Quando um comerciante misterioso e sedutor chega à casa da nobre Katrine de Gravere, ela reluta em lhe dar abrigo, mas finalmente cede. Afinal, receberia como pagamento lã suficiente para manter seus preciosos teares cheios. Dormindo debaixo do mesmo teto e a cada minuto tentado a acariciar os cabelos vermelho-fogo da inocente e reservada mulher, Renard se pergunta se ela suspeita de suas verdadeiras razões para estar ali. Em uma cidade onde ninguém está a salvo, Katrine desperta nele desejos proibidos. Renard poderia estar seguro de que ela não iria traí-lo?
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Katrine é uma senhorita que perdeu os pais e tem que trabalhar para se sustentar – levando em consideração que estamos falando do início do século XVIII, isso não era comum e nada aceitável. Logo, ela finge ser casada para que a sociedade a aceite e trabalha tecendo. Porém, o período é de “vacas magras” já que a França e a Inglaterra estão em pé de guerra – o fornecimento de lã está proibido, então, até que os povoados decidam qual lado apoiar. Assim, quando um lindo comerciante bate à sua porta pedindo abrigo em troca de lã, mesmo relutante, Katrine aceita. Claro que ela não suspeitava das intenções reais do lindo Renard, né gente! E o desenrolar da história começa aí.
Katrine é muito inteligente, perspicaz e tem personalidade forte. Nada de mocinha ingênua demais – adorei!
Renard é o típico mocinho dos romances de banca – lindo, talvez um pouco mau, apaixonado e apaixonante, alto, forte aiaiai...
Só o tio de Katrine é um chato! Machista, manipulador e tolo, por pensar que Katrine é pequena e inútil – claro que a autora soube trabalhar esta personagem também!
Claro que eu não vou contar o que acontece durante o livro, já que vocês sabem que nestes romances de banca, é certo que o mocinho fica com a mocinha no final – logo, a melhor parte é a construção da narrativa e dos elementos que levam ao final da obra. Então é aí que vou me deter.
A autora Blythe Gifford consegue trazer informações que norteiam e interessam o leitor durante toda a obra. Trata-se de uma leitura leve, dinâmica, estonteante, deliciosa. São poucos personagens, porém todos muito bem trabalhados e organizados. Os enlaces são extremamente preparados, dando visão de toda a trama para o leitor, não deixando pontas soltas.
Eu já falei que sou fã de romances de banca, né! Esse é mais um caso de um livro delicioso.
Não deixe de conferir!

