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quarta-feira, 21 de maio de 2014


Você alguma vez já buscou o seu “Grande Talvez”? Mas, o que seria o “Grande Talvez”? 
Acredito que seja algo em torno de viver a vida. Abandonar a zona de conforto, buscar emoções não sentidas, desafios não vividos. Quebrar as regras, às vezes, sim. Conhecer, viver, sorrir, chorar, explorar, muitas coisas podem englobar o Grande Talvez, cada pessoa irá encontra-lo com sua singularidade. 
Acredito nisso.
É assim, filosofando, que se inicia o livro Quem é Você, Alasca?, do famigerado escritor John Green.
Antes do sucesso meteórico de A Culpa é das Estrelas e Cidades de Papel, Green, logo em seu romance de estreia, já mostrava sinais do quão habilidoso, filosófico e sensível era sua escrita. Quem é Você, Alasca? é de longe, mas muito longe, o livro que mais gostei do autor, e isso não significa que eu ache os demais ruins – já é possível imaginar o quão bom todos são, não?
A história triunfa em seus momentos existencialistas, em seus questionamentos sobre a vida e o viver. No modo como mostra que nós somos moldados por nossas vivências. Amizade e amor são temas bem explorados no livro, de uma forma menos clichê que as encontradas convencionalmente. O perdão, talvez mais o autoperdão, também tem lugar de destaque no enredo, ele nos faz assumirmos quem realmente somos e saber que nos momentos vividos fizemos o nosso melhor, mesmo que as consequências nem sempre sejam as desejadas. Até mesmo algumas questões religiosas são abordadas.

Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras - e está cansado de sua vidinha segura e sem graça em casa. Vai para uma nova escola à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o 'Grande Talvez'. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young. Inteligente, engraçada, problemática e extremamente sensual, Alasca levará Miles para o seu labirinto e o catapultará em direção ao Grande Talvez.  

Os personagens são uma bela fonte de conhecimento e referências. A narrativa em primeira pessoa favorece a descrição e a profundidade das vivencias de Miles ao ingressar em Culver Creek. O círculo de amigos (Takumi Hikohito, Chip "O Coronel" Martin, Lara Buterskayaque) que forma-se é interessante por suas diferenças, cada qual com sua singularidade, conforme avançamos na história, eles se tornam aquele grupo de amigos inseparáveis, aqueles amigos dos quais jamais nos esqueceremos por conta do momento vivido. Sentimentos afloram de modos incontroláveis, incluindo o amor de Miles pela apaixonante Alasca Young. Entre os seus pontos em comum, a literatura se faz presente de uma forma importante. Alasca é a verdadeira responsável por engrena-lo no caminho do Grande Talvez.

"Imaginar o futuro é uma espécie de nostalgia (...) Você passa a vida toda preso no labirinto, pensando em como você escapará um dia, e o quão maravilhoso será, e pensar no futuro mantêm você inteiro, mas você nunca fará nada disso. De uma hora pra outra tudo muda, se transforma, e você acabou de usar o futuro fugindo do presente." - Alasca Young    

 " O único caminho para sair do labirinto de sofrimento é perdoando." 
Alasca > Hazel. Alasca Young by Radiophonia

Após um longo período absorvendo a história do livro (quase seis meses), decidi (tentar) colocar em palavras o que senti ao lê-lo. Se ler com olhos apenas para o romance adolescente e o círculo de amizade em questão, provavelmente você não aproveitará todo o potencial que o livro oferece. Sua beleza está nas entrelinhas, nos mínimos detalhes que podem facilmente passar despercebidos - assim como todos os livros do John Green que li até o momento: a beleza da sutileza. 
Por último, digo que este livro tem um plotwist emocionalmente carregado que traz significados e uma beleza espetacular.  

domingo, 9 de março de 2014

Bem vindos ao universo da literatura.
Um livro sensível com uma história e um protagonista cativante, é assim que posso definir o livro da autora R. J. Palacio, O Extraordinário, que possuí 320 páginas e foi publicado pela editora Intrínseca.
August “Auggie” Pullman, é o herói que está prestes a enfrentar uma árdua jornada. Algo diferente de tudo o que já viveu: ele irá enfrentar os desafios da escola pela primeira vez.
Auggie sempre estudou em casa tendo a mãe como professora. O desafio consiste em sua adaptação no meio escolar, o que torna as coisas mais difíceis é o fato de August ter nascido com uma rara doença que deixou sua face totalmente desfigurada. Mesmo após muitas cirurgias e tratamentos, as pessoas ainda o olham com repúdio, seja na rua ou em qualquer outro lugar.
Quase todos em sua nova escola não lhe dão atenção, socializam ou sequer se aproximam muito dele. Auggie enfrenta as dificuldades impostas com muita dignidade. Ainda que em muitos momentos desistir pareça ser a opção mais viável, ele sempre pode recorrer à sua família que o ama indubitável e infindavelmente, sem se importarem com sua aparência – e, na real, até mesmo nós aprendemos a amá-lo.


Narrado em primeira pessoa ficamos expostos às suas divagações, seus medos e angústias. Adentramos em uma vida com outra face. A face de Auggie. A história nos transporta a um universo que nós nem imaginamos como é, o universo das pessoas que sofrem de alguma doença ou vítimas de acidentes cruéis, por exemplo. Através de Auggie podemos ter uma noção de como há uma luta diária sob quaisquer que sejam os problemas.
A relação com a família é bem explorada e digna de nota. Quando eu me tornar pai, certamente, terei algumas coisas desse livro como guia. Dentre outras mensagens, o livro explora a importância da amizade e narra uma verdadeira batalha contra o bullying.
Apesar de ser narrado em primeira pessoa, há capítulos de personagens secundários, mostrando seu ponto de vista em relação ao que acontece. Impossível não se identificar com alguns deles.
Eu, particularmente, adorei as referências a David Bowie e aos livros O Pequeno Príncipe e O Homem Elefante, dentre as demais, essas se destacam. E quem é que não gosta de referências, não é?



Extraordinário é um livro amável, sensível e, acima de tudo, uma leitura cativante, simples, ágil e poderosa. Demorei alguns meses para ler, mas desde a primeira vez que li sua sinopse e busquei informações sobre a história, tive certeza que leria um ótimo livro. E foi exatamente o que aconteceu. Um história sobre compaixão, aceitação, gentileza, amor e esperança que deve ser lida, principalmente por nossas crianças. Livros como esse deveriam estar nas nossas escolas.
O nome do livro já o classifica por si só. 

Sobre o autor

Hugo Sales Hugo Sales
Escritor e músico aprendiz. Cinéfilo dedicado. Herdeiro do Resenhas de Uma Leitora. Contista e RPGista. Mente Inquieta. Escreve sobre literatura, pois, não consegue viver sem e adora compartilhar seus pensamentos e gostos.

terça-feira, 19 de novembro de 2013


Crucial para a aprendizagem e desenvolvimento de nós, seres humanos, a leitura enriquece vocabulário, amplia nosso conhecimento, através dela podemos sanar dúvidas sobre a escrita e fala, indo mais além, ela auxilia nossa capacidade de interpretar, tanto textos quanto o que outras pessoas falam.

"A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede."
- Carlos Drummond de Andrade

Quando a leitura é incitada ainda na infância, é inegável o seu poder de transformação, a criança desenvolverá de modo incrível sua imaginação, criatividade, além de estar caminhando para ser um cidadão culturalmente ativo. E esses efeitos não são exclusividades das crianças, ocorre o mesmo nos adultos. Porém, acontece que, principalmente em nosso querido país, a maioria da população não gosta de ler. Eu não fico indignado, bravo ou reclamo e discuto com pessoas que não gostam de ler, ao contrário, busco, sutil ou bruscamente, espalhar um pouco do meu amor por esta arte. O propósito deste blog, além de difundir minhas opiniões literárias com os leitores, é despertar o interesse em quem não é acostumado a ler.

"A leitura engrandece a alma."
- Voltaire

Através da leitura visitamos tempos remotos, agregamos conhecimentos, embarcamos em novos mundos, não só os benefícios, mas o prazeres são muitos. Meus amigos próximos sabem como sou, insisto veemente para que leiam cada vez mais, busco falar exaustivamente de um livro, destacar e enaltecer todas as qualidades da obra, com o intuito de irem atrás e lerem. Através deste blog busco "espalhar a palavra literária" e angariar novos leitores, afinal, todos nós ganhamos com um mundo cada vez mais repleto de leitores. 
E foi nesse hype que encontrei o manifesto do vídeo abaixo. Muito bem produzido e com uma mensagem muito significativa que, sem dúvidas, merece ser divulgada e repassada a todos. Assista e caso queira expressar sua opinião, utilize os comentários.
  



Música: Quiet Company - How do you do it
Produção: Pele de Cordeiro
Roteiro: Aline Valek
Fotografia e Edição: Marcos Felipe
Ilustração: Douglas Reis
As mãos que aparecem: Cavi Loos, Douglas Reis e Aline Valek




Sobre o autor

Hugo Sales Hugo Sales
Aprendiz de escritor, músico iniciante e cinéfilo. Herdeiro do Resenhas de Uma Leitora, dono do Legado das Palavras. Contista e RPGista. Mente Inquieta. Escreve sobre literatura, pois, não consegue viver sem e adora compartilhar o que lê.

terça-feira, 15 de outubro de 2013



Resenha publicada originalmente no Legado das Palavras.

Olá, queridos leitores e leitoras!
Se emocionar ao ler um livro é extremamente normal, desejar um final diferente, onde todos sorriam e a “vida” transcorra perfeitamente bem, também. Mas, e quando isso não acontece? E quando o fim é melancólico e triste, além de totalmente fora do esperado? Nesse caso, podemos apenas aceitar que alguns escritores sabem conduzir uma história de tal forma que te faça sorrir, mesmo com o final não esperado e desprovido daquela felicidade criada e almejada, durante a leitura, para o final do livro. Se o final decepciona, a culpa é do autor. Caso satisfaça, a culpa também será dele. Porém, o que acontece quando sorrimos e ficamos com os olhos marejados ao terminar o último capítulo? De quem é a culpa? Bem, acredito que A Culpa é das Estrelas.
Sem mais delongas, vamos às considerações sobre o livro A Culpa é das Estrelas, do autor John Green, publicado no Brasil pela editora Intrínseca.

Sorrir e chorar. Algo que realmente acontece durante a leitura, Green é habilidoso na escolha das palavras, constrói diálogos interessantes e, por narrar em primeira pessoa, aproxima de modo excelente a personagem, Hazel Grace, do leitor. Aliás, Hazel é o grande destaque do livro, mais que a doença, mais que o romance, mais que a filosofia investida. Uma personagem apaixonante, desde as primeiras páginas até a última. O.K. Às vezes ela se torna irritante, mas, por outro lado, isso humaniza ainda mais Hazel. Mas ela não é a única, Augustus Waters, o Gus, é outro personagem que fará os leitores repensarem muitos aspectos de suas vidas, cheio de metáforas e tão filosófico quanto necessita ser, John Green oferece diversão, alegria, melancolia e muita filosofia na história, através da jornada deste dois personagens. Claro, não podemos nos esquecer do câncer.
A doença ao mesmo tempo é o elo entre todos os acontecimentos do livro, salta aos olhos dos leitores a todo instante, entretanto, fica cada vez mais secundário conforme a trama se desenvolve, magistralmente, o autor consegue lhe fazer se esquecer da doença, mesmo ela estando ali, dentro dos personagens. E, no fim, lhe Green aplica um golpe fulminante, uma reviravolta surpreendente.
Na trama, Hazel Grace é uma paciente terminal que, mesmo lutando contra a doença, auxiliada pela medicina, sabe o desfecho final de sua vida. O que ela nem poderia desconfiar é que alguém entraria em sua vida para, literalmente, fazer a balança pender e mudar sua história. Augustus Waters, o garoto que toda garota quer. Eles se conhecem graças aos encontros do Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Ambos irão completar as ausências de suas vidas em um romance inspirador, corajoso, irreverente e brutal.
John Green arrisca o final de seu livro com uma reviravolta surpreendente, o que faz a diferença, sem dúvidas. Ele consegue conduzir e alternar o tom da história de maneira natural, sem forçar a barra. Em A Culpa é das Estrelas, navegamos no cotidiano de pessoas com câncer, vemos como isso afeta todos à sua volta. A palavra que melhor pode descrever a sensação após o término do livro - tendo em mente que existem pessoas reais como Hazel e Gus - é: Inspiração. O romance é inspirador, te faz ter vontade de viver e lutar mais por seus objetivos. Este é um livro que mostra o porque da Literatura Jovem estar se expandindo para públicos distintos com tamanha eficiência.
Assim como o final de Uma Aflição Imperial, romance por qual a personagem Hazel é apaixonada, o fim de A Culpa é das Estrelas é inesperado, contudo, você já sabe qual o desfecho, foi dito desde o início, o que realmente importa é a jornada. O fim te faz sorrir enquanto lacrimeja. Faz você pensar e repensar. A história insiste em retumbar na nossa mente. Faz você querer mais. Mas satisfaz.
E lembre-se: alguns infinitos são maiores que outros. Okay? Okay.

Sobre o autor

Hugo Sales Hugo Sales

Aprediz de escritor, músico iniciante e cinéfilo. Herdeiro do Resenhas de Uma Leitora. Contista e RPGista. Mente Inquieta. Escreve sobre literatura, pois, não consegue viver sem e adora compartilhar seus pensamentos e gostos.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Olá, meus queridos leitores! Faz algum tempo desde minha última recomendação de filme, pois bem, segue mais um texto sobre um daqueles filmes que eu sou apaixonado. Então, sem mais delongas, vamos ao que interessa!



Martin Scorsese lendário cineasta, taxado por muitos críticos e estudiosos do cinema como "o maior diretor americano vivo" - e, convenhamos, o título é mais do que merecido - traz um filme fora do gênero que o consagrou. Em qualquer lista envolvendo obras cinematográficas é praticamente certo que haverá um trabalho de Scorsese, entre alguns expoentes de suas obras podemos citar: Touro Indomável, Taxi Driver, Os Bons Companheiros, Os Infiltrados e, mais recentemente, A Ilha do Medo e o espetacular A Invenção de Hugo Cabret.
Tirado do livro de entrevistas Conversas com Scorsese, escrito por Richard Schickel, o cineasta Martin Scorsese demonstra um certo incômodo quando é mais visto como um diretor de filmes de gangsteres, sendo que ele tenha realizado muitos filmes fora deste gênero. Entretanto, não podemos negar que a suprema maioria de suas obras possuem temas adultos no enredo. Sua esposa sugeriu que ele fizesse um filme qual sua filha de doze anos pudesse assistir, a partir daí nasceu A Invenção de Hugo Cabret. O filme é uma adaptação do livro homônimo de Brian Selznick - resenhado no Legado das Palavras.

Na trama, Hugo Cabret (Asa Butterfield) é um garoto órfão que mora escondido nas paredes da estação de trem e vive de realizar as devidas manutenções nos relógios da estação. Ele guarda consigo um autômato quebrado, encontrado por seu pai (Jude Law) e deixado a ele após seu falecimento. Ele sobrevive roubando comida e suprimentos, e escapando do inspetor da estação (Sacha Baron Cohen), que captura os orfãos e os envia a um orfanato. Hugo continua o trabalho com o autômato de seu pai, para isso ele rouba ferramentas e peças necessárias de uma loja de brinquedos da estação. Contudo, um dia, ele é capturado pelo dono da loja, Papa Georges (Ben Kingsley), um homem amargo e enigmático, Papa Georges toma o caderno do pai de Hugo, que contém as informações e os estudos do pai do garoto. Hugo, por sua vez, o segue até sua casa na tentativa de recuperar o caderno de valor imensurável, é quanod ele conhece a afilhada de Georges, Isabelle (Chloë Grace Moretz), ela, ao ouvir sua história, promete que irá ajudá-lo. E então aventura começa.
A obra é incrivelmente encantadora, não se fixando à uma determinada faixa etária. A experiência e genialidade de Scorsese faz com que o longa também não se prenda a um único estilo ou tenha apenas um segmento cinematográfico, seria injusto taxá-lo deste ou daquele gênero, uma vez que o filme trânsita entre fantasia e ficção científica; aventura e ação; romance, drama e comédia. Tudo em perfeita sintonia, cada sequência extremamente bem trabalhada e moldado ao contexto e à história de todo o filme. O que sem dúvidas é o resultado de mais um fantástico trabalho de Scorsese.



O filme é um grande agradecimento à sétima arte e seus percursores, principalmente ao cineasta George Méliès, homem fundamental para o desenvolvimento e avanço do cinema como narrador de aventuras. Além de uma obra encantadora, o filme ainda oferece a oportunidade, entre seu enredo, de nos aprofundar um pouco nas origens e no início do cinema
.
Asa Butterfield interpreta amavelmente, como em O Menino do Pijama Listrado, e ainda, temos um bônus, que é a presença de Chloë Moretz e Ben Kingsley, a jovem atriz que a cada novo trabalho seu vem se destacando cada vez mais, e em A Invenção de Hugo Cabret ela nos traz mais uma ótima performance. E Ben Kingsley apenas demonstrando o grande ator que é.
Rodado inteiramente em câmera 3D é visível a imensa qualidade das imagens, o visual, a fotografia do filme é incrível. O cineasta James Cameron, após conferir o filme disse que era o melhor 3D, superando o seu próprio Avatar. A obra de Scorsese recebeu onze indicações do Oscar, no qual venceu em cinco categorias.
Sem dúvidas esta obra de Martin Scorsese é imperdível para os fãs e admiradores da sétima arte num todo. Muitíssimo recomendado.


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sábado, 31 de agosto de 2013

Olá, leitores!

Como vocês devem ter percebido, eu amo literatura. Contudo, não estou satisfeito em ser "apenas" um leitor. Eu quero fazer parte desta arte e contribuir com minhas histórias. 
Amo escrever. 
Não é algo simples e fácil, requer muito tempo, disposição e, principalmente, dedicação. Deixei de sair muitas vezes para ficar sentado olhando para uma tela em branco de onde não surgiria nenhuma história. Tive bloqueios. Quis desistir. Mas continuei. E agora eu apresento o meu primeiro conto que será publicado na antologia Mentes Inquietas - Contos Sobrenaturais de Suspense e Terror da editora Andross, organizado por AlferMedeiros. A antologia ainda contará com diversos outros contos de alguns autores já publicados. O nome do meu conto é O Outro Lado da Verdade. Confira o booktrailer abaixo:



Sinopse:


Mary Shelley tinha pesadelos com a ideia de ressuscitar mortos... Lovecraft sentia-se perseguido por entidades anti-humanas... Edgar Allan Poe era fascinado por felinos e pássaros negros... As melhores histórias sobrenaturais, de suspense e de terror de todos os tempos surgiram das mentes mais inquietas que a literatura universal já conheceu. Agora, uma nova safra de escritores impõe ao papel toda a angústia de suas mentes, em tramas que mesclam o fantástico à loucura, o possível ao inimaginável, a penumbra ao medo... Se é horror que você procura, veio ao lugar certo: o subconsciente humano.


O lançamento será em Outubro de 2013, na 3ª edição do evento literário Livros Em Pauta, em São Paulo. Caso alguém tenha interesse em adquirir algum exemplar (que custará R$ 19,00) pode deixar nos comentários ou entrar em contato via Twitter ou Facebook
https://docs.google.com/forms/d/1zVRl9d3VzZClO5mTqKJfWK6BIYRVYH97UjjX3U3ooCc/viewform

quinta-feira, 29 de agosto de 2013


Munido de uma história ora profunda e sensível, ora cômica e leve, As Vantagens de Ser Invisível conta também com excelentes personagens e diálogos memoráveis.  O drama de um amor sensível e a importância de amizades verdadeiras são temas bem explorados no filme do diretor, roteirista e autor do livro homônimo Stephen Chbosky. Apesar de não apresentar uma revolução na qualidade visual, o diretor de fotografia, Andrew Dunn, apresenta uma fotografia agradável, entretanto, o foco principal é centrado belos diálogos e nas atuações dos personagens principais. O roteiro segue bem de perto o livro, com algumas pequenas alterações que apenas contribuem para a qualidade do filme. Um dos grandes filmes de 2012 que provavelmente passou despercebido e também surpreendeu muitas pessoas.

Na trama, Charlie (Logan Lerman) é um jovem com dificuldades para se socializar. Ele vive um momento muito delicado em sua vida: o jovem busca se recuperar de uma grande depressão em sua vida, causada por um trauma de infância e pelo suicídio recente de seu melhor amigo. Charlie acaba de entrar no colegial e inicia uma caminhada com intuito de vencer suas dificuldades, neste momento ele faz duas novas - e fundamentais - amizades para a sua vitória, Patrick (Ezra Miller) e sua meia-irmã Sam (Emma Watson), ambos veteranos no colégio que vivem de um modo nada comum em relação aos demais alunos. Charlie então é induzido em um mundo de novas descobertas, principalmente, a descoberta de amizades verdadeiras.
Primeiramente, é difícil não destacar o trio no qual o filme se foca: Emma Watson está estonteante, obviamente, torna-se praticamente impossível não relembrar a eterna Hermione, contudo, a atriz, apaga rapidamente a memória da personagem vivida em Harry Potter e torna incontestável o seu poder de atuação. Ezra Miller (do ótimo Precisamos Falar Sobre Kevin) atua muito bem, seu personagem possui o dom de fazer todos a sua volta rirem ou chorarem, e temos alguns belos momentos onde essa alternância aparece e o ator sempre tem êxito com sua atuação. Por último mas não menos importante, Logan Lerman (Percy Jackson) está solto no papel, a interpretação flui magistralmente, não chega nem mesmo ser uma sombra de sua atuação em O Ladrão de Raios. Se o roteiro consegue aproximar o espectador do filme, nos comove com a história de Charlie, Lerman, se mostra um ator muito dedicado e disposto a encarar o que o papel lhe pede. O elenco ainda conta com muitos nomes conhecidos como Mae Whitman (Scott Pilgrim Contra o Mundo) e Paul Rudd (Bem Vindo aos 40) entre outros.
Um aspecto marcante do filme são as músicas que marcaram os anos 80 e 90, grandes canções de bandas como PavementNew OrderThe Smiths, David Bowie, Sonic Youth, que são inspiradoramente colocadas em momentos chaves, à música é um personagem à parte que completa os principais personagens e oferece ao filme um ritmo prazeroso de acompanhar. A trilha original composta por Michael Brook  também é encantadora, assim como seu trabalho em Na Natureza Selvagem.
Stephen Chbosky traz uma obra consistente com personagens cativantes e marcantes, ao final do filme podemos respirar aliviados por contemplar um excelente filme, sem muito dos estereótipos tão presentes no gênero. Uma bela história sobre amizade e a descoberta do amor. Nota-se o envolvimento pessoal de Chbosky, para ele não trata de apenas mais um filme e sim algo muito maior e pessoal, o que é possível ver no resultado final. As Vantagens de Ser Invisível é tocante e sensível, faz com que nos identifiquemos com muitos elementos narrados, mas que deixa uma mensagem profunda e singular: “Nós Somos Infinitos”.

Dados:

The Perks of Being a Wallflower
EUA , 2012 - 103 min.
Drama
Direção:
Stephen Chbosky
Roteiro:
Stephen Chbosky

Elenco:
Logan Lerman, Emma Watson, Ezra Miller, Nina Dobrev, Paul Rudd, Mae Whitman, Melanie Lynskey, Melanie Lynskey, Johnny Simmons, Zane Holtz, Reece Thompson, Erin Wilhelmi, Joan Cusack. 




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segunda-feira, 12 de agosto de 2013



Estou sempre em busca de entrevistas com autores, nos últimos meses consegui entrevistar os autores Affonso Solano, Fábio M. Barreto e o Leonel Caldela. Durante a última semana decidi ir além das froteiras territoriais do nosso querido Brasil e me empenhei em conseguir realizar uma entrevista com um autor estrangeiro. Após muita conversa, eis que trago até vocês uma pequena entrevista exclusiva com o autor do livro Sangue Quente, Isaac Marion. 
Eu, particularmente, sou um grande fã da obra e autor. O livro carrega muitas belas mensagens em suas páginas e, posso afirmar sem dúvida, é uma daquelas obras que mudam nossa forma de ver o mundo. Caso queira, você pode ler a resenha clicando aqui.
O escritor respondeu cinco perguntas ao Legado das Palavras e ao Resenhas de Uma Leitora que você confere elas logo abaixo:


Primeiramente, obrigado pela entrevista! Eu amo “Warm Bodies (Sangue Quente)”, e é uma honra conversar com você.

Perguntas:

1 – Como você se sente vendo seu trabalho sendo tão bem recebido em outros países? Aqui no Brasil muitas pessoas amam seu trabalho...

Marion:
É ótimo ver minha comunicação pela escrita através das barreiras culturais, embora eu sempre imaginasse como o livro seria traduzido, devido ao fato de que uso palavras grandes e frases complicadas que podem ser difíceis de traduzir. Pode ser um pouco estranho as vezes, quando muitos dos meus fãs são de países que não falam a língua inglesa, pode ser um pouco difícil de interagir, mas é legal de qualquer maneira. Eu queria poder visitar todos esses países onde o livro foi publicado e ver como é o “Fandom”*  nesses lugares.
*Fandom: conjunto de fãs de determinado livro, peça, filme, banda, etc.

2 – Quando voce decidiu escrever “Warm Bodies” e como ele nasceu?

Marion:
Eu comecei a escrever em 2008 depois de perceber que tinha muito mais potencial em uma curta história que eu tinha escrito recentemente.

3 – Quais são seus escritores preferidos?

Marion:
Eu gosto de muitos escritores e não tenho preferidos. Alguns que me inspiraram foram Kurt Vonnegut, Cormac McCarthy, Dave Eggers, Douglas Coupland, Ron Currie Jr., Joseph Heller... e muitos outros.

4 – O que é mais importante em um livro: história (estória), personagens ou boas mensagens? O que você acha de tudo isso?

Marion:
Por “história” você quer dizer “estória”? Eu não sei qual escolheria dentre esses. Todos são necessários para fazer um ótimo livro. Mas eu acho que eu diria que se você tem personagens muito interessantes e um tema convincente, você não precisaria de uma estória interessante. Os personagens podem ser a estória. Mas ainda é preferível que você tenha os três.

5 – E, para terminar, você pode dar algumas dicas para quem começou a escrever recentemente?

Marion:
Eu nunca sei o que dizer para pessoas que estão a procura de conselhos sobre escrita. Existem muitas coisas diferentes que eu poderia dizer, depende da pessoa com quem eu estou falando. O único conselho universal que eu posso pensar em é estar disposto a fazer sacrifícios. Se você realmente quer ser um escritor, você tem que abrir mão de algumas coisas para isso. Mesmo que você esteja escrevendo profissionalmente, mas ainda mais quando você esta começando e tem que trabalhar diariamente... Você realmente tem que estar disposto a arranjar tempo e espaço para escrever. Você terá que perder algumas festas e talvez até alguns amigos. Se você realmente ama escrever, vai valer à pena.
Gostaram? Deixe nos comentários, isso ajudará para realizar novas entrevistas. Siga o autor do livro no twitter e siga também o autor do blog.




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