No ano de 1992, no dia 29
de fevereiro, duas crianças predestinadas nascem: Layla e Victor.
Layla passa por todo tipo
de sofrimento, pessoas queridas morrem em acidentes bizarros, e a cada morte,
uma nova cicatriz aparece em seu corpo. Victor ao contrário, tem uma vida
perfeita, um garoto que nasceu incapaz de sofrer.
Mais um livro muito bom!
Vamos começar pela capa – aquela
ampulheta, dando a impressão de tempo, ficou muito bonita. Porém não denuncia
do que se trata o livro – já que ele é fofo e romântico. Parece que não
combinou muito, mas pode ser que faça sentido com as demais capas da série. Eu
sei, estou divagando...
Em cada início de novo capítulo,
Marcelo Pontes faz citações de outros autores – Shakespeare, por exemplo. Achei
muito legal isso, já que toda a citação faz referência ao evento que virá.
Ficou ousado.
A história começa com indícios de
sabermos mais sobre a cultura maia e seu calendário. Acabou que foi somente uma
leve pincelada, mas ficou interessante.
Quanto às personagens principais:
Layla: Gótica, é arisca,
mal-humorada e bonita – apesar de se achar feia. Nasceu em 29/02/92. Atrai a
morte e o sofrimento.
“Não passava em sua cabeça
que alguém como Victor poderia ter bons pensamentos a seu respeito. Layla
sempre teve momentos de dor, frustração e condenação, por isso, sempre ficou na
defensiva, acreditando que as pessoas à sua volta estavam sempre a julgando
mal.” p.135
Victor – Lindo, descolado,
sortudo, rico. Procura por mudanças, por mulheres que valham a pena – atitude
madura para alguém que tem apenas 16 anos. Nasceu em 29/02/92 – data
significativa para o calendário Maia, já que se trata de ano bissexto.
Podemos dizer que estas duas
personagens são 2 lados da mesma moeda – cara e coroa. Então podemos sugerir,
também, que os dois juntos conseguem a harmonia, certo? É, certo!
Toda a história romântica se
passa aqui no Brasil – muito legal! O encontro acontece em Campos do Jordão, em
uma excursão da escola de Layla. De imediato ele quer aproximação enquanto ela
recua. Aliás, ela não quer contato de ninguém – ok, ela tem seus motivos. Mas
fiquei de birra com ela por muitas vezes!
Não posso deixar de citar a amiga
da Layla, Carol, que é show. Divertida, cobre as costas da gótica – inclusive
as cenas mais engraçadas são com ela. Gargalhei muitas vezes.
Tema diferenciado com narrativa
ágil, traz o típico amor adolescente – rápido, intenso, sem pensar. Vivendo o
momento, inconsequente. Não à toa, as personagens se apaixonam e declaram amor
muito rapidamente. São adolescentes, afinal!
Como é uma série, tem algumas
pontas soltas, mas não muitas. O final é surpreendente, deixando o leitor
naquela expectativa enorme.
Pontos Positivos: Foram muitos
pontos positivos! A trama diferenciada; o amor adolescente; as tiradas
engraçadas (e ótimas) de Carol.
Pontos Negativos: A má revisão foi,
realmente, o ponto fraco. Tanto pontuação quanto ortografia deveriam ter sido
mais bem observadas e revisadas. Penso que a capa poderia ser mais romântica,
também.
É um livro que vale muito a pena
a leitura. Leve, dinâmico. Muito bom!


