Sophia Coldheart não é uma
fada comum. Ela é uma Leanan Sídhe, uma espécie de fada que serve de musa para
humanos talentosos alcançarem o sucesso. Uma fada-amante. Mas isso tem um
preço. Ao mesmo tempo em que os leva ao estrelato, se alimenta de suas
energias, levando-os à loucura. E à morte. Uma vida intensa e extraordinária
com um fim trágico.
Mas o que aconteceria se um humano resistisse à sua sedução e fizesse a própria Sophia sentir-se fascinada por ele? A autora Carolina Munhóz nos conta essa história com primazia, mostrando que o mundo da fantasia para jovens ainda pode render sucessos e obras que vão muito além do simples passar de tempo.
Mas o que aconteceria se um humano resistisse à sua sedução e fizesse a própria Sophia sentir-se fascinada por ele? A autora Carolina Munhóz nos conta essa história com primazia, mostrando que o mundo da fantasia para jovens ainda pode render sucessos e obras que vão muito além do simples passar de tempo.
Eu ganhei esta obra da leitora do blog e minha amiga (sim, eu a considero minha amiga!) Ana Paula Ramos. Obrigada Ana, mais uma vez! ♥
Este livro fala sobre uma fada que suga energia, sendo musa inspiradora, de um humano. Após o período de criação de sua obra-prima - que sacia e afasta a fada do artista, este é levado à loucura e ao suicídio. Sophia é uma dessas fadas e precisa “sugar” Willian, escritor em potencial. O problema surge quando ela se vê apaixonada por ele, e não quer cumprir seu destino.
Este livro fala sobre uma fada que suga energia, sendo musa inspiradora, de um humano. Após o período de criação de sua obra-prima - que sacia e afasta a fada do artista, este é levado à loucura e ao suicídio. Sophia é uma dessas fadas e precisa “sugar” Willian, escritor em potencial. O problema surge quando ela se vê apaixonada por ele, e não quer cumprir seu destino.
A propósito, se você gosta de romances onde há a conquista e depois o envolvimento, não é aqui que vai encontrar. Nesta obra o amor acontece de primeira, sem muitos elementos. Ao final você entende a ligação, mas até chegar lá você pode achar um pouquinho estranho.
A temática é interessante, visto
que não temos tantos livros sobre fadas no mercado – ainda mais com a mitologia
celta tão aflorada. Ponto para a autora!
Inclusive eu tenho que pontuar:
Carolina Munhóz pesquisou muito bem sobre a cultura celta! Trouxe rituais,
algumas orações – realmente bacana.
As personagens não são totalmente estruturadas:
Sophia é uma fada lindíssima,
egoísta (um egoísmo um pouco velado), mimada pelo avô e para por aí.
Willian é um escritor em potencial,
atendente de um sebo de seu pai, mimado pela mãe.
Os demais personagens são
completamente rasos.
Quero dizer: os detalhes não são
explicitados no texto. Sabem aqueles detalhes que fazem o leitor se apaixonar
pela personagem? Não identifiquei.
Vou contar uma coisa para vocês: desde o início da leitura, tinha algo que eu sentia que não me agradava e não sabia o que era. Fiz uma leitura bem calma e encontrei o que me incomodou: orações curtas demais! Pontos demais, frases sofras.
Pareceu-me que a autora quis dar
ênfase em alguns pontos, mas acabou ficando arrastado demais. Vou colocar um
exemplo aqui, onde explica o que a Sophia é (reparem na pontuação):
“No folclore celta, Leanan Sídhe
é uma bela mulher do povo das fadas, que sempre possui um amante humano. Ela é
geralmente retratada como uma exuberante musa, que oferece inspiração para este
humano, geralmente um artista. Em troca recebe amor e devoção dele. No entanto,
ele é dominado pela loucura, e tem uma morte precoce. Keswick já havia
presenciado casos de Leanans, principalmente por bassenthwaite estar a nossa
volta. É comum histórias em Cúmbria sobre Sídhes, mas não são normais as sobre
Leanans. Não são criaturas do bem, são vampiras.”
(p.145)
Claro que eu já falei para vocês que
eu ando chata com as estruturas das narrativas, mas não adianta! Continuarei pegando no pé.
Mas é claro que eu não ia deixar
passar um detalhe interessante da narrativa: as cenas quentes tem um ritmo mais intenso e
interessante, deixando o leitor muito a vontade. Adianto que não há cenas de
sexo explícito! O que há é uma insinuação do ato (gostei bastante).
Uma coisa bem legal foi a título de
cada capítulo, que continha uma frase de alguma música. Interessante e
divertido (eu tentava lembrar cada música! E não, não tive muito sucesso).
Mais uma coisa, gente! Há muitas
referências a J.K. Rowling e/ou Harry Potter. É perceptível (de longe) que a
autora é fã de HP. Além disso, é possível notar que há uma semelhança entre o
autor fictício da historia e a própria Carolina Munhóz – questão da vontade de
se tornar best seller, ou por ambos terem ganho algum tipo de Prêmio Jovem da
Literatura... Achei muito interessante este tipo de ligação proposto entre o
real e o fictício.
Pontos Negativos: A narrativa – como já coloquei anteriormente, que
deixou a desejar durante todo o livro. Também não gostei da falta de profundidade das personagens.
Pontos Positivos: O tema diferenciado, além de os detalhes da cultura celta muito bem organizados. As cenas mais quentes foram o ponto alto da trama.
É um livro de uma escritora iniciante, que com muito trabalho pode ter grandes títulos. Por hora, neste caso, acredito que foi simplesmente um livro escrito por uma jovem (não adolescente e ainda não adulta) querendo atrair o público igualmente jovem. Em minha opinião, ficou morno (e eu não sou fã do morno)! Faltou uma pimentinha, um azeite de dendê, aquele toque que faz a diferença na narrativa.


