“A princípio, foi uma mudança sutil, como costumam ser as mudanças nos
relacionamentos; fica difícil saber quando de fato começou.”
Cláudia Parr nunca quis ter
filhos, e isso espantou quase todos os caras que ela se relacionava. Até que
encontra Ben, um cara perfeito que também não quer filhos.
Mas, com o passar do tempo, um deles muda de ideia. E agora, com o
casamento abalado, eles terão que colocar na balança o que realmente importa
para cada um.
Cláudia é uma teimosa daquelas que tira a gente do sério. Não gosta
de dar o braço a torcer em momento algum. Prefere ignorar um problema ao invés
de tentar resolvê-lo.
Ben é um cara bem relax, divertido e amoroso. O cara não existe – é
o tipo perfeito! Não é daqueles perfeitos fisicamente, mas em sua essência –
apesar de ficar claro que ele é muito bonito, sim senhoras.
Um livro que fala sobre o amor em
todas as suas formas. Emily aborda os estereótipos
sociais que rodeiam as famílias. Por que logo no início do namoro, já estão
perguntando quando será o casamento? Por que após o casamento já perguntam
sobre filhos? As convenções sociais acerca dos relacionamentos são sempre as
mesmas.
Não é um livro triste, mas nos faz pensar sobre várias questões, como
os próprios relacionamentos, futuro, prioridades. Uma relação, em si, é um
eterno abrir mão de coisas – isso de ambos os lados. E esse é o detalhe que faz
toda a diferença: até onde você pode abrir mão de algo para que seu parceiro
seja feliz, sem que você perca a felicidade? A frase pode parecer um
tanto contraditória, mas não encontrei melhor maneira de expressar a questão.
O final foi, digamos, até uma surpresa.
Esperava algo diferente, mas é claro que não posso reclamar disso (e nem falar
sobre, claro).
Eu adoro os livros da Emily,
apesar de achar que este se arrastou
em algumas partes. Eu já entendi que um dos dois não queria filhos enquanto o
outro queria, mas a conversa ainda se arrastava sobre o mesmo ponto. Isso me
desanimou – mas foi só um pouquinho. Fora isso, a narrativa é até bem
empolgante, o que deixa um livro leve, apesar dos temas um tanto pesados.
Qual é o seu limite para este sentimento? Até onde você vai por amor?
“Ambos acreditávamos que um relacionamento que não tivesse um pouco de
mágica não valia a pena.”
“Olho nos olhos dele e sei que chegou ao fim. Então, não tenho outra
escolha a não ser me levantar, abrir a porta e partir.”



