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quinta-feira, 2 de maio de 2013


Recebi este livro da editora Seoman, selo da Pensamento, que tem parceria com o blog. Trata-se de uma de autoajuda em relacionamentos amorosos, muito divertida.

A autora é uma atriz conhecida – não a conheço – dos seriados Party of Five e Ghost Whisperer. Como escritora deste livro, traz a proposta de falar sobre relacionamentos de forma descontraída e real. Sem as expectativas de uma comédia romântica. Ela propõe situações reais e não situações de filmes, o que se torna mais engraçado e leve. Inclusive ela mata o cupido, ou seja, acredita que há relações ótimas sem ele, e tenta ensinar a não acreditarmos neste anjinho e sim no romance real, não idealizado.
O estilo dela é como se estivesse conversando com uma amiga, muito confortável. Diz como as mulheres devem se comportar tanto em um relacionamento como sozinhas. O livro traz desenhos ao longo, satirizando o cupido e endeusando a escritora, deixando-a parecida com Jessica Rabbit.

Gostei de alguns pontos! A autora fala sobre a questão da autoconfiança – que isso é sexy; fala sobre sermos megeras (no bom sentido) e sobre não nos importarmos se estamos com quilos a mais ou não. Mas para as loucas por ginástica ela dá dicas de exercícios físicos – afinal, para algumas, melhorar o corpo sempre levanta a estima.

Jennifer ainda cita verdades sobre os homens e sobre as mulheres. O que cada um deve saber e fazer, afirmando que o amor verdadeiro está na luta de um pelo outro. Fórmula milagrosa de livro de autoajuda? Não é bem por aí, em minha opinião.
Agora eu vou falar o que eu não gostei, certo?
Não dá para levar tudo ao pé da letra, visto que ao ler, se deve selecionar muita coisa. Além disso, algumas sugestões são extremas e, com meu coração feminista, senti que algumas passagens foram um pouco machistas.

Não concordei com ela em vários momentos. Não acho que a mulher tenha que saber ser paciente, calma e ficar sonhando sozinha para não estressar e/ou pressionar o pretendente. Isso não rola com ninguém que eu conheço. Também não gostei quando ela diz que o homem pode e deve decidir que tamanho de bumbum temos que ter. Avá! Até nem vou falar mais nada sobre o que ela escreveu. Aliás, vou falar só mais uma coisa: Pelo que a Jennifer nos conta, os homens PRECISAM olhar os bumbuns das outras mulheres. Ainda dá a dica para eles usarem óculos e disfarçarem. Não vou entrar na questão se ela tem razão ou não, mas falar isso em um livro de autoajuda para mulheres (ou vocês acham que os homens lerão?) é um pouco demais. Ou será que eu impliquei?

Claro que essas foram as minhas impressões e, levando em conta que eu sou feminista assumida, não concordei em alguns pontos. Mas o livro como um todo é leve, divertido. Você vai rir muito.

Ao final, a autora aponta uma pesquisa sobre amor com crianças e eu separei duas descrições, uma linda e uma engraçada:
“Quando minha avó começou a ter artrite, ela não podia mais se curvar e pintar as unhas dos pés, então meu avô passou a fazer isso sempre para ela, mesmo quando ele também começou a ter artrite nas mãos. Isso é amor.” Rebecca, 8 anos.
“Amar é quando você diz a um garoto que você gostou da camisa dele, e ele passa a usá-la todos os dias.” Noelle, 7 anos.

Lindos, não!?

Outras citações:

“É possível amar, não encontrando a pessoa perfeita, mas vendo uma pessoa imperfeita de maneira perfeita. – Sam keen”  p. 29
“Vamos nos encarar mutuamente, com amor e respeito, e procurar o homem certo para nós... não o homem perfeito.” p.32


Ps: Jennifer, amiga, blush não é amor! Então não abuse disso.
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