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sábado, 14 de setembro de 2013

“A princípio, foi uma mudança sutil, como costumam ser as mudanças nos relacionamentos; fica difícil saber quando de fato começou.”


Cláudia Parr nunca quis ter filhos, e isso espantou quase todos os caras que ela se relacionava. Até que encontra Ben, um cara perfeito que também não quer filhos.
Mas, com o passar do tempo, um deles muda de ideia. E agora, com o casamento abalado, eles terão que colocar na balança o que realmente importa para cada um.

Cláudia é uma teimosa daquelas que tira a gente do sério. Não gosta de dar o braço a torcer em momento algum. Prefere ignorar um problema ao invés de tentar resolvê-lo.
Ben é um cara bem relax, divertido e amoroso. O cara não existe – é o tipo perfeito! Não é daqueles perfeitos fisicamente, mas em sua essência – apesar de ficar claro que ele é muito bonito, sim senhoras.

Um livro que fala sobre o amor em todas as suas formas. Emily aborda os estereótipos sociais que rodeiam as famílias. Por que logo no início do namoro, já estão perguntando quando será o casamento? Por que após o casamento já perguntam sobre filhos? As convenções sociais acerca dos relacionamentos são sempre as mesmas.

Não é um livro triste, mas nos faz pensar sobre várias questões, como os próprios relacionamentos, futuro, prioridades. Uma relação, em si, é um eterno abrir mão de coisas – isso de ambos os lados. E esse é o detalhe que faz toda a diferença: até onde você pode abrir mão de algo para que seu parceiro seja feliz, sem que você perca a felicidade? A frase pode parecer um tanto contraditória, mas não encontrei melhor maneira de expressar a questão.

O final foi, digamos, até uma surpresa. Esperava algo diferente, mas é claro que não posso reclamar disso (e nem falar sobre, claro).

Eu adoro os livros da Emily, apesar de achar que este se arrastou em algumas partes. Eu já entendi que um dos dois não queria filhos enquanto o outro queria, mas a conversa ainda se arrastava sobre o mesmo ponto. Isso me desanimou – mas foi só um pouquinho. Fora isso, a narrativa é até bem empolgante, o que deixa um livro leve, apesar dos temas um tanto pesados.

Qual é o seu limite para este sentimento? Até onde você vai por amor?


“Ambos acreditávamos que um relacionamento que não tivesse um pouco de mágica não valia a pena.”


“Olho nos olhos dele e sei que chegou ao fim. Então, não tenho outra escolha a não ser me levantar, abrir a porta e partir.”


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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Marian Caldwell é uma produtora de televisão de 36 anos, vivendo seu sonho em Nova York. Com uma carreira bem-sucedida e um relacionamento satisfatório, ela convenceu todo mundo, inclusive si mesma, que sua vida está do jeito que ela deseja. Mas uma noite, Marian atende a porta... para apenas encontrar Kirby Rose, uma garota de 18 anos com a chave para o passado que Marian pensou ter deixado para trás para sempre. Desde o momento que Kirby aparece na sua porta, o mundo perfeitamente construído de Marian — e sua verdadeira identidade — será chacoalhado até o fim, fazendo ressurgir fantasmas e memórias de um caso de amor apaixonado que ameaça tudo para definir quem ela realmente é.
Para a precoce e determinada Kirby, o encontro vai provocar um processo de descobrimento que a leva ao começo da vida adulta, forçando-a a reavaliar sua família e seu futuro com uma visão sábia e doce. Enquanto as duas mulheres embarcam em uma jornada para encontrar o que está faltando em suas vidas, cada uma irá reconhecer que o lugar no qual pertencemos normalmente é onde menos esperamos — um lugar que talvez forçamos a esquecer, mas que o coração se lembra eternamente.
Livro recebido em parceria com a editora Novo Conceito

Primeiro vamos falar sobre a capa: a ponte ligando dois lados (passado e presente?), o cenário outonal, assim como as letras, gritam que é um romance. Não está errado, mas é muito mais que isso.
O início da obra é interessante, mostrando quem é a protagonista Marian, o que pensa e almeja. Ela pensa que tem uma vida perfeita, com um emprego perfeito, namorado perfeito – inclusive o namorado, Peter, é um chato.
Temos outra “protagonista”: Kirby, uma adolescente problema. Rebelde, não se encaixa nos grupos escolares. Tem apenas uma amiga, Belinda.
Aliás, Belinda é um caso a parte. Divertida, irresponsável, passional, está sempre se metendo em encrenca. Os momentos de mais risadas foram com ela, com certeza.
Temos mais um personagem importante: Conrad, que faz parte de todo o segredo de Marian. Ele é demais. Completamente apaixonante. #TeamConrad

Como a sinopse não revela muito sobre a história, pensei que é melhor eu não revelar mais nada, também. Já que o segredo apresentado logo no início da trama é o ponto-chave para todo o desenvolvimento da história. Então, bem, Marian tem um segredo muito bem guardado, e o que posso dizer é que Kirby faz parte deste segredo. Então quando as duas se encontram, tudo é emocionalmente contido, porém o sentimento está ali – inclusive, Marian é a mais contida.
Bem, então Marian tem que confessar o que aconteceu no passado para o namorado. A confissão é emocionante, apesar de Peter demonstrar que não se importa com Marian em relação a isso, e nenhuma consideração com Kirby. Este Peter é totalmente controlado, calculista. Só Marian que parece não ver.
Mas preciso dar um ponto para Marian, que cresce ao longo da trama e passa de fria para emocionante. Até a chegada de Kirby, está em uma zona de conforto e recua quando tentam tirá-la de lá. Como a sua vida dá um giro de 180 graus, o recuo não pode mais ser constante, e ela acaba ficando muito interessante e comovente.

O livro mostra os medos, dúvidas e atitudes inconsequentes dos jovens. Traz, ainda, os sentimentos aflorados entre filhos e pais. Mostra a busca pelo passado, respostas que teriam se perdido, aparentemente. Os dilemas jovens são muitíssimos bem abordados – inseguranças, confiança, segredos.
Li em pouco tempo, 2 dias, e tive que ter força de vontade para dividir a leitura. Ritmo ótimo. Possui um final interessante, que traz nada muito óbvio, ou o esperado de um romance.
Os capítulos são divididos entre Marian e Kirby – sempre em primeira pessoa. O que é ótimo, já que o leitor consegue ver os dois lados da moeda.

Pontos Negativos: Pensando com minha cabeça de hoje, não consigo engolir as razões que Marian tomou para fazer o que fez no passado. Mas é claro que se trata da personalidade da personagem. Fora isso (que no caso, é uma coisa mais pessoal, mesmo), não consigo pensar em pontos negativos. Este livro me pegou!

Pontos Positivos: Vários, levando em conta que o livro como um todo é muito bom. A estrutura, os enlaces, as personalidades dos personagens, o ritmo. Dá para perceber que eu adorei a obra!
Revisão e diagramação nota 10. Capricho total da editora.
Ps: Me emocionei 2 vezes para valer. Recomendo muito!

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