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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Gabrielle Maxwell é uma renomada artista plástica que vive na cidade de Boston. Abandonada pela mãe ainda na infância ela carrega uma marca de nascença que mudará sua vida. Depois de uma exposição de fotos bem-sucedida é testemunha de um assassinato sangrento. Transtornada com as cenas de terror ela procura explicações... E apenas um homem, Lucan Thorne, será capaz de ajudá-la.
Lucan despreza a violência de seus irmãos sem lei. Ele próprio um vampiro, é um guerreiro da Raça, e jurou proteger sua espécie – e os humanos – da ameaça crescente dos Renegados. Lucan não pode arriscar um relacionamento com uma mulher mortal, mas quando seus inimigos escolhem Gabrielle como vítima, sua única escolha é trazê-la para o escuro submundo que comanda.
Agora, nos braços desse intimidante líder da Raça, Gabrielle enfrentará um destino extraordinário, repleto de perigos, sedução, e dos mais sombrios prazeres...
Livro recebido em parceria com a editora Universo dos Livros

Sedução total!

Este foi mais um caso de um livro muito leve de ler, visto que o fiz em pouco tempo – menos de 48 horas.
A capa deixa explícita a ideia de um romance erótico – esta lua cheia, os dois amantes na luz do luar, até mesmo o tom esverdeado contribui para deixar claro do que se trata. E gente, as coisas pegam fogo! Mas, primeiro, vamos aos protagonistas:
Gabrielle é uma renomada fotógrafa. Pratica um estilo de automutilação para se acalmar – nada grave, apenas faz alguns cortes para que possa ver o sangue escorrer. Perdeu a mãe ainda pequena para a “loucura”, já que ela afirmava que via vampiros e foi internada em um hospital psiquiátrico quando Gabrielle ainda era pequena – suicidou-se pouco tempo depois. Foi adotada por uma família, mas o livro não traz referência a qualquer contato com quem quer que seja do convívio familiar.

Divagando 1: A maioria dos livros eróticos com tema fantástico traz uma mocinha sem família, órfã, sozinha ou algo assim. É tão difícil construir uma história romântica fantástica com os enlaces familiares normais?

Lucan é um vampiro de mais de 900 anos de idade. É da Primeira Geração da Raça, ou seja, é filho dos primeiros que chegaram aqui na Terra. Sim, o pai de Lucan era um tipo de extraterrestre que veio para a Terra e não encontrou alimento que fosse tão nutritivo quanto o sangue humano. Luta contra os Renegados, uma espécie de vampiros que tem a “Sede de Sangue” – seria a sede aumentada drasticamente, onde é necessário matar a sua presa, sem se importar com quem seja.
Gabrielle é testemunha de um ataque vampiro a um jovem em uma boate, quando seis brutamontes atacam um punk em seu pescoço. Como ela resolve tirar umas fotos deles com seu celular, eles vão atrás dela. É a partir daí que ela encontra Lucan, já que ele vê o que acontece, e percebe que os Renegados estão atrás da nossa mocinha – principalmente pelo fato de ela andar fotografando alguns espaços reservados. Gabrielle e Lucan tem uma paixão a primeira vista.

Divagando 2: Tenho notado como, ultimamente, a paixão  imediata tem acontecido nos livros eróticos – ainda mais com eventos sobrenaturais. É tudo tão rápido. Isso quando não acontece o amor em poucos momentos. Alguém tem essa receita de amor instantâneo?

Gabrielle tem uma marca de nascença, uma lágrima acima de uma lua crescente, em seu pescoço. Isso significa que ela tem uma diferença em seu DNA, que a “capacita” como uma “Companheira de Raça” dos vampiros, ou seja, ela pode ser companheira de algum deles, pode dar à luz a algum vampirinho e, ainda, pode tomar o sangue de seu amado e viver enquanto ele viver. Nesta obra, os vampiros nascem somente de mulheres humanas com estes DNAs diferenciados, além disso, os vampiros geram somente meninos, por isso só mulheres humanas são Companheiras de Raça. Não é explicado como acontece esta alteração no DNA ou a razão.
Apesar de todas estas diferenças com os vampiros que estamos “acostumados”, eles ainda morrem ao sol, não se preocupem (se é que eu posso falar de algum vampiro que estamos acostumados, já que, ultimamente, em cada livro os nossos queridos sanguessugas tem um aspecto/composição diferentes). Eles ainda podem morrer por dois outros métodos: Cortando-lhes a cabeça, ou com uma faca de titânio cravada no coração – sim, amigos, esqueçam a prata e utilizem o titânio. Ok, ainda pode ser uma bala de revólver feita com titânio, desde que vá para o coração. E mais um detalhe: somente o sangue fresco, correndo nas veias, pode sanar a fome do vampiro.

O livro lembra a movimentação de IAN (Irmandade da Adaga Negra), onde há guerreiros unidos contra um único objetivo. Pelo que parece, as histórias vão trazer um guerreiro em cada livro, com sua respectiva companheira. Ou seja, o romance fica em primeiro plano e a batalha dos vampiros, em segundo. E já que tomei como referência IAN, preciso dizer que este livro é mais quente, então imagino (e espero) que a série vá continuar com este ritmo. As cenas são bem exploradas e muito eróticas. Apesar do meu amor eterno por IAN, tive que me render à Midnight Breed.

Pontos Negativos: Não tem uma explicação clara da razão de os vampiros não gerarem mulheres, assim como não fica claro como são “escolhidas” as Companheiras de Raça. Como elas têm essa modificação no DNA?
Pontos Positivos: As cenas sensuais e sexuais são bem exploradas. Os personagens secundários recebem certo destaque, o que dá uma “aliviada” na trama.

Não encontrei problemas de revisão ou diagramação – tudo muito limpo e claro. Muito bom!
A obra é completamente sedutora e viciante. Tem muitas cenas eróticas e interessantes. Possui um ritmo apaixonante, envolvente. Os eventos desenrolam com facilidade, dando agilidade à trama. Como a narrativa é em terceira pessoa, fica fácil entendermos o que passa na cabeça de vários personagens, não só dos protagonistas.

No geral, gostei muito da obra. Realmente me impressionou. Estou louca para ler os outros livros da série!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012


Dana Hathaway ainda não sabe, mas vai acabar se metendo em apuros ao decidir que é a hora de fugir de casa para encontrar seu misterioso pai na cidade de Avalon: o único lugar na Terra onde o mundo real e o mágico se cruzam. No entanto, assim que Dana põe os pés em Avalon, tudo começa a dar errado, pois ela não é uma adolescente comum – ela é uma faeriewalker, um indivíduo raro que pode viajar entre os dois mundos e a única pessoa que pode levar magia aos humanos e tecnologia à cidade de Faerie.
Não demora muito e Dana envolve-se no jogo implacável da política do mundo da magia. Alguém está tentando matá-la, e todos parecem querer alguma coisa dela, desde seus novos amigos e sua família até Ethan, o lindo garoto com poderes fantásticos com quem Dana acha que nunca terá uma chance...
Presa entre esses dois mundos, Dana não sabe bem onde se encaixa ou em quem pode confiar. Ela sabe menos ainda se sua vida um dia voltará a ser normal.

Livro recebido em parceria com a editora Universo dos Livros



Dezesseis anos, filha de uma alcoólatra e de um homem de quem sua mãe pouco falava a respeito – com exceção das vezes em que ela aproveitava da bebedeira da mãe para lhe roubar algumas informações –, Dana decide que vivera por muito tempo como babá, fugindo e responsável por encobrir os rastros que o vício da mãe deixava em suas vidas e decide ir ao encontro do pai – Seamus Stuart – em Avalon (um lugar mágico onde acontece “O Encontro dos Dois Mundos”), buscando a vida de uma jovem com problemas e responsabilidades de jovens, não de adultos. Pouco do que Dana sabia, era que sei pai era feérico. E ela, por ser filha de uma humana e um feérico, era “mestiça”... Meio humana, meio feérica/fada.

Ao chegar em Avalon Dana percebe que as coisas não seriam como ela esperava. Além de não conhecer ninguém e estar em um lugar totalmente desconhecido, seu pai não havia ido lhe buscar no aeroporto, dando espaço à sua tia Grace – que por algum motivo desconhecido decide levá-la e trancá-la em um quarto. Seguidamente no subsolo de uma padaria. Pois é.

Dana já sabia que as coisas não estavam normais, teve mais certeza disto quando durante a noite dois jovens irmãos feéricos – Ethan (com quem ela tem um envolvimento um pouco maior, se é que me entendem!) e Kim (que ostentava uma pose de durona, mas foi uma boa companheira para Dana) – foram encontrá-la e tirá-la de onde sua tia Grace lhe garantira ser um lugar de extrema segurança.

Foi com os irmãos que ela passou a ter conhecimento de coisas que ela não imaginava que existissem e mesmo sem saber muito bem em quê e/ou quem acreditar... Eles, naquele momento, eram a única coisa na qual ela poderia confiar. Até que, finalmente, conhece seu pai. Descobre, com ele, coisas que preferia não ter descoberto e afirma ainda mais seu arrependimento de ter fugido de casa. Ela era mais que uma simples mestiça. Dana era única, o último ser como ela morrera há certa de setenta e cinco anos... Isso fazia dela objeto de desejo de seres influentes naquele mundo. O mundo faerie.

Após entender O QUE (ou quem) ela era, Dana pode ter consciência de que estar sob os cuidados de seu pai – e de um grandalhão guarda-costas (Finn) – era o mais certo a fazer, mesmo que estivesse planejando uma fuga (por sua mãe, que já chegara a Avalon e prometera procurar uma clínica para se tratar caso Dana voltasse para casa).

Claramente Dana encontra muito mais obstáculos do que seria capaz de imaginar e assim, quero dizer, quase assim, passa todo o primeiro livro da série Faeriewalker (termo que, por sinal, tem tudo a ver com Dana).

Com o livro narrado em primeira pessoa (Dana), Jenna Black leva o leitor a viver as descobertas e as angústias da protagonista em simultâneo em que a mesma. As aflições, os pensamentos, a raiva, a confusão quanto à sua relação com Ethan e, inclusive, as descobertas deste novo mundo. E ao mesmo tempo em que estar lado-a-lado com os pensamentos de Dana prende o leitor, isso atrapalha um pouco a fluência da leitura. Nada proposital, claro, afinal, é tudo confuso para a Dana também!

Não havia como eu fazer uma resenha com mais crítica e menos resumo. Para mim, ao menos, o livro não foi ótimo e não foi péssimo. Digo, foi morno... Morno do início ao fim. Não consigo criticar algo que eu sei que terá uma continuação e que a estória se desenrolará lá (tá, eu espero que seja assim!). Glimmerglass foi, no geral, a Jenna introduzindo o leitor (e a protagonista) ao Mundo Faerie e deixando um gancho – até interessante – para o segundo livro (Shadowspell: O Misterioso Reino de Avalon). A revisão deixou um pouquinho a desejar, a tradução me surpreendeu com um “piriguete” (uhum, isso mesmo!) e a capa me deixa mais apaixonada a cada olhar (juro que queria um livro à altura da capa, erro meu).

xxxxxxxx

Ps.: Minha primeira resenha aqui, pessoal! Comentem - sinceramente - o que acharam! :) 
Beijo e até a próxima (que não demorará tanto! :P).
Marian Caldwell é uma produtora de televisão de 36 anos, vivendo seu sonho em Nova York. Com uma carreira bem-sucedida e um relacionamento satisfatório, ela convenceu todo mundo, inclusive si mesma, que sua vida está do jeito que ela deseja. Mas uma noite, Marian atende a porta... para apenas encontrar Kirby Rose, uma garota de 18 anos com a chave para o passado que Marian pensou ter deixado para trás para sempre. Desde o momento que Kirby aparece na sua porta, o mundo perfeitamente construído de Marian — e sua verdadeira identidade — será chacoalhado até o fim, fazendo ressurgir fantasmas e memórias de um caso de amor apaixonado que ameaça tudo para definir quem ela realmente é.
Para a precoce e determinada Kirby, o encontro vai provocar um processo de descobrimento que a leva ao começo da vida adulta, forçando-a a reavaliar sua família e seu futuro com uma visão sábia e doce. Enquanto as duas mulheres embarcam em uma jornada para encontrar o que está faltando em suas vidas, cada uma irá reconhecer que o lugar no qual pertencemos normalmente é onde menos esperamos — um lugar que talvez forçamos a esquecer, mas que o coração se lembra eternamente.
Livro recebido em parceria com a editora Novo Conceito

Primeiro vamos falar sobre a capa: a ponte ligando dois lados (passado e presente?), o cenário outonal, assim como as letras, gritam que é um romance. Não está errado, mas é muito mais que isso.
O início da obra é interessante, mostrando quem é a protagonista Marian, o que pensa e almeja. Ela pensa que tem uma vida perfeita, com um emprego perfeito, namorado perfeito – inclusive o namorado, Peter, é um chato.
Temos outra “protagonista”: Kirby, uma adolescente problema. Rebelde, não se encaixa nos grupos escolares. Tem apenas uma amiga, Belinda.
Aliás, Belinda é um caso a parte. Divertida, irresponsável, passional, está sempre se metendo em encrenca. Os momentos de mais risadas foram com ela, com certeza.
Temos mais um personagem importante: Conrad, que faz parte de todo o segredo de Marian. Ele é demais. Completamente apaixonante. #TeamConrad

Como a sinopse não revela muito sobre a história, pensei que é melhor eu não revelar mais nada, também. Já que o segredo apresentado logo no início da trama é o ponto-chave para todo o desenvolvimento da história. Então, bem, Marian tem um segredo muito bem guardado, e o que posso dizer é que Kirby faz parte deste segredo. Então quando as duas se encontram, tudo é emocionalmente contido, porém o sentimento está ali – inclusive, Marian é a mais contida.
Bem, então Marian tem que confessar o que aconteceu no passado para o namorado. A confissão é emocionante, apesar de Peter demonstrar que não se importa com Marian em relação a isso, e nenhuma consideração com Kirby. Este Peter é totalmente controlado, calculista. Só Marian que parece não ver.
Mas preciso dar um ponto para Marian, que cresce ao longo da trama e passa de fria para emocionante. Até a chegada de Kirby, está em uma zona de conforto e recua quando tentam tirá-la de lá. Como a sua vida dá um giro de 180 graus, o recuo não pode mais ser constante, e ela acaba ficando muito interessante e comovente.

O livro mostra os medos, dúvidas e atitudes inconsequentes dos jovens. Traz, ainda, os sentimentos aflorados entre filhos e pais. Mostra a busca pelo passado, respostas que teriam se perdido, aparentemente. Os dilemas jovens são muitíssimos bem abordados – inseguranças, confiança, segredos.
Li em pouco tempo, 2 dias, e tive que ter força de vontade para dividir a leitura. Ritmo ótimo. Possui um final interessante, que traz nada muito óbvio, ou o esperado de um romance.
Os capítulos são divididos entre Marian e Kirby – sempre em primeira pessoa. O que é ótimo, já que o leitor consegue ver os dois lados da moeda.

Pontos Negativos: Pensando com minha cabeça de hoje, não consigo engolir as razões que Marian tomou para fazer o que fez no passado. Mas é claro que se trata da personalidade da personagem. Fora isso (que no caso, é uma coisa mais pessoal, mesmo), não consigo pensar em pontos negativos. Este livro me pegou!

Pontos Positivos: Vários, levando em conta que o livro como um todo é muito bom. A estrutura, os enlaces, as personalidades dos personagens, o ritmo. Dá para perceber que eu adorei a obra!
Revisão e diagramação nota 10. Capricho total da editora.
Ps: Me emocionei 2 vezes para valer. Recomendo muito!

sábado, 22 de dezembro de 2012


Há seis anos, Lucy Kincaid conheceu pela Internet um homem que parecia ser o tipo ideal. Porém, após ser atacada brutalmente no primeiro encontro, ela viu que tinha se envolvido com um psicopata muito perigoso. Contrariando o histórico das vítimas desse maníaco, ela conseguiu sobreviver.
Após anos de dor e sofrimento pela lembrança das atrocidades que sofreu, ela descobre um jeito de dar a volta por cima trabalhando como voluntária no departamento encarregado de investigar esse tipo de crime, Seu papel é rastrear pela Internet psicopatas e maníacos sexuais para que sejam presos. Porém, tudo muda quando ela descobre que vários desses maníacos, que ela ajudou a localizar, estão sendo mortos desde que deixaram a prisão, incluindo o homem que destruiu sua vida.
Algum assassino estaria seguindo seus passos? Lucy se vê envolvida em uma trama de suspense que poderá deixá-la novamente face a face com um psicopata. 




Livro recebido em parceria com a editora Universo dos Livros.

Primeiramente vamos falar sobre a capa, que não dá a ideia de se tratar de um livro policial. Mais parece um romance. A cena de um casal no meio da neve faz sentido ao longo da trama, mas não é algo que eu associei de imediato com algum tipo de suspense.
Bem, este foi um livro que bagunçou minha cabeça, definitivamente. Por mais que não seja terror, o texto não saiu da minha cabeça por diversos momentos. Há muita tensão, muitos jogos psicológicos e, logo, o leitor se vê dentro da obra, tentando desvendar o que está acontecendo e quem está por trás dos movimentos.

A obra é escrita em terceira pessoa, dando ênfase à Lucy, claro. Em alguns momentos, a autora coloca os pensamentos do psicopata que persegue a nossa protagonista, fazendo com que tentemos unir as peças para decifrá-lo. Vou admitir que tentei bancar a CSI, e por mais que tenha assistido muitas temporadas, não consegui saber quem era o dito, até a autora desvendar – inclusive chutei duas vezes, e errei feio.
Lucy, agora com 24 anos, foi enganada em um bate-papo online. Marcou encontro e acabou sendo sequestrada, estuprada e torturada quando tinha 18 anos – isso tudo online, ao vivo! Os sequestradores faziam parte de uma rede de exploração sexual que, em geral, consistia em matar as meninas ao final, coisa que não ocorreu com Lucy (obviamente, já que ela é a protagonista...). Claro que Lucy tem feridas que custam a sarar, assim como sente-se perseguida constantemente. Isso é real, ou não? Se for real, será que é a mesma pessoa que está matando os homens, presos anteriormente, que ela ajuda a localizar agora?
Então ela conseguiu superar e, em razão do que passou, fez duas faculdades: Psicologia e Ciência da Computação e estava terminando o mestrado (ao que deu para entender, já que é falado sobre o trabalho que ela fez para o mestrado). Isso tudo em 6 anos! Fora os estágios que ela fez no Senado, na Polícia e agora no IML. Bem, isso não me convenceu muito... Pouco tempo para tudo isso, não?
Durante a história aparece Sean, sócio do irmão de Lucy. É misterioso, atraente ao leitor. Possui um grande senso de justiça e proteção, principalmente em relação à Lucy.

Claro que há um romance, mas devo dizer que este fica em 2º, 3º plano. O foco é realmente a investigação do que está acontecendo. O livro não tem muitas descrições do cenário – foca na definição dos pensamentos e devo dizer que ficou perfeito, já que não senti falta do exterior. Há um terror velado que deixa o leitor um pouco desconfiado de tudo. Não sai da cabeça mesmo após o término da leitura.
Um dos melhores livros que já li no estilo policial. É uma pena que peca na revisão: algumas palavras estão grudadas (sem espaço). Irrita um pouco, mas não tira o ritmo e a qualidade da obra em si.

Poderia resumir o livro em uma palavra: Tóxico – o leitor se empolga e não quer largar a leitura nem um minuto. Inclusive devo admitir que foi muito difícil fazer a leitura pausadamente (gosto de ler no máximo 150 páginas/dia, para que eu possa absorver o livro, não somente folheá-lo), já que eu me empolguei mesmo e queria ler tudo o quanto antes.

Pontos Negativos: Realmente a revisão pecou um pouco, Além disso, o histórico escolar da Lucy não me convenceu.

Pontos Positivos: A narrativa é ágil e o suspense é real. É realmente difícil identificar o suspeito!

domingo, 16 de dezembro de 2012


Reúne, num único volume, as principais lendas relativas à mitologia dos povos que habitaram, nos tempos pré-cristãos, os atuais países escandinavos (Noruega, Suécia e Dinamarca), além da gélida Islândia. Este conjunto de mitos também teve especial desenvolvimento na Alemanha, que foi a grande divulgadora da cultura dos nórdicos. Com a expansão das navegações vikings, esta difusão alcançou os povos de língua inglesa e deixou sua marca na própria denominação dos dias da semana destes países.
Fonte de inspiração para as mais variadas áreas, a mitologia nórdica influenciou uma legião de artistas na criação de suas próprias obras, tal como o escritor inglês J. R. R. Tolkien e o argentino Jorge Luís Borges. Também o compositor alemão Richard Wagner utilizou as lendas vikings para compor a famosa tetralogia operística O Anel dos Nibelungos, que apresentamos sob a forma romanceada de uma pequena novela, na segunda parte deste volume. Nestas histórias, não faltam ação, romance e até a presença de uma insuspeita veia cômica, já que a maioria dos personagens transitam pelo grotesco, numa profusão de anões, gigantes e elfos. Eis aqui uma das principais "raízes" das modernas sagas de RPG.
Livro ganhado de presente ♥

Esqueça o Thor, Loki e Odin que a Marvel trouxe (falo dos filmes, já que não posso falar dos quadrinhos, pois nunca os li). A real mitologia nórdica tem histórias muito interessantes, diferentes das contadas nos filmes que temos visto ultimamente. É claro que eu sei que estes não tem compromisso com a “realidade mitológica” (se é que isto existe).
Bem, para quem não sabe, Tolkien era grande apreciador destas mitologia, e se inspirou nesta para a criação de O Senhor dos Anéis (sabe aquela história d’O Anel? Saiu daqui!).

Vamos ao que interessa! Esta mitologia surgiu com os povos pré-cristãos, situados onde atualmente ficam os países escandinavos (Noruega, Suécia e Dinamarca) e a Islândia. Apesar disso, foi muito divulgada pela Alemanha, com a expansão das navegações vikings.
O livro é dividido em duas partes: A primeira metade do livro traz histórias mitológicas, demonstrando toda a imaginação daquele povo. A segunda metade traz a versão romanceada da ópera de O Anel dos Nibelungos, escrita por Richard Wagner entre 1848 e 1874. E vou falar de forma isolada de cada parte.
É retórico dizer que muitas mitologias são parecidas – e não seria diferente com a nórdica, já que é impossível não lembrar a mitologia grega, tanto em relação aos deuses como as histórias.

Aqui temos Asgard, que é a morada dos deuses; e também temos Midgard, que é a terra média, onde vivem outros seres vivos – duendes, elfos e humanos. E muitos outros mundos – ao total são 9 e para que eu não me estenda demasiadamente, prefiro não citá-los.
Os principais deuses são Odin (deus supremo), Thor (deus da força), Freya (deusa da juventude e do amor) e Fricka (esposa de Odin e deusa do matrimônio e fidelidade). Loki (“deus” das trapaças) é, na verdade, considerado um semi-deus, já que é descendente dos gigantes – inimigos diretos dos deuses.
Poderíamos dizer, de forma grosseira, que os deuses nórdicos são parecidos com os gregos. Thor, Freya, Odin, Fricka. Todos eles não medem esforços para atingir seus objetivos. São tempestuosos, temperamentais e ardilosos. Se precisarem matar para alcançar um fim, não hesitarão (mesmo que seja apenas por um capricho). Mas não fiquem receosos, os deuses gregos são assim também.

Porém, há uma grande diferença: o destino dos deuses. Se nas outras mitologias não há um final para eles, na nórdica há sim! A Batalha de Ragnarok (O Crepúsculo dos Deuses) é a luta final onde há “deuses contra gigantes; duendes contra elfos; humanos contra humanos; todos contra todos”. Tenso? Pois é, tenso mesmo. Nesta batalha (que é narrada através das histórias, mesmo) os gigantes invadem Asgard e ali começa uma luta terrível, onde poucos deuses sobrevivem; entre eles: Vidar, filho de Odin; Magni, filho de Thor; Hoder e Balder, deuses muito queridos.
Antes de qualquer coisa, não é spoiler nenhum eu contar sobre a mitologia – afinal, não é um romance. É uma história cultural de um povo.

Como devem ter percebido, Odin, Thor e Loki (que são os três mais famosos entre a atualidade) não foram citados acima. Pois vou contar para vocês: a luta é terrível e nenhum deles sobrevive. Inclusive eu tenho que dizer que o destino de Loki, o perverso, até que a Batalha comece, é terrível. Por ter provocado a morte de um dos deuses mais queridos, é condenado a um suplício terrível: amarrado a três rochas imensas, tem como companheira uma cobra enfeitiçada que baba seu veneno no rosto do semi-deus, causando muita dor. Só sai de lá quando a Batalha de Ragnarok inicia.

Como eu já disse, na segunda parte do livro há a versão romanceada da ópera “O Anel dos Nibelungos”, que traz a história d’O Anel. Obra que inspirou J.R.R. Tolkien para escrever seus livros.
Conta-se que o anão Alberich espiava as ninfas que guardavam o rio Reno, quando ele percebeu que havia muito ouro no fundo das águas. As ninfas explicaram (quase que como sem querer) que se fizesse um anel com aquele ouro – desde que renunciasse totalmente ao amor, Alberich seria o ser o senhor do universo. E assim ele o fez. O problema é que este anel era a ganância pura, fazendo com que quem o usasse se tornasse um tirano, pensando apenas em poder. Para não me ampliar em demasia, vou resumir dizendo que o anel passou por muitas mãos (anões, deuses, gigantes), sempre trazendo desgraça para quem o possuísse.
Não posso falar de todas as histórias – iria me estender ainda mais!

Temos um probleminha (ou, pelo menos, eu tenho): os nomes são muito complexos – tanto em grafia quanto em fonética, o que dificulta um pouco a leitura. Além disso, muitos nomes são parecidíssimos, fazendo com que eu tivesse que voltar alguns capítulos a fim de saber se estava falando da mesma personagem, ou se tinha mudado.
A narrativa do livro é de vários contos dispostos de forma a contar uma história, realmente – não necessariamente sequencial.
Como ponto negativo, posso dizer que a obra apresentou alguns erros ortográficos – não prejudicaram a leitura, entretanto.
Como ponto positivo? Bem, para mim, a mitologia toda já é um ponto positivo (sim, sou suspeita demais!).
Sei que falei mais sobre a mitologia em si do que do livro, mas entenda que é praticamente impossível não se deter à mitologia.

Curiosidade:
A influência da mitologia nórdica por toda a Europa foi tanta, que até alguns dias da semana foram “homenageados”: Thursday – dia de Thor e Friday – dia de Freya.
Por Odin! 

domingo, 9 de dezembro de 2012

Sete anos de escuridão, fome, desespero e solidão...
Jacques Dubrinsky, irmão do príncipe dos Cárpatos, foi capturado, cruelmente torturado e enterrado vivo. Durante sete anos, preso naquele buraco, alimentando-se do sangue de ratos, somente uma coisa o mantinha vivo: o desejo de vingança. Havia um traidor.
E ele descobriria quem era.
O tempo já não significava mais nada. Ninguém sabia da sua existência. Até que ele sentiu a presença de uma mulher misteriosa e sensual em sua mente. Depois de tanto anos, um contato...
Quem era ela? Seria ela a traidora?

Usem luvas para o calor! Este livro é quente demais!

E olha que as cenas de sexo não são tão explícitas, como tantas outras obras! É que as cenas são sensuais e quentes, mesmo!

Vamos à história:
Jacques foi traído, torturado e enterrado vivo. 7 anos – este foi o tempo em que ele permaneceu dentro de um caixão, se alimentando de pequenos animais que conseguia atrais por um pequeno buraco na madeira. Foram 7 anos de dor e agonia. E é aí que Shea aparece.
Shea é uma cirurgiã renomada que perdeu a mãe para a loucura quando tinha 18 anos. Quando é procurada por alguns homens – que afirmam sobre a existência de vampiros, nota que eles a querem e acaba fugindo, considerando-os dementes. Afinal, vampiros não existem. Certo? Não é bem por aí...
Quando ela foge, se sente impelida a ir a determinado local, como se algo a estivesse chamando. Descobre a tumba de Jacques e o consegue tirar do local. Bem, é a partir que a trama desenvolve, mesmo.

Posso dizer que o livro é quente! Jacques e Shea tem muita química, sério. Mesmo quando não há uma cena de sexo, a sensualidade do casal fica evidente. Quando os dois encostam, sai faísca – muito mais quente que o primeiro livro da série!
Ah, Shea é especial e demora a perceber e entender o que realmente é. Não posso escrever mais nada, se não perde a graça.
Vou fazer uma reclamação: Não só em relação aos Cárpatos, mas aos sobrenaturais em geral. Os homens podem ser muito sexys, quentes, lindos e tudo mais. Mas são (pelo que tenho lido) uns machistas, possessivos, mandões, controladores. Sério, eu não teria paciência para um cara assim – por mais sexy que fosse! Claro que este é o caso de Jacques...

Muitas pessoas não gostaram do “Príncipe Sombrio” – eu gostei. Mas digo que mesmo estas que não foram muito com a cara do Príncipe, vão sentir um desejo (olha o trocadilho) pelo Jacques. Ou seja, este é melhor que o anterior.
O amor entre os dois é muito rápido, com uma ligação inexplicável. Aliás, me deixe divagar um pouco... O que acontece que, ultimamente, em quase todos os livros que leio há um amor imediato? E não estou falando de adolescentes como foi o caso de Almas Seladas. Acabou o momento de divagação.
Tenho que dizer que desta vez o livro ficou muito bem revisado, melhor que o primeiro. Não encontrei erros, fazendo com que tudo fluísse de forma agradável. A obra traz, ainda, algum suspense, gerando dúvidas a todo instante, deixando muitas hipóteses e pouca certeza do leitor.
Desejo Sombrio continua como no primeiro livro da série: muita descrição de locais e pensamentos e menos cenas de diálogo. Às vezes cansa tanta descrição. Cenas sensuais são ótimas – exatamente pela descrição. Contradição que faz sentido, acredite.

Pontos Positivos: Revisão melhorou; ótimas cenas sensuais.

Pontos Negativos: Excesso de descrição de locais; machismo do protagonista.

Eu recomendo esta série. Vocês já sabem disso, faz tempo!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

No ano de 1992, no dia 29 de fevereiro, duas crianças predestinadas nascem: Layla e Victor.
Layla passa por todo tipo de sofrimento, pessoas queridas morrem em acidentes bizarros, e a cada morte, uma nova cicatriz aparece em seu corpo. Victor ao contrário, tem uma vida perfeita, um garoto que nasceu incapaz de sofrer.
Victor e Layla se encontram e se apaixonam, um amor sem limites. O romance tinha um destino certo, à felicidade, mas eles não sabiam que eram peças de um complexo jogo entre o bem e o mal chamado: Algoritmos Sagrados
Livro cedido pelo autor.

Mais um livro muito bom!
Vamos começar pela capa – aquela ampulheta, dando a impressão de tempo, ficou muito bonita. Porém não denuncia do que se trata o livro – já que ele é fofo e romântico. Parece que não combinou muito, mas pode ser que faça sentido com as demais capas da série. Eu sei, estou divagando...
Em cada início de novo capítulo, Marcelo Pontes faz citações de outros autores – Shakespeare, por exemplo. Achei muito legal isso, já que toda a citação faz referência ao evento que virá. Ficou ousado.
A história começa com indícios de sabermos mais sobre a cultura maia e seu calendário. Acabou que foi somente uma leve pincelada, mas ficou interessante.

Quanto às personagens principais:
Layla: Gótica, é arisca, mal-humorada e bonita – apesar de se achar feia. Nasceu em 29/02/92. Atrai a morte e o sofrimento.
“Não passava em sua cabeça que alguém como Victor poderia ter bons pensamentos a seu respeito. Layla sempre teve momentos de dor, frustração e condenação, por isso, sempre ficou na defensiva, acreditando que as pessoas à sua volta estavam sempre a julgando mal.” p.135
Victor – Lindo, descolado, sortudo, rico. Procura por mudanças, por mulheres que valham a pena – atitude madura para alguém que tem apenas 16 anos. Nasceu em 29/02/92 – data significativa para o calendário Maia, já que se trata de ano bissexto.
Podemos dizer que estas duas personagens são 2 lados da mesma moeda – cara e coroa. Então podemos sugerir, também, que os dois juntos conseguem a harmonia, certo? É, certo!

Toda a história romântica se passa aqui no Brasil – muito legal! O encontro acontece em Campos do Jordão, em uma excursão da escola de Layla. De imediato ele quer aproximação enquanto ela recua. Aliás, ela não quer contato de ninguém – ok, ela tem seus motivos. Mas fiquei de birra com ela por muitas vezes!
Não posso deixar de citar a amiga da Layla, Carol, que é show. Divertida, cobre as costas da gótica – inclusive as cenas mais engraçadas são com ela. Gargalhei muitas vezes.
Tema diferenciado com narrativa ágil, traz o típico amor adolescente – rápido, intenso, sem pensar. Vivendo o momento, inconsequente. Não à toa, as personagens se apaixonam e declaram amor muito rapidamente. São adolescentes, afinal!
Como é uma série, tem algumas pontas soltas, mas não muitas. O final é surpreendente, deixando o leitor naquela expectativa enorme.

Pontos Positivos: Foram muitos pontos positivos! A trama diferenciada; o amor adolescente; as tiradas engraçadas (e ótimas) de Carol.
Pontos Negativos: A má revisão foi, realmente, o ponto fraco. Tanto pontuação quanto ortografia deveriam ter sido mais bem observadas e revisadas. Penso que a capa poderia ser mais romântica, também.

É um livro que vale muito a pena a leitura. Leve, dinâmico. Muito bom!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Carlos leva uma vida pacata. Ele vê seu mundo desmoronar ao fazer parte de uma investigação que mudaria o rumo de sua vida. Ele é introduzido à uma rede de intrigas, corrupção e conspiração governamentais. Quando Carlos é envolvido numa investigação de um assassinato, ele é apresentado à uma realidade da qual ele não vai poder escapar. Tudo começa quando o investigador do assassinato (Alberto) é apresentado a Carlos. Alberto não mede esforços para ir a fundo na investigação e contrata alguém para se infiltrar em arquivos secretos do governo. Seu infiltrador é emboscado e morto, por agentes federais. A partir daí, sua segurança e vida são postas em risco. Ele aparece morto e seu corpo é encontrado por Carlos. O remanescente da investigação (Alfredo) é posto em contato com Carlos. Com a única coisa que restou da investigação em mãos, os documentos secretos do governo, eles vão se aprofundar ainda mais no olho do furacão em que se encontram. Encaixando as peças de um gigantesco quebra-cabeças, os dois descobrem fatos que o governo esconde da população, como, por exemplo, de que a realidade não passa de fruto da criação de uma inteligência infinita. Desse ponto em diante, o real se mescla com a ficção num jogo de descobertas e obstáculos. Carlos descobre na biblioteca do assassinado um livro em que ele constata que a vítima do assassinato que ele investiga, é ele próprio. Sua descoberta o faz perceber de que ele é mais uma peça num espetáculo orquestrado por uma figura oculta. A investigação que levou a cabo não passou de uma história da qual ele fez parte. Ele constata a realidade do acontecido quando se vê acordando de manhã, em sua cama, e de que tudo o que aconteceu foi só dentro de sua mente, e de que ele só teve um pesadelo decorrente de uma noite ruim.

Livro em e-book cedido pelo autor.

Bem, a sinopse fala sobre o livro MESMO! Se eu contar qualquer coisa a mais estarei revelando coisas que não devo!
Então eu vou falar sobre o que eu achei da obra!
O livro é uma loucura, e vou contar a razão! Há uma repetição dos fatos – como em um sonho, dejà vu. Por mais que isso seja essencial para a trama, o leitor fica sem entender o que realmente passa, até que a leitura alcance certo ponto. E isso não é mau, não mesmo – a expectativa é o grande trunfo do início do livro.
Praticamente não há descrição de locais ou personagens (fisicamente), já que o enfoque da obra é em relação aos diálogos, com perguntas respondidas com outras perguntas, induzindo a reflexão do leitor. Porém por vezes me vi perdida em meio às conversações – já que não sabia mais quem estava falando a frase.

Em alguns momentos algumas conversas me pareceram sem nexo, outras engraçadas – conheço alguns leitores do blog que iriam adorar os diálogos! Carlos fala com charadas/parábolas, e me vi quebrando a cabeça para entender o que ele queria dizer. Sim, uma confusão mental – sabe que eu acho que essa era a intenção do autor. O livro todo é assim: confuso de propósito.
A obra faz duras críticas à realidade exposta ao público pelo governo, dando uma visão radical sobre o capitalismo e os comandantes do Estado. Permitam-me divagar: lembrei-me do tempo em que eu mesma era uma “metida a punk” que criticava o “sistema”. Algo radical e que fazia todo sentido para mim, na época. Por isso entendi a mudança que os personagens estavam buscando em suas vidas – apesar de hoje não pensar da mesma maneira.
O que buscavam? Saber o que é real e o que é ficção.

Pontos Positivos: A temática diferenciada. A busca pelas respostas que podem mudar o pensamento mas não muda a vida, efetivamente.

Pontos Negativos: A falta de descrição durante os diálogos me deixou perdida em alguns momentos.

Posso dizer que este “Livro da vida” pode fazer muito sentido a muitas pessoas. Eu já passei pelos questionamentos das personagens e hoje não mais os faço. Acomodação? Talvez.
Mas a acomodação é real? Os questionamentos são reais? O que é real?

O livro é bom e como é rápido, não é cansativo. Resumiria a obra em: Interessante.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O domínio dos Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens silenciosos e criaturas encantadas, além dos sábios druidas, que deslizam pelos bosques vestidos com seus longos mantos...
Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era lei e a magia uma força da natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, o soturno Lorde Colum, e de seus seis amados irmãos, vítimas de uma terrível maldição que somente Sorcha é capaz de quebrar. Em sua difícil tarefa, imposta pelos Seres da Floresta, a jovem se vê dividida entre o dever, que significa a quebra do encantamento que aprisiona seus irmãos, e um amor cada vez mais forte, e proibido, pelo guerreiro que lhe prometeu proteção.
Livro recebido em parceria com a Editora Butterfly

Primeiro vamos falar sobre esta capa linda: o tom sobre tom dá a impressão de que a figura faz realmente parte da floresta, que é o cenário da história – como o próprio nome sugere.
A trama se passa durante o período medieval, quando havia os senhores donos de feudos. Logo nas primeiras páginas a autora deixa um mapa para situar os feudos e para que o leitor possa entender e imaginar melhor.
Na introdução da obra, a autora explica que se trata de uma história baseada no conto dos Irmãos Grimm, Os Cisnes Selvagens, e mantém elementos das fábulas. Ainda há a explicação de algumas pronúncias do Irlandês Gaélico antigo utilizadas no livro. Por exemplo, Sorcha se pronuncia Sorca.

Sorcha, 13 anos, é a sétima filha de um sétimo filho. Sua mãe morreu durante o parto que deu vida à nossa protagonista, seu pai tornou-se distante de todos e então os 7 irmãos cresceram por si mesmos. Até que a madrasta chega e, digna das fábulas, é vil e má. Quando os irmãos recebem uma magia terrível, Sorcha consegue fugir. Guiada pelos Seres da Floresta, deve realizar uma tarefa a fim de desfazer o mal, sem a ajuda de ninguém e de forma peculiar. Em determinado momento Red, um bretão (inimigo), a encontra, e como não sabe quem ela é, resolve a levar para a sua casa e mantê-la até ter notícia de seu irmão, Simon, que saiu em busca de aventura.
Sorcha é uma ótima contadora de histórias, e é através dela que ficamos conhecendo histórias celtas, da velha Irlanda, demonstrando a riqueza cultural daquele povo. O livro acontece em um espaço de tempo bacana, de 3 anos.

Sim, eu sei que estou sendo muito vaga e posso até estar lhes confundindo um pouco. Mas, por favor, entendam que se eu contar qualquer coisa a mais, estragarei totalmente as maravilhas do livro.
Aventura, impacto, agonia, repugnância. As cenas são fortes em todos os momentos – sejam eles bons ou ruins. O final é interessantíssimo, com várias surpresas e cheio de expectativas. Com um ritmo envolvente, é impossível largar o livro.
Ao longo da lenta leitura – 600 páginas lidas em 5 dias, pude absorver vários elementos expostos pela autora. E o mais formidável, a meu ver, foi sobre a importância da cultura de cada povo, do respeito mútuo e da importância da tradição. O respeito com a natureza também estava presente em todos os momentos.

Pontos Positivos: Não há uma história de amor/paixão repentina. Tudo acontece lentamente, de acordo como as personagens vão se conhecendo – e nós a elas. Tudo muito palpável. A história é bem original (apesar de ser baseada em um conto antigo).

Pontos Negativos: Foi muito difícil pensar em pontos negativos para uma obra tão bela.  Talvez a madrasta tenha aparecido pouco e acabamos não a conhecendo direito. Ficamos sem saber o que ela é, o que faz realmente.

A Editora Butterfly merece uma salva de palmas pelo capricho na diagramação. Os desenhos em cada início de novo capítulo são lindos.

Se este livro é bom? Sem dúvidas! Todos correndo para a livraria em 3,2,1, já!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Na noite em que Heather recebeu à primeira visita de Mills, sua vida modificou-se por completo e seus olhos abriram-se para um mundo novo. A jovem cientista viu-se sugada por um turbilhão de acontecimentos que a fez encarar novas perspectivas e desafiar suas crenças. Enquanto tentava aprender a lidar com seu verdadeiro eu, Heather descobriu-se em outro ser, o bem humorado e antigo vampiro, Henry.
Capa independente

Livro recebido em parceria com a autora Tatiana Mareto.

Sabe aquele livro que você não quer largar um minuto? Pois é este o caso de O Segredo de Esplendora.
Vou contar a razão e vou começar com as personagens principais:
A nossa mocinha chama-se Heather, tem 20 anos, é professora e mestranda. Garota prodígio, tem facilidade para entender as ciências exatas, mas se vê “apertada” quando o assunto é atividade física. Descobre-se um Híbrido – filha de um anjo e um bruxo.
O mocinho da história é o Henry, um vampiro sexy, com visual antiquado e tem 582 anos. Bonitão, conquista Heather em pouco tempo – mesmo sem querer conquistar. Até certo ponto é um pouco ranzinza, mas se mostra um ser muitíssimo bem humorado. Um humor talvez um pouco ácido, mas ótimo – ah, ele gargalha muito!
As demais personagens são menos exploradas que o casal protagonista – normal em um romance. Porém bem estruturadas e todas bastante intensas.

Quando Heather volta para casa, em Graceland, recebe a visita de Mills, um anjo de Esplendora, e isso a deixa perturbada. Sai tomar um ar, parando em uma estrada e acaba sendo “atacada” por Wesley, vampiro criado por Henry. Porém, quando a morde, é envenenado – ao que parece, o sangue de Heather é perigoso para os vampiros. Henry se vê obrigado a encarcerar a garota até que descubra o que ela é na realidade. A partir daí a história engrena de vez. O romance é garantido, assim como boas pitadas de humor ácido de Henry e também de um mau humor ferrenho de Stuart, amigo do nosso querido vampiro.
Heather está a ponto de passar pela ascensão para se tornar anjo, e isso deve ocorrer em Esplendora. Como ela é filha de dois seres muito poderosos (Anjo que é celestial e o Bruxo que é do Submundo), tem poderes desconhecidos e isso assusta a maior bruxa de Esplendora, Bell que, com medo de perder o cargo de maior bruxa, promove uma caçada à nossa protagonista. É hora de Heather se esconder e passar a transição de forma segura, mas a pergunta que fica no ar ao final do livro é: Será que ela conseguirá?

O início do livro é um pouco devagar e as coisas só esquentam quando Heather aparece – o desenrolar principal se dá a partir do encontro inicial de Heather e Henry (e adorei todas as cenas dos dois). Os encontros do casal principal são deliciosos, assim como as cenas de contato e as explosões das personagens – são ótimas. As relações são bem estabelecidas e os diálogos são interessantes e convincentes.
Há muitas cenas sensuais, mas nenhuma sexual – ou seja, qualquer pessoa de qualquer idade pode ler e aproveitar o livro. Muito bem exploradas e nada monótonas. O final é repleto de suspense não resolvido – já que é uma trilogia, as respostas estão na continuação da saga.
Narrativa em terceira pessoa, tem ótimo ritmo – na verdade, fazia tempo que não lia algo que segurasse/prendesse tanto minha atenção. Algumas afirmações ao final do livro contradizem o que o leitor pensava até então, fazendo do livro uma ciranda que não para de girar.

Estou com sérias desconfianças sobre o rumo da história. Mas se eu contar, seria revelar demais – aí não pode! Mas gente, isso está fritando meu cérebro!

Quanto à diagramação, só posso dizer que está muito bacana. O livro, lançado de forma independente a priori (versão que recebi), traz simplicidade e é muito agradável de ler. Acredito que a versão lançada pela Editora MODO esteja ainda melhor – eles sempre capricham. A capa original dá a ideia de viagem – a que Heather tem que fazer da Terra até Esplendora. A nova capa traz a própria Heather chegando a um lugar. Seria Esplendora?

Capa lançada pela Editora MODO
Pontos Negativos: Muitas pontas soltas, nada foi resolvido neste volume – e eu estou louca para saber o que acontece! Tati, não pode deixar a gente numa expectativa deste tamanho!

Pontos Positivos: Personagens bem elaborados, boa narrativa. Além de as cenas não serem apelativas. Quero mais! Destaque para os dois melhores amigos de Henry: Wesley e Stuart.

Eu adorei O Segredo de Esplendora! Espero que todos vocês tenham a oportunidade de ler esta obra! ♥

Olhem o Teaser do livro:


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Livro que eu peguei emprestado da minha amiga Ju! Valeu nega!

Gerry e Holly eram namorados de infância e ficariam juntos para sempre, até que o inimaginável acontece e Gerry morre, deixando-a devastada. Conforme seu aniversário de 30 anos se aproxima, Holly descobre um pacote de cartas nas quais Gerry, gentilmente, a guia em sua nova vida sem ele. Com ajuda de seus amigos e de sua família barulhenta e carinhosa, Holly consegue rir, chorar, cantar, dançar e ser mais corajosa do que nunca.

Definição: EU!
Vi o filme há muito tempo, então não me recordo muito do que passava – o que foi positivo, a meu ver, já que pude ler a obra sem ficar lembrando dos acontecimentos – ok, confesso! Fiquei lembrando do Gerry que foi interpretado pelo lindo Gerard Butler! * suspira*

O livro, situado na Irlanda, começa contando sobre o luto de Holly – que perdeu seu jovem marido Gerry, em razão de um câncer no cérebro. Gerry deixou uma lista de coisas para Holly fazer após sua morte – coisas triviais com as quais eles brincavam quando ele ainda vivia, como por exemplo: ela deveria comprar um abajur para não tropeçar no escuro do quarto. São 10 cartas que ele faz para Holly, direcionando a vida da amada. Ela as recebe de uma vez só, com a instrução de abrir uma a cada mês (que agonia, né?)

Por que eu coloquei como definição a palavra EU? Não, não tem nada a ver comigo. É a Holly que adora esta palavra e variações: EU não superei. EU não consigo. É difícil para MIM. Veja o MEU lado.
Holly é um egoísta. Ok, ela está sofrendo por que seu grande amor, sua alma gêmea morreu, e isso eu posso compreender. Até passar 10 meses sofrendo e chorando, eu consigo compreender. Mas se sentir mal quando suas melhores amigas resolvem seguir suas vidas? Isso eu não compreendo. Não entendeu? Calma!

Holly tem duas melhores amigas: Sharon e Denise – que dão apoio incondicional e a qualquer hora para a amiga que perdeu seu amor. Porém quando Sharon descobre que está grávida e Denise anuncia que vai se casar, Holly fica em estado depressivo. Se fecha, não quer falar com as amigas, acha injusto. Para mim, injusto é o que ela faz.
A família de Holly é normal, com problemas normais. Uma irmã inconsequente, um irmão preferido, um irmão chato e um irmão folgado.

Em favor da Holly eu tenho que dizer que quando ela está de bom humor, ou conversando com alguém alegre, ela é muito divertida. Ri em muitas passagens dela e do amigo Daniel (um amigo que ela conheceu por intermédio de um de seus irmãos). Aliás, Daniel me surpreende no final.
Melhor, o livro me surpreendeu no final. Nunca esperava que o rumo tomado fosse aquele. O livro tem os capítulos bem divididos, deixando o leitor bem a vontade durante a leitura.
De maneira geral, é bem escrito.

Pontos Negativos: Holly é egoísta e vive em um mundo a parte. Pareceu-me “morna” na maioria das passagens. Nem furiosa, nem calma. Nem cheia de sentimentos, nem vazia. Só morna.

Pontos Positivos: Os amigos de Holly fazem de tudo para animá-la, e em muitas vezes, conseguem. E olha que as festas são cheias de diversão e piadas ótimas!

Estrutura do livro é nota 10. O enredo é 10 também. Apenas o que me incomodou foi o egoísmo de Holly – talvez por nunca ter perdido alguém tão próximo.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Suzannah está adorando sua vida nova na ensolarada Califórnia. Uma festa atrás da outra, amigos e um potencial namorado – nada menos que Tad Beaumont, o garoto mais bonito e rico da cidade. Mas, como toda adolescente, Suzannah enfrenta muitos problemas. Um em especial é só seu: os fantasmas não a deixam em paz. E ela tem até uma queda por um deles. 
Suzannah é uma mediadora, uma pessoa capaz de se comunicar com os mortos, resolver as pendências deles na terra e ajuda-los a descansar no além. É o caso de Jesse, a assombração de plantão na casa onde Suzannah mora com a família. 
Jesse é um fantasma jovem, bondoso e, acima de tudo, um gato. Mas é inatingível. Não apenas por estar morto. Aparentemente, ele não sente qualquer atração por Suzannah – ao contrário de Tad, que a convida para o seu primeiro programa a dois. 
O fato de Tad não ser Jesse é compensado por ele ser de carne e osso. E Suzannah se entusiasma com as possibilidades que o convite do rapaz representará para sua vida amorosa. Até que o mundo dos mortos se manifesta e complica tudo outra vez. O fantasma de uma mulher assassinada não larga do pé de Suzannah, que não tem como ignorá-la. Pior ainda, tudo indica que a morte dela tem relação com um misterioso passado de Tad. Para Suzannah, o que era uma chance de amor pode significar risco de vida. 

Teria sido melhor ir ver o filme do Pelé(frase inesquecível do Chaves)
Sim, esta é a minha sensação. O primeiro livro foi bem bacana. O segundo? Fui com muita sede ao pote e frustrei (ultimamente tenho feito muito isso! Lembram de O Inverno das Fadas e Princesade Gelo?)
Os personagens vocês já conheceram na primeira resenha: Suzannah e Jesse. Ela é uma mediadora e ele é um fantasma.

Continuamos sem saber os segredos de Jesse – o que me frustra e, ao mesmo tempo, me entusiasma. Sim, é contraditório, mas real. Quero muito saber o que passa ali, mas também gosto do modo com a Meg Cabot deixa o suspense sem ser forçado.
A família da Suzannah é um capítulo à parte: todos muito queridos, alegres. Incrível (inacreditável?) como em uma família com 3 adolescentes e um pré-adolescente não há nenhuma briga (eu, pelo menos, acho incrível).
A narrativa continua em primeira pessoa e flui de maneira muito leve. Basicamente está tratando do cotidiano da mediadora, sem eventos demais – a não ser pelos fantasmas, mas isso é mero detalhe. Claro, o fato de ela se meter com um candidato a vampiro pode impressionar muitos leitores, mas achei que faltou um pouco mais de ação ou suspense.

Será que eu estou atrasada nesta leitura – por eu não ser mais adolescente? Não sei, mas vou continuar lendo os demais e vou contar tudinho para vocês!

Pontos Negativos: Há certa repetição de fatos em comparação ao primeiro livro. Não acontecem muitos eventos, ou pelo menos não ocorre nada que vá influenciar (aparentemente) no futuro.
Pontos Positivos: Está começando a rolar um clima mais real entre nossos protagonistas. Está mais palpável. O humor de Suzannah continua ácido. Também gosto do fato de ela ser uma adolescente bem resolvida.


segunda-feira, 29 de outubro de 2012



Eu ganhei este livro através de uma brincadeira de Amigo Secreto. Quem me enviou foi a Nat, do blog PlanetPink.
Eles resolveriam pendências do passado... do modo dele!
Assombrado por uma infância de ilegitimidade e pobreza, Valente Lorenzatto jamais perdoou Caroline Hales por tê-lo abandonado no altar. Agora, ele ganhou milhões e reivindicou sua herança aristocrática veneziana... e está determinado a ter sua vingança. Valente arruinará a família de Caroline ao se tornar dono de tudo o que têm... a menos que ela lhe dê o que lhe negou cinco anos atrás...



Esta obra faz parte da coleção “Maridos Italianos” da Harlequin. Quando chegou para mim achei que ia me esbaldar em muito romance, sedução e beleza. Não foi bem isso que aconteceu. Vou contar para vocês!

Vamos aos personagens:
Valente Lorenzatto: Italiano. Era pobre e conseguiu construir uma grande fortuna em pouco tempo (bilionário em menos de 5 anos). Foi deixado no altar por Caroline e nunca se conformou. Egoísta, marrento, lindo, mandão.
Caroline Hales: Inglesa. Era rica e agora está falida. Deixou Valente esperando no altar por um motivo plausível. Casou-se após o fato, mas logo o marido faleceu. Mimada, tenta ser forte, mas não apresenta personalidade interessante.

Bem, ele compra a casa e a empresa da família de Carolina (que estavam empenhoradas). Quando Carol descobre que o comprador é Valente, tenta negociar para que seus pais não percam a casa – já que estão velhos. Ele aceita a negociação, mas para isso ela terá que fazer sexo com ele. Simples assim. Aliás, Valente não tem um pingo de respeito por Carolina, só vê o seu lado. Remói o casamento que não aconteceu, mas nunca procurou saber a razão de ela não ter aparecido.
Aí você pensa: coitadinha! Coitada nada! Deixa-se manipular pela mãe, é submissa ao Valente. Sem personalidade é a melhor definição para ela. Sem contar que ela é autodepreciativa.

Aí o que acontece? TUDO muda a partir de um determinado momento que eu não posso contar, senão estraga tudo. Simples. Ele a “perdoa” pelo casamento e ela o aceita, numa boa.
Já deu para perceber que o livro não me agradou, né? É que a história não me convenceu. Gosto de me identificar com a mocinha (como qualquer leitora), e não consegui engolir o tal Valente – e nem a submissão da mulher.
A narrativa é própria dos romances de banca: muito leve. Há poucas descrições de cenários e muitos “pensamentos” dos personagens. Já adianto que são poucos diálogos, e eu gosto de personagens mais falantes.
Não tem como manter suspense com estes romances, já que é certo que os protagonistas ficam juntos e felizes ao final da trama – ou seja, o bom é o desenvolvimento e não o final certo.

Com poucas cenas sensuais, é um livro fraco. Acredite: é o primeiro livro da Harlequin que não “funcionou” comigo – não me fez viajar na história.

Pontos Negativos: Principalmente o fato de Caroline ser submissa ao tempo todo. Não tem um pingo de respeito próprio.
Pontos Positivos: A leveza da narrativa é válida – daquelas que você lê quando quer descansar mesmo. A autora escreve de forma fluida, apenas os argumentos não me convenceram.
Mais uma vez, é somente minha humilde opinião. Algumas pessoas gostaram da leitura. E aí? Está a fim?


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Este livro eu ganhei em parceria com a Editora MODO.

Ela fugia do amor como algo necessário à sua sobrevivência…”Alessa não tinha um coração! Acredite, é verdade! Até nos momentos em que a adrenalina prevaleceu em seu sangue fazendo-o trabalhar mais rápido, ela o negou; deveria ouvi-lo bater ou ao menos senti-lo, mas era como se seu coração não fizesse mais nada além de pulsar o sangue para que o corpo, ligado a uma alma mórbida, continuasse respirando.
Feitiço. Magia. Encanto. Poções. Bruxaria??? – Não! Apenas um coração e sua simplória maldição.”


Trata-se de uma obra curta: apenas 146 páginas de muito drama.
Mas o drama não se refere a uma história triste, mas à personagem principal. Calma, eu explico.

Alessa esperou todo o pessoal do colégio ir embora, foi para o banheiro e cortou os pulsos em uma tentativa de suicídio. Eric se atrasou na saída do treino de basket e conseguiu salvá-la, levando-a ao hospital. De família desestruturada, ninguém quis saber a razão de ela ter feito o ato – apenas a taxaram de louca.
Eric tentou ajudá-la a se restaurar após o que passou. Aos trancos e barrancos ele vai conseguindo. Inclusive ele dá um jeito para que ela o auxilie em aulas de redação, já que ele é péssimo nisso e ela ótima. E preciso salientar que as redações dele, descritas no texto, são emocionantes.

Vamos aos protagonistas:
Alessa é uma jovem de 18 anos, que não tem a atenção total dos pais, que são separados. Egoísta, impenetrável, autodestrutiva e quer que tudo gire em torno de si. Deixa claro que se odeia, mas a razão não fica clara (sim, exagerada).
Eric é um jovem de mesma idade, mas se mostra mais maduro e muito calmo. Por muitas vezes parece um cachorrinho atrás de Alessa – ela o maltrata e ele continua abanando o rabo (ok, desculpem a analogia). Às vezes ele se supera e se torna um gentleman, querido e fofo.

O título Princesa de Gelo faz referencia a protagonista Alessa que, por alguns inconvenientes da vida, pensa que é incapaz de amar, que está congelada.
Ao longo de toda a narrativa fiquei esperando o segredo de Alessa, o motivo que a levou a se “congelar”. Pois é, não apareceu nenhum convincente. O que apareceu foi: não deu certo com os ex-namorados, não quero mais viver, não sei amar, não sei ser amada. Sim, uma tempestade em um copo d’água. Na verdade o que eu achei fraco foram os argumentos que a protagonista usa para se manter neste casulo.
A narrativa é em primeira pessoa e é em um estilo bem informal, como se Alessa estivesse contando suas experiências para uma melhor amiga – que seria, no caso, a leitora/o leitor. Muito interessante.
Encontrei alguns erros ortográficos, além de algumas frases sem formatação no meio do texto. Foram poucos, então não me incomodou muito. No geral a diagramação foi ótima – manteve um ritmo desde a capa até o miolo, seguindo um padrão interessante e esteticamente lindo.

Pontos Negativos: A lenga-lenga da protagonista em dizer que era de gelo sem um motivo plausível. Não me convenceu.

Pontos Positivos: O estilo descontraído da narrativa foi bem bacana e diferenciado. Acredito que se as ideias forem mais bem organizadas, estruturando e justificando melhor o texto, possa ficar um livro bem bacana.

É um livro teen. Escrito de jovem para jovem. Não me convenceu, mas pode ser que convença você. Questão de leitura e opinião, não é?


Que tal ganhar marcadores deste livro e de outros da Editora MODO?
É só comentar esta resenha e curtir a Fan Page da Editora. Dia 05/11 eu faço o sorteio.

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POST ATUALIZADO EM 07/11
Foram 16 comentários até o dia 05/11. E quem ganhou os marcadores fooooi:
E agora, quem fez o segundo comentário? A Gislaine Amaral (inclusive ela é colaboradora do blog). Se não ganhou, pode ficar despreocupado que este final terá mais brindes e marcadores.


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