Sinopse
Na Barcelona dos anos 1980, o menino Óscar Drai, um solitário aluno de internato, conhece Marina, uma jovem misteriosa que vive num casarão com o pai idoso. Em passeios pela cidade, os dois presenciam uma cena estranha num cemitério e se envolvem na resolução de um mistério que remonta aos anos 1940. Numa tentativa inútil de escapar da própria memória, Oscar abandona sua cidade. Acreditava que, colocando-se a uma distância segura, as vozes do passado se calariam. Quinze anos mais tarde, ele regressa à cidade para exorcizar seus fantasmas e enfrentar suas lembranças - a macabra aventura que marcou sua juventude, o terror e a loucura que cercaram a história de amor.
Olá, gente! Como estão? Meu sumiço do blog se deve a um período
em que estive sem internet em casa e mil outras coisas que vem acontecendo ao
mesmo tempo e tomando toda a minha atenção. Desculpem-me por isto! Hoje trago
para vocês um livro que eu ganhei da Came, que já li há algum tempo e que estou
adiando a resenha por algum motivo que eu não sei explicar!
Agora vocês me perguntam... Não sabe explicar por quê?
Apenas pelo fato de que o livro me ganhou em muitos (para não falar em todos)
aspectos mas ainda assim eu terminei a leitura sentindo falta de algo. Quero
dizer... Como se tivesse uma lacuna a ser preenchida mas eu não saiba qual
lacuna é essa e onde ela se encaixa. É confuso, eu sei. Talvez seja a minha
ânsia por mais, minha vontade de não querer abandonar Óscar e Marina, enfim...
Triste, sim, em me despedir dos personagens.
Sobre o livro, só tenho maravilhas a dizer! É uma história
linda. Envolvente. A narrativa é maravilhosa, o suspense é de tirar o fôlego. A
suavidade da melancolia e a tensão conversam entre si de modo espetacular. Não há como falar o contrário disso e/ou dizer
que Zafón não foi feliz com a criação de Marina.
O livro conta a história de Óscar Drai, um garoto de 15 anos
que vive em um internato e que adora se aventurar pelas ruas de Barcelona dos
anos 70. Durante suas andanças pelas ruas com antigas mansões, uma em especial
chama a sua atenção e Óscar se deixa levar pela curiosidade e adentra os
portões parando na sala de estar onde é surpreendido e, com um enorme
susto, corre da casa e vai em direção ao seu internato levando algo que
não lhe pertencia... O que, posteriormente, lhe deu coragem suficiente para
voltar à mansão – A ideia de que ele roubou algo não lhe agradou; E foi aí que ele conheceu os donos
da casa, Marina e Gérman, seu pai – além de Kafka, o gato da família. O laço
criado entre os três é algo que, acredito eu, não exista no mundo alguém que
não seja capaz de gostar e se encantar.
Embalados pelos suspenses das ruas de Barcelona, por uma
mulher toda de preto em um cemitério e pela coragem de sua amizade, Marina e
Óscar passam a perseguir mistérios e buscar explicações para desvendá-los,
jogando a si mesmos, a cada capítulo, em um mar de terror e novas descobertas
onde ambos lutariam pela verdade, e por suas vidas.
Zafón conseguiu criar uma obra onde todos os elementos,
absolutamente todos, tem razão para existir e existem para enriquecer a obra. A
cada novo personagem, mais fatos revelados. A cada fato revelado, mais suspense
e aventura. Como uma corda com nós muito bem dados e firmes, lindamente adoçando
todo o terror e o sobrenatural com a amizade e paixão doce e serena entre Óscar
e a linda Marina.
"De nada adianta toda a geografia, trigonometria e aritmética do mundo se você não souber pensar por si mesmo – argumentava Marina. – E nenhum colégio ensina isso. Não está no programa."
Comentem o que acharam da resenha e qual a impressão de vocês sobre o livro!
Sábado eu volto com o "O que vi na semana"! Beijo, gente, boa semana para vocês! :)


