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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Quando recebi um email da EditoraGenerale, afirmando que os autores desta obra tinham escolhido o RLeitora para ler e resenhar seu livro, eu fiquei louca de feliz. Primeiro porque adoro estes autores (eles já escreveram “O Preço de Uma Lição” juntos) e segundo, porque eles escolheram o blog a dedo (e eu nem sou parceira da editora).
Mas chega de conversa mole, o que nós queremos é a resenha, não é?
Sinopse:
Uma banda formada por três amigos e dois irmãos, no auge da fama e do sucesso, decide que, após quatro anos longe de sua pequena cidade natal, finalmente é hora de voltar para casa. A princípio, viajam apenas para descansar e se recuperar da desgastante vida de artista e, para mais tarde, voltar à impiedosa rotina. Mas não é necessário muito tempo para que o passado venha resgatar histórias, conflitos, lembranças e um sentimento de nostalgia que havia sido deixado para trás.
Os valores esquecidos voltam a fazer parte do cotidiano dos integrantes da banda que passam a enxergar tudo aquilo de que abriram mão em nome da fama. São colocados diante de todos os casos mal resolvidos do passado, desde relacionamentos amorosos e conflitos com a família até suas amizades. Assim, são obrigados a lidar com a culpa, o arrependimento, a saudade, a raiva e com tantos outros sentimentos.
Em meio a todo esse ambiente improvável e diferente, Ana, ou Aninha, uma garota perfeitamente comum, é imersa em uma realidade completamente diferente de qualquer uma que já tenha vivido. Será que essa mudança causará muito impacto em sua vida? Ou será que ela se tornará o caminho de volta dos integrantes da banda para o sossego e a normalidade?
Minha vez:
Antes de falar da história em si, quero dizer que o Prefácio foi escrito pela autora e blogueira Babi Dewet (Sábado à Noite e Sábado à Noite 2). A Babi tem minha total admiração e, assim que li suas palavras, no início do livro, já me empolguei.
Bem, este livro tem uma proposta muito bacana: mostra os bastidores do show business, o que passa na cabeça dos popstars relâmpago (aqueles que despontam rapidamente) e as mudanças em suas vidas.
Como vocês já sabem, eu não gosto de contar muito da história – acho que isso acaba com a graça da coisa. Então o que eu posso falar é que Gigio é o líder da banda Mega Watzs. É um cara imaturo, mulherengo e acredita que pode dominar o mundo apenas com sua fama e beleza. Através de uma aposta, ele conhece Aninha, a nossa protagonista marrenta. Ela entra na onda da aposta (sem saber desta, claro!) e acaba ajudando nesta busca interior que os membros da banda fazem, sem nem mesmo se darem conta. Disse membros da banda porque não é só Gigio que entra na vibe de Aninha, mas todos. Uma garota cativante mesmo, estudante de veterinária. E brava! Oh menina brava – quase uma TPM constante. Não concordo com algumas atitudes tomadas por ela, mas tenho que respeitar a personalidade que os autores deram à protagonista.
Além da relação amor/ódio de Aninha e Giovane, há dramas familiares interessantíssimos, que levam à reflexão. Mostrando que os ídolos são pessoas tão suscetíveis ao erro quanto qualquer outra, com problemas em família e nos seus círculos sociais. 
“- O problema não é comprar algo que não precisa, e sim precisar de algo que você não pode comprar.” (p. 215) 
Os personagens têm suas histórias paralelas – que, obviamente têm ligação com nossos protagonistas mas, ainda assim, têm suas vidas próprias e interessantes. Os personagens são bem críveis – visto as idades apontadas pelos autores, além de serem interessantes mesmo. As atitudes tomadas por todos são bem condizentes com suas personalidades bem delimitadas.
Trata-se de uma obra leve, bem escrita – o que faz o leitor começar e não querer parar a leitura. O livro traz, ainda, um CD com trilha sonora. São três músicas escritas (acredito eu) por Gigio (eu adorei todas, mas “Hashtag Partiu” foi a preferida, cm uma pegada dançante bem bacana), o que dá um ar diferente durante a leitura, afinal a imaginação voa ainda mais.
O livro fala sobre amizade e recomeços. Sobre as trombadas que a vida dá e sobre levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima.
Durante a leitura, observei alguns erros ortográficos, de revisão, mas que não incomodam, de toda forma.

“Ser feliz não é difícil. Mas se está sendo difícil encontrar a felicidade é porque você está fazendo algo errado.” (p. 329)

Booktrailer:

domingo, 13 de abril de 2014

Sinopse:
Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço. Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem. 

A Maldição do Tigre é escrito em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Kelsey, o que nos faz perder alguns detalhes que passam pela cabeça do nosso tigre.
Kelsey perdeu seus pais há pouco tempo, e foi “adotada” por um casal muito divertido, Sarah e Michael. A propósito, os tutores de Kelsey a tratam com enorme liberdade para uma garota de 17 anos. A história começa com sua procura de emprego temporário – que consegue no Circo Maurizio, visto que precisavam de alguém por duas semanas para vender ingressos, alimentar os animais e fazer a limpeza depois das apresentações. Como os animais precisavam de supervisão constante, Kalsey deveria dormir no emprego. Seus pais adotivos a liberam de pronto.
Assim que Kelsey chega ao circo, logo começa o trabalho. O ponto alto dos espetáculos do Circo Maurizio é a aparição de Dhiren, o grande tigre branco. De primeira, Kelsey já sente uma ligação muito grande com o tigre, uma grande afeição. A magia acontece ao longo da aproximação dos dois – quando Kelsey libera uma parte da maldição (não posso dar maiores detalhes para quem não leu).
A aventura inicia com a saída de Dhiren do circo para voltar à Índia, seu país de origem. Como há uma afinidade muito grande entre ele e Kelsey, nossa protagonista vai junto. É aí que começa nosso programa cultural: há elementos indianos fortemente representados durante toda a obra. - lendas, mitos, palavras indianas, além da busca para quebrar a maldição do nosso querido tigre branco.

“No islamismo, acredita-se que Alá irá enviar um tigre para defender e proteger aqueles que o seguirem fielmente, mas também enviará um tigre para punir aqueles que considera traidores.”

O bom da Kelsey é que ela tem umas sacadas, sobre ela mesma, bem engraçadas. Claro que, como qualquer adolescente de 17 anos, ela tem seus pensamentos que são ora maduros, ora infantis. Mas isso não é ruim, de qualquer forma. Os personagens são bem delimitados, suas histórias bem delineadas e há um intrincado de histórias que se completam ao final.
Não se trata, apenas, de um romance juvenil, mas um livro recheado de detalhes, cultura e informações.  Gostei e recomendo.

 “Ele suspirou e fez uma reverência profunda.

- Sundari. Eu estava aqui pensando que nada poderia ser mais lindo que este pôr do sol, mas estava enganado. Você aí parada à luz do sol poente, com o cabelo e a pele reluzindo, é quase mais do que um homem pode... apreciar plenamente.”

sexta-feira, 11 de abril de 2014


Sinopse:
Cassie Madison fugiu de Walton, Geórgia, para Nova York quando soube que sua irmã, Harriet, e seu amor, Joe, a tinham traído e iam se casar. Ao chegar em Manhattan, sua ideia era se reinventar, mergulhar de cabeça na carreira e até mesmo perder o sotaque provinciano. Tudo para apagar seu passado marcado pela traição e por uma família que não lhe tratara com o devido cuidado.
Mas, numa noite, um único telefonema de sua irmã trouxe de volta tudo o que ela pretendia esquecer. Com o pai muito doente, ela foi obrigada a fazer a viagem de volta e, enquanto arrumava as malas, seus maiores medos eram que o pai morresse sem que ela pudesse estar com ele e... encontrar a família feliz que Harriet e Joe tinham construído.
Já em Walton, Cassie percebeu que enfrentaria uma imensa batalha particular, porque, afinal, ela não conseguia deixar de amar seus sobrinhos – e nem deixar de se sentir em casa, naquela cidadezinha de sua infância.
Enquanto se dividia entre rancor, esperança, velhas e queridas lembranças e uma mágoa insustentável, o destino arrumaria uma forma de aproximá-la do que realmente importa: o verdadeiro amor.
 
Minha vez:
De Volta Para Casa traz uma história que facilmente se encaixa na vida de muitos leitores. Afinal, que nunca sofreu uma grande desilusão (amorosa ou não) e “largou tudo” para seguir adiante em um novo espaço?
Esta obra foi lançada, pela primeira vez, no ano 2000 e só foi lançada novamente devido à grande procura do público. Então a autora “poliu” o texto e o relançou.
O livro começa com a ligação que Cassie recebe de Harriet. A partir daí, há flashes do passado que fazem com que nós saibamos que aconteceu – sempre sob o ponto de vista de Cassie, apesar de o livro ser escrito em terceira pessoa.

“Há inúmeras maneiras de morrer que não envolvem morte física” (p. 153)

Cassie tinha um namorado em Manhattan que, a propósito, não valia nada e dava mais valor às coisas materiais do que aos sentimentos da namorada.
Sabendo que estava muito doente, o pai de Cassie deu um jeitinho para que a filha voltasse para casa e ali permanecesse – deixou a casa da família para ela. Então não tinha jeito de ela voltar para Manhattan enquanto não resolvesse a questão – precisava se desfazer da casa. Mas é aí que está o “pulo do gato”: com o passar dos dias, Cassie percebe que a memória é falha e prega peças, fazendo enxergar e lembrar coisas distorcidas ou, ainda, que não existiram.
É claro que dói apagar as lembranças distorcidas para ceder lugar às certas, e isso Cassie aprende da forma como todos nós fazemos: negando – tomando o modo mais doloroso (sempre!). Ao explorar a casa, com a finalidade de separar o que vai para o lixo ou o que será guardado, as irmãs encontram muitas recordações, incluindo algumas cartas de amor de muitos anos, trocadas entre o pai delas e uma moça de sua juventude. São momentos que levam o leitor à emoção e reflexão.

“Amor é só sacrifícios, grandes e pequenos. Só conhecemos o amor verdadeiro quando nos damos conta de que desistiríamos de tudo por alguém”. (p. 241)

Cassie é um tanto mal humorada – mas nada que cause antipatia demasiada, e a autora justifica este comportamento afirmando que a Cassie jovem, engraçada e simples foi enterrada por todo o sofrimento, renascendo uma nova mulher, uma nova Cassie.
O passado é uma coisa de louco, hein! Além de lembranças (inventadas ou não), traz amores. No caso de Cassie não é diferente: ela reencontra uma pessoa – e que pessoa maravilhosa! Além disso, alguns eventos acontecem, transformando nossa protagonista. São dolorosos, mas de enriquecimento inimaginável.
O livro tem passagens para todos os gostos – engraçadas, tristes, reflexivas, desesperadoras... O fechamento da obra é emocionante. Não tem O final feliz, mas, ainda assim, conta com um final feliz (por mais contraditório que isso possa soar).
É uma obra muito bacana, que indico para todos. Não é o lançamento do mês, mas está valendo!

 Ela ficou olhando-o por um momento.
- Então por que diabos você voltou?
Sam olhava para frente, as luzes do painel iluminando seus olhos.
- Porque aqui é minha casa. Descobri que a vida não era só trabalhar e ganhar dinheiro. Queria um lugar onde pudesse formar raízes. Fazer parte de uma comunidade. Criar uma família num ambiente tranquilo.” (p. 105)
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