"(...) Nesse momento(...),Maggie sentiu que todo esse negócio de tempo que passa era mais do que ela podia aguentar."
Maggie Moran e seu marido são comuns, até um pouco tediosos. E é esse realismo que torna esta história tão eficaz e comovente... Começa em um dia de verão, quando Maggie e Ira viajam de Baltimore para a Pensilvânia para um funeral. Maggie é impetuosa, desastrada, desajeitada, propensa a acidentes e tagarela. Ira é reservado, preciso, respeitável, tem uma mania irritante de assobiar músicas que traem seus pensamentos mais profundos e acha que sua esposa transforma os fatos de maneira que se encaixem na sua opinião sobre as pessoas que ama.
Ambos sentem que seus filhos são estranhos, que a cultura das novas gerações está indo por água abaixo e que, de alguma forma, se enganaram com essa sociedade cujos valores não reconhecem mais. Mas esta viagem vai levá-los a refletir sobre estas angústias, e vai mostrá-los como é importante reavaliar seus sentimentos.
Bom, falar desse livro será um tanto complicado, este é um livro que quis ler, mas nunca tive uma enorme necessidade de ler. A verdade é que eu gostaria de ler o outro título da autora, ”O Começo do Adeus", mas a Came me enviou e o livro se mostrou uma surpresa.
O livro conta a estória de Maggie e Ira Moran, eles são casados há quase trinta anos, possuem dois filhos adultos e uma relação totalmente estável. O livro começa quando a melhor amiga de Maggie, Selena, perde seu marido e eles têm que viajar para a celebração fúnebre e junto a isso, Maggie resolve visitar a nora-ou seria ex-nora- e tentar assim refazer o casamento de seu filho. O livro se dividiu em três partes.
A primeira parte, o livro conta o livro, mesmo que em terceira pessoa, sob a perspectiva de Maggie e eu me identifiquei de cara pela semelhança de personalidade. Ela é doce, ingênua, maternal, impaciente, com grande coração, em eterna dieta e tantas outras características. Apaixonada pelo marido, pelos filhos e apear de sua vida que poderia ser considerada medíocre, ela torna tudo muito especial.
A segunda parte, sob o ponto de vida do Ira, me fez criar com ele uma relação tumultuada. Em alguns momentos ele me arrancava risos, seu jeito impaciente, irônico, machista, realista, cruel de certa forma, coisas que o descaracteriza do papel de mocinho. Em outros, eu discordava de suas atitudes o que me irritava.
Na ultima parte o livro é imparcial, usando os pontos de vista de ambos e dando desfecho ao livro.
Particularmente, gostei do livro, apesar de suas reflexões sobre casamento, velhice, maturidade não servirem para mim, o livro te faz pensar em coisas muito bacanas, muito interessantes. A escrita da autora é repleta de detalhes, o que em alguns momentos é incomodo, pois se tem a impressão de estar enrolando o leitor.
Minhas únicas reclamações são as divisões muito extensas que não me agrada de forma alguma. Prefiro livros com muitos capítulos e capítulos pequenos e sucintos, objetivos.
A capa do livro dá o verdadeiro tom de aventura e me fez lembrar demais outro livro On the Road do qual sou fã.
Como sempre a editora Novo Conceito está de parabéns pelo trabalho impecável com a revisão e tradução.
Aconselho a leitura a todos aqueles que curtem livros de aventuras reflexivas e para pessoas que estão casadas ou vivem como casadas.
"Talvez sua vida não fosse exatamente o que ela tinha imaginado aos 18 anos, mas a de quem era?As coisas era assim, quase sempre."

