherlock Holmes é o mais conhecido detetive fictício (sim, ele não é real, desculpem) criado pelo brilhante Arthur Conan Doyle, que além de seus trabalhos de ficção científica, já escreveu novelas, peças, romances, obras não fictícias, enfim.
Sherlock Holmes apareceu pela primeira vez no ano de 1887, trinta e três longos anos antes de Hercule Poirot dar as caras em O Misterioso caso de Styles, o que faz de Holmes um primogênito no mundo da literatura criminal.
Em suas primeiras aparições, as aventuras de Holmes eram narradas por um doutor de nome também conhecido, John H. Watson, amigo do detetive que o descreve como “boêmio” em seus atos. Holmes é um homem excêntrico, sem dúvidas, tem um estilo metódico e lógico, primeiramente ele gosta de fazer anotações sobre todas as coisas que lhe chamam atenção, e por ter certo receio de queimá-las, suas anotações geram montes e mais montes de papel acumulado. O que para muitos pode parecer um caos, para a mente de Holmes funciona como uma bagunça arrumada (muitas pessoas vão se identificar com isso, eu sei).
Uma das características principais de Holmes é sua inteligência da média humana, o que eleva seu ego tão alto quanto possível, e por muitas vezes acaba sendo arrogante, tem prazer em mostrar sua linha de raciocínio quase inalcançável quando dirige a palavra a pessoas menos politizadas.
Por vezes Sherlock Holmes pode ser visto como um homem frio e calculista, que sempre possui uma opinião formada para tudo, e além de tudo um tanto solitário, ou apenas anti-social. O que pode ser que tenha gerado o apreço constante pelas drogas e pelo tabaco (mas não tenho informações precisas quanto a isso). A questão é que, o uso de drogas que causam dependência é muito presente em seu dia a dia, ele acredita que o uso da cocaína estimula o cérebro, e isto pode ajudar muito quando não está conseguindo usá-lo de forma benéfica, mas não é só isso. Holmes é viciado em tabacos, cigarros, charutos e cachimbos, além de morfina. Para ele tais drogas não lhe causam problema algum, tanto é que uma das imagens mais famosas do detetive mostra sua silhueta, seu bigode, chapéu e cachimbo.
Os métodos de Holmes são dedutivos e de raciocínio coerente e pouco fora de lógico, ele traça uma linha e segue ela até que todas as coisas lhe provem o contrário, caso haja possibilidades de dar certo, ele não para. Uma de suas frases que esclarecem seu método de pensar é: “Quando você tiver eliminado o impossível, aquilo que permanece, ainda que improvável, deve ser a verdade”
Os pensamentos de Holmes são difíceis de se acompanhar, tanto por outros personagens quanto pelos leitores, que, caso o próprio protagonista não explique como ele chega a uma determinada solução, ninguém mais poderia deduzir aquilo, o que por um lado é muito bom, pois mostra sua personalidade.
Um dos pontos muito fortes que Doyle faz questão de destacar no detetive é sua aptidão para o disfarce e para a atuação, Holmes é um artista, ele simplesmente não se veste de outra pessoa, mas por ser muito inteligente ele é capaz de reproduzir hábitos, vozes e sotaques tão parecidos que quase ninguém (não me lembro de alguém tê-lo descoberto) o reconhece.

O que podemos tirar de Holmes é seu brilhantismo, seu gosto incalculável pela solução de problemas, seu gosto pela química, tanto para auxiliá-lo na resolução de casos quanto por puro hobby, e sua personalidade forte e marcante, tanto isso é verdade que grande parte da população mundial, da qual puderam ter algumas obras de Arthur Doyle traduzidas para seus idiomas, acreditava que Sherlock Holmes era de fato um detetive real, uma personalidade que caminhava pelas ruas noturnas e solucionava casos inimagináveis, alguém intocável. Doyle, ao contrário de Agatha Christie, conseguiu fazer um personagem parecer tão real a ponto das pessoas não terem certeza de sua existência ou ficção. É claro que talvez isso não seja visto com bons olhos perante alguns escritores, mas para mim, particularmente é, e muito. Pois é como eu sempre digo:
Nós somos personagens coadjuvantes de heróis que nós mesmos criamos!
Conan Doyle

Então pessoal, espero que tenham gostado do post, tentei apresentar o Holmes de uma forma clara (o máximo que consegui) e sem muitos rodeios, pois o personagem é muito característico, e sua personalidade faria com que eu ficasse horas descrevendo as particularidades minuciosas desta figura!

Por fim, agradeço a todos! Até o próximo post, beijos ;)


Algumas frases de Sherlock Holmes
  • Você vê, mas não observa.
  • Eu sou um cérebro, Watson. O resto é mero apêndice
  • "Que melhor lugar para começar uma guerra do que uma conferência de paz."
  • Sua vida não lhe pertence não ouse tira-la.
  • "Se não houver recompensa após a vida, então o mundo é apenas uma brincadeira cruel"

Dicas de livros

quinta-feira, 4 de outubro de 2012


Bem Vindos!!!
Como eu disse (e não podem falar que eu não avisei) vocês se depararão com novos posts neste lindo meio de comunicação auto-intitulado “RLeitora”! E para esta primeira aparição trago-vos a tona dois grandes personagens fictícios criados por duas figuras altamente notáveis no meio da Escrita. E estes são:

Hercule Poirot x Sherlock Holmes – Parte I

O intuito, na verdade, não é ficar fazendo uma comparação entre ambos, mas sim mostrar um pouco mais de suas características, história e formas de agir e de pensar. O post será dividido em duas partes, ok!? Pois bem, sem mais delongas, vamos começar e, se não tiverem sido manipulados por estes dois investigadores ao terminar o post, contribuam com suas opiniões!

Hercule Poirot – Ou o homem das células cinzentas

Hercule Poirot é um dos personagens fictícios criado pela escritora Agatha Christie¸ nascida em meados de 1980 em Torquay.
Poirot é descrito como um homem de idade avançada, vindo de uma família não muito rica na Bélgica. Não sei ao certo quando ele se tornou detetive, mas apareceu pela primeira vez já atuando como um no livro “O Misterioso caso de Styles”, lançado em 1920, que foi traduzido para Portugal como “O Primeiro Caso de Poirot”.
Poirot provavelmente vem de uma família religiosa, tendo seu caráter formado pelos ideais da Igreja Católica Apostólica Romana, em seus primeiros casos Agatha o faz como um detetive “convencional”, ou seja, um detetive que se baseia muito em pistas e depende da lógica para resolver seus casos. A escritora afirma que, quando começou a escrever sobre ele, ainda estava tendo muita influencia das tradições de Sherlock Holmes, desta maneira Poirot ainda não tinha uma característica única.

Hercule nunca foi um detetive de se envolver em muita “ação”, ao passar dos anos foi obtendo sua própria forma de agir e de pensar, procurando muito mais a natureza da vítima ou a psicologia do assassino em questão.  Os métodos de Poirot são baseados em simplesmente fazer as pessoas falarem¸ o que de fato não é nada fácil. Quando tem um alvo o detetive procura fazer com que este despeje  toda a história para, como ele diz, “um pequeno homem com quem conversou somente alguns minutos”. Creio que isto já explica por si só o grande poder de persuasão que possui.
Muitas vezes Hercule Poirot opta por fazer as pessoas pensarem que ele é um homem desprovido de esperteza perspicaz. Uma de suas falas das quais deixa isto bem explícito é: “É verdade que posso falar o Inglês idiomático, mas meu amigo,é uma vantagem enorme falar o inglês quebrado. Ele faz com que as pessoas desprezem você e pensem que você não é nem capaz de falar o inglês correto.”

Uma de suas características é que, ao resolver um caso, Poirot tem o hábito de reunir todos os envolvidos na história e explicar-lhes o raciocínio que usou para desvendar o caso, revelando assim que o assassino é uma das pessoas entre eles.
Enfim, Hercule Poirot já fez parte da polícia belga quando adulto, fugiu da Bélgica durante a I Guerra Mundial, se refugiando assim na Inglaterra, aposentou-se da polícia e se tornou um agente independente, viajou a Europa e o Oriente Médio desvendando crimes e assassinatos, dentre outras grandes façanhas obtidas pela figura notável criada pela grande escritora.
Poirot é um dos destaques no meio investigativo, e com certeza vale a pena tomar um livro da querida Agatha Christie para ler.


Frases marcantes de Hercule Poirot

  • Uso apenas as células cinzentas. A sorte, deixo-a para os outros”
  • A imaginação é um ótimo servo e um péssimo mestre. A explicação mais simples é sempre a correta”
  • Quando se confronta com a verdade alguém que está mentindo, ela é costumeiramente aceita, muitas vezes sem surpresa.

Dicas de livros de Agatha Christie:

  • O Assassinato de Roger Ackroyd
  • Treze à Mesa
  • Assassinato no Expresso do Oriente
  • Morte nas Nuves
  • Assassinato no Beco
  • Encontro com a Morte
  • Os Elefantes não Esquecem
  • Cai o Pano 
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