Sete anos de escuridão,
fome, desespero e solidão...
Jacques Dubrinsky, irmão
do príncipe dos Cárpatos, foi capturado, cruelmente torturado e enterrado vivo.
Durante sete anos, preso naquele buraco, alimentando-se do sangue de ratos,
somente uma coisa o mantinha vivo: o desejo de vingança. Havia um traidor.
E ele descobriria quem
era.
O tempo já não significava
mais nada. Ninguém sabia da sua existência. Até que ele sentiu a presença de
uma mulher misteriosa e sensual em sua mente. Depois de tanto anos, um
contato...
Quem era ela? Seria ela a
traidora?

Usem luvas para o calor! Este livro é quente demais!
E olha que as cenas de sexo não
são tão explícitas, como tantas outras obras! É que as cenas são sensuais e
quentes, mesmo!
Vamos à história:
Jacques foi traído, torturado e enterrado vivo. 7 anos – este foi o
tempo em que ele permaneceu dentro de um caixão, se alimentando de pequenos
animais que conseguia atrais por um pequeno buraco na madeira. Foram 7 anos de
dor e agonia. E é aí que Shea aparece.
Shea é uma cirurgiã renomada que perdeu a mãe para a loucura quando
tinha 18 anos. Quando é procurada por alguns homens – que afirmam sobre a
existência de vampiros, nota que eles a querem e acaba fugindo, considerando-os
dementes. Afinal, vampiros não existem. Certo? Não é bem por aí...
Quando ela foge, se sente
impelida a ir a determinado local, como se algo a estivesse chamando. Descobre
a tumba de Jacques e o consegue tirar do local. Bem, é a partir que a trama
desenvolve, mesmo.
Posso dizer que o livro é quente! Jacques e Shea tem
muita química, sério. Mesmo quando não há uma cena de sexo, a sensualidade do
casal fica evidente. Quando os dois encostam, sai faísca – muito mais quente
que o primeiro livro da série!
Ah, Shea é especial e demora a
perceber e entender o que realmente é. Não posso escrever mais nada, se não
perde a graça.
Vou fazer uma reclamação: Não só em relação aos Cárpatos, mas aos
sobrenaturais em geral. Os homens podem ser muito sexys, quentes, lindos e tudo
mais. Mas são (pelo que tenho lido) uns machistas, possessivos, mandões,
controladores. Sério, eu não teria paciência para um cara assim – por mais sexy
que fosse! Claro que este é o caso de Jacques...
Muitas pessoas não gostaram do “Príncipe
Sombrio” – eu gostei. Mas digo que mesmo estas que não foram muito com a cara
do Príncipe, vão sentir um desejo (olha o trocadilho) pelo Jacques. Ou seja,
este é melhor que o anterior.
O amor entre os dois é muito
rápido, com uma ligação inexplicável. Aliás, me deixe divagar um pouco... O que acontece que, ultimamente, em
quase todos os livros que leio há um amor imediato? E não estou falando de adolescentes
como foi o caso de Almas Seladas. Acabou o momento de divagação.
Tenho que dizer que desta vez o
livro ficou muito bem revisado, melhor que o primeiro. Não encontrei erros,
fazendo com que tudo fluísse de forma agradável. A obra traz, ainda, algum
suspense, gerando dúvidas a todo instante, deixando muitas hipóteses e pouca
certeza do leitor.
Desejo Sombrio continua como no primeiro
livro da série: muita descrição de locais e pensamentos e menos cenas de
diálogo. Às vezes cansa tanta descrição. Cenas sensuais são ótimas – exatamente
pela descrição. Contradição que faz sentido, acredite.
Pontos Positivos: Revisão
melhorou; ótimas cenas sensuais.
Pontos Negativos: Excesso de
descrição de locais; machismo do protagonista.
Eu recomendo esta série. Vocês já
sabem disso, faz tempo!


