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domingo, 24 de novembro de 2013

Livro lançado pela editora Novo Conceito este ano, com tradução de Paula Gentile Bitondi.


 Lacey Lancaster decide reorganizar sua vida após um divórcio conturbado. Não quer mais nenhum tipo de relacionamento, pois acredita que os homens são todos iguais. Então se muda para um pequeno apartamento com sua gatinha Cleo.
Lacey é uma mal humorada de primeira, que reclama de tudo. Talvez isso se deva pelo fato de sua vida amorosa não ser o que ela sonhou; o trabalho não é dos melhores – seu chefe não dá a mínima para ela e ainda leva todo o crédito das conquistas.
Após um ano morando naquele apartamento, Lacey começa a se estressar com seu vizinho, Jack Walker, que tem brigas escandalosas com uma jovem, sobre morarem juntos. Jack também tem um gato, chamado Cão, que resolve aprontar para cima de Cleo.

Jack é um lindo, bem humorado, divertido e romântico. Por quê sempre a mulher é a mal humorada? (devaneios).
Bem, Cão resolve namorar Cleo, que engravida. E agora? Lacey fará Jack assumir sua responsabilidade, entre outras coisinhas...

Bem, o livro é bem curto, com apenas 139 páginas de história e duas páginas com receitas para gatos. Então você o lê em uma sentada mesmo. A escrita é leve, apesar de eu ter me estressado com o mau humor de Lacey.
É claro que vocês já se ligaram que rola alguma coisa entre lacey e Jack, mas quero dizer que o romance, apesar de ser leve e bacana, não tem uma história que convence. Claro que eu não vou contar tudo, maaaaas posso dizer que a paciência do cara não me convenceu... OU será que eu estou, apenas, ficando ranzinza como Lacey (oooh não!!!)

A diagramação é bacana. A cada início de capítulo há um desenho de dois gatos românticos, a paginação fica na lateral (onde me perdi muitas vezes, de tão acostumada que estou com a paginação na parte inferior da página), mas não fica feio. Letras com um tamanho bom. Acreditem, faz toda a diferença – ninguém merece ler aquelas letras tão pequenas que mais parecem pertencer a uma bula de remédio.

Posso dizer que o livro tem uma lição a nos passar. Muitas vezes, nós não vemos o que está na nossa cara. Só enxergamos o que queremos, o que nos é conveniente. Essa é a mais pura verdade. Algumas vezes, dói pensar que alguém que amamos tanto pode nos trair (não só em relacionamentos amorosos!). Preferimos continuar cegos, fingindo não ver o que está posto em nossa frente.

Um livro rápido, interessante, escrita leve e com uma boa mensagem. Adorei! E espero que vocês gostem tanto quanto eu.


Citações:
"- Você conseguiu ouvir alguma coisa que eu disse?
- Consegui ouvir sua dor e foi o suficiente". P. 71

"Parecia muito pouco em vista das possíveis consequências, mas, quanto menos conversassem, melhor. Quanto mais o analisava, mais se sentia atraída por ele, o que não fazia sentido algum. Ela parecia alguém em uma dieta restrita, totalmente seduzida por uma bandeja de sobremesa". P.23

"'É algum tipo de maldição', Lacey pensou. Ela estava fadada a se sentir atraída pelo tipo errado de homem. Provavelmente havia algum nome científico para isso, algum termo que os psicólogos utilizavam para descrever mulheres como ela. “Louca de pedra”, ela decidiu. Envolver-se com ele seria totalmente desastroso". P. 30

terça-feira, 12 de novembro de 2013



Quando James Bowen encontrou um gato ferido, enrolado no corredor de seu alojamento, ele não tinha ideia do quanto sua vida estava prestes a mudar. Bowen vivia nas ruas de Londres, lutando contra a dependência química de heroína, e a última coisa de que ele precisava era de um animal de estimação. No entanto, ele ajudou aquele inteligente gato de rua, a quem batizou de Bob (porque tinha acabado de assistir a Twin Peaks).Depois de cuidar do gatinho e trazer-lhe a saúde de volta, James Bowen mandou-o embora imaginando que nunca mais o veria. Mas Bob tinha outras ideias. Logo os dois tornaram-se inseparáveis, e suas aventuras divertidas — e, algumas vezes, perigosas — iriam transformar suas vidas e curar, lentamente, as cicatrizes que cada um dos dois trazia de seus passados conturbados.Um Gato de Rua Chamado Bob é uma história comovente e edificante que toca o coração de quem a lê.


Um gato de rua chamado Bob narra a história verídica de James Bowen, o autor, que se vê aos quase 30 anos um dependente químico em recuperação, sozinho, morando num lugar medíocre, tocando nas ruas de Londres e sem objetivo até encontrar na soleira do apartamento vizinho um gato. Maltrapilho, sujo, doente, magro e laranja.
Ele se encanta de primeira, porém acredita que o vizinho é o dono e mantém distancia. Quando James descobre que o laranjinha é um gato de rua, se afeiçoa e o leva para sua casa, e assim começa a história.



“ Talvez ele tivesse visto em mim uma alma semelhante.”

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

- Sempre amei os livros – ela disse baixinho. – Adoro tê-los por perto. Amo me perder em uma história, em um mundo. Adoro poder me tornar qualquer pessoa, poder viver qualquer fantasia. p.172

Em “Só Tenho Olhos Para Você”, temos a história que fala sobre o amor de infância entre Sophie e Jake. Ela, a menininha dos Sullivans, é uma bibliotecária que ama o que faz, assim como ama Jake. Claro que ele também a ama, mas não se acha bom o suficiente para merecer o amor dela. Eles se conhecem há 20 anos e se amam desde sempre. Preciso dizer que adoro histórias assim, com amores do passado – convencem mais do que aquelas com amores de 3 dias.  Ela é romântica, inteligente, esperta. Ele é o bad boy mal encarado, tatuado, lindo, que trabalha muito e é dono de seu próprio pub.

Sophie é determinada. Ela resolve que quer Jake e vai atrás, sem querer saber para o que os outros pensam. É claro que os dois enfrentam algumas situações complicadas durante a narrativa. Ela se decepciona, ele tem que provar (principalmente para si mesmo) que é merecedor do amor que ela dá, e mais, que ele pode amá-la intensamente. Ela se importa com o que ele pensa.  Ele a maltrata porque se considera Inferior à ela. É um jogo de gato e rato interminável, mas esse é o charme da trama da Bella.
O livro tem uma capa aveludada, na tentativa de aumentar a sensação de que o livro é sensual. Achei divina – muito melhores que as originais da autora, que são muito feias. Portanto, a Novo Conceito caprichou na arte. A diagramação é normal, sem firulas.
A cada livro a série evolui. Amei o Gabe, mas Jake e Sophie são melhores ainda.  Eles são mais quentes que os outros três anteriores. Há uma história, não somente sexo. Então tem horas que senti um aperto na barriga, pelas discussões, pela tristeza de Sophie.
Gostei. Ainda estou esperando mais. Mas é o melhor até agora, com certeza!

Ps: Sophie tem um apelido na família – Boazinha. Esta tradução é terrível. Algo como Agradável combinaria mais com o contexto (quem ler vai entender). Mas agora já foi... Inclusive a tradução deixou a desejar em alguns pontos, mas nada que estrague a leitura.


O coração dela se apertou diante da maneira como o irmão a olhou, como se fosse uma menininha a quem ele precisasse proteger. Será que ele não via? Era exatamente por essa razão que ela precisava fazer isso. Assim, todos parariam de pensar nela como a doce e meia Boazinha. p.26

domingo, 20 de outubro de 2013

Olá (há quanto tempo, eu sei)... Estou com vários livros para resenha e esta semana eu pretendo colocá-las em dia, sem falta.
Passei por alguns momentos complicados nos últimos tempos, mas agora voltei :D

Vou começar com uma resenha que, na verdade, não foi feita por mim, mas por uma amiga muito inteligente, a Luane, que adora ler (lembram quando eu falei que estava precisando de ajuda para ler tudo o que chega? Pois é, ainda bem que algumas pessoas se prontificaram *-*).

Sem demoras, vamos à resenha?

Antes de começar a leitura do livro, fazendo uma análise da resenha, imaginei que se tratasse de mais um livro de romance adolescente mamão com açúcar. Ao começar a leitura, me deparei com uma história gostosa de se ler e que tem uma capacidade enorme de prender a atenção do leitor.

O livro conta a história de duas amigas: Lani e Erin. A primeira é calma, gosta de Astrologia e tenta decifrar os mistérios do destino. Erin, é o oposto, é  bastante temperamental e teima em pensar que o mundo e as pessoas giram em torno dela.
Apesar de serem tão diferentes, existe entre elas um elo que ultrapassa o sentimento de amizade devido a um acontecimento passado que mudou a vida das duas meninas.
A partir do momento em que Erin conhece Jason e passa a se relacionar com ele, a amizade entre elas passa a ficar ameaçada, pois Lani e ele tem uma afinidade fora do comum e criam um laço muito forte!
Lani tem a certeza de que Jason é sua alma gêmea e o sentimento é recíproco. Ela, então, decide se afastar do namorado da amiga, pois não acha certo se apaixonar pela mesma pessoa que sua melhor amiga é apaixonada!
O fim do ano letivo chega e Erin vai viajar, deixando Jason e Lani apaixonados – sem saber que essa viagem pode ser o começo de um amor ou o fim de uma amizade.

Rien ne va arrêter ma quête pour trouver.”


Esse foi o primeiro livro que li de Susane Colasanti, mas já  simpatizei muito com a autora, principalmente pela maneira de abordar dilemas que não estão presentes apenas durante a adolescência. Ao final do livro, há uma pequena introdução de dez páginas de um outro livro da mesma autora: “Bem mais perto” – que eu li e fiquei com a sensação de quero mais.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

“Existe algo em um vestido de noiva...”,disse me Sherry.”



Em uma cidadezinha, a 100 quilômetros de Detroit, há uma loja antiga com mais de 78 anos que se tornou um ícone em roupas para casamento e vestidos de noiva. Por ali já passaram mais de cem mil moças: noivas, mães e madrinhas. Seus vestidos vão além de roupas elegantes para mais uma cerimônia: eles representam, no imaginário das noivas e de seus pais, a garantia de uma noite de princesa, um símbolo do “felizes para sempre”.
Para estas moças, este lugar é, certamente, uma linha divisória: de um lado está a fé no amor e no romance e, do outro, a ingenuidade e o medo.
Da substância desses sentimentos contraditórios, Jeffrey Zaslow selecionou histórias que às vezes nos fazem rir, às vezes nos partem o coração, mas que oferecem um panorama do que é o casamento e do que as famílias ensinam às suas filhas sobre amor e compromisso.

Admito que quando peguei esse livro da Came para ler estava super animada, embora imaginasse que o livro abordaria apenas a história da loja de vestidos de noiva, Becker’s Bridal,  como ela surgiu e se manteve após 70 anos de história.
Quando comecei a ler e vi que a narração tinha um tom de documentário, desanimei, por puro medo e preconceito de enfrentar 300 páginas de uma narração seca e impessoal, mas o livro se mostrou tudo exceto isso. O livro conta a história da loja, desde sua criação em 1934 com a Vovó Eva até o dia de hoje com a Shelley, sendo o livro escrito em 2010. Além disso, o livro nos mostra histórias diferentes e emocionantes sobre diferentes noivas.
Os capítulos intercalam a vida de Shelley, dona da loja e neta da fundadora, e como ela trabalha uma jornada de mais de 12 horas durante seis dias por semana, como isso afetou sua vida pessoal desde a infância até hoje. Foi profundo saber disso, saber o quanto um negócio de família afetou a ela, a seus filhos, principalmente a Ashley que trabalha junto a ela e como ainda assim ela ama aquele negócio.
Outro ponto importante são as noivas, todas as histórias me emocionaram de forma singular. Desde a noiva que havia feito um voto de pureza que só beijaria o homem que se casaria, a noiva que casou-se aos 40 anos, a noiva que perdeu sua mãe de forma abrupta, até aquela que estava se casando pela segunda vez. Algumas destas histórias, que são reais, quase me arrancaram lágrimas dos olhos e isso me surpreendeu.
O livro escrito perfeitamente por Jeffrey Zaslow, que faleceu há um ano, foi seu último livro e como isto deixou a sua marca e a sua lição. Podemos achar o amor de todas as formas e em todos os lugares, basta que olhemos para isso e este foi a sua missão, mostrar que o amor está em todas as formas e lugares, que belas histórias não estão destinadas apenas aos livros.E através de sua narração, simples, detalhista e emocionante me cativou.
A Editora Novo Conceito está de parabéns por todas as imagens e detalhes que deram toda a magia que o livro nos transmite. Minha única ressalva é um errinho de diagramação na página dezenove.

Aconselho esse livro a todos que gostam de ler sobre o amor, e desejam uma nova forma de se encontrar a ele. Recomendo a todos que ainda creem no casamento e que veem nele o início de uma nova etapa de vida.

sábado, 14 de setembro de 2013

“A princípio, foi uma mudança sutil, como costumam ser as mudanças nos relacionamentos; fica difícil saber quando de fato começou.”


Cláudia Parr nunca quis ter filhos, e isso espantou quase todos os caras que ela se relacionava. Até que encontra Ben, um cara perfeito que também não quer filhos.
Mas, com o passar do tempo, um deles muda de ideia. E agora, com o casamento abalado, eles terão que colocar na balança o que realmente importa para cada um.

Cláudia é uma teimosa daquelas que tira a gente do sério. Não gosta de dar o braço a torcer em momento algum. Prefere ignorar um problema ao invés de tentar resolvê-lo.
Ben é um cara bem relax, divertido e amoroso. O cara não existe – é o tipo perfeito! Não é daqueles perfeitos fisicamente, mas em sua essência – apesar de ficar claro que ele é muito bonito, sim senhoras.

Um livro que fala sobre o amor em todas as suas formas. Emily aborda os estereótipos sociais que rodeiam as famílias. Por que logo no início do namoro, já estão perguntando quando será o casamento? Por que após o casamento já perguntam sobre filhos? As convenções sociais acerca dos relacionamentos são sempre as mesmas.

Não é um livro triste, mas nos faz pensar sobre várias questões, como os próprios relacionamentos, futuro, prioridades. Uma relação, em si, é um eterno abrir mão de coisas – isso de ambos os lados. E esse é o detalhe que faz toda a diferença: até onde você pode abrir mão de algo para que seu parceiro seja feliz, sem que você perca a felicidade? A frase pode parecer um tanto contraditória, mas não encontrei melhor maneira de expressar a questão.

O final foi, digamos, até uma surpresa. Esperava algo diferente, mas é claro que não posso reclamar disso (e nem falar sobre, claro).

Eu adoro os livros da Emily, apesar de achar que este se arrastou em algumas partes. Eu já entendi que um dos dois não queria filhos enquanto o outro queria, mas a conversa ainda se arrastava sobre o mesmo ponto. Isso me desanimou – mas foi só um pouquinho. Fora isso, a narrativa é até bem empolgante, o que deixa um livro leve, apesar dos temas um tanto pesados.

Qual é o seu limite para este sentimento? Até onde você vai por amor?


“Ambos acreditávamos que um relacionamento que não tivesse um pouco de mágica não valia a pena.”


“Olho nos olhos dele e sei que chegou ao fim. Então, não tenho outra escolha a não ser me levantar, abrir a porta e partir.”


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terça-feira, 27 de agosto de 2013

A Herdeira do Mar traz uma proposta jovem, com os elementos básicos (leia-se: necessários) para tanto: romance, loucuras juvenis, impasses, novidades. Mas tem um ponto diferente: traz o sobrenatural, mas sem vampiros ou lobisomens que tanto estamos acostumadas. Desta vez ela traz a vida marinha. Em tempo: são poucos autores que fazem tentativas de escrita com isso. Aqui no blog esta é apenas a segunda resenha envolvendo o tema, a primeira foi Vida Abissal, de Kate Falls. 



Voltando ao livro, vou falar um pouco sobre a história e personagens:
Cordélia Dolphin é uma jovem que está completando 18 anos. Linda, popular onde passa, inteligente. Desde pequena muda-se constantemente com o pai para diversas cidades. No início do livro acaba de mudar dos EUA para uma cidade na costa da Austrália e, ao que tudo indica, ficará por ali.
Cordélia mora somente com o pai, Henri Dolphin, já que sua mãe morreu quando ainda era pequena. O que Cordélia não sabe é que a mãe lhe deixou um grande segredo e grandes poderes com ele. A relação entre pai e filha é muito leve. Ele é liberal em relação aos namorados, ao fato de ela poder beber demais em uma festa de aniversário, ou ela torrar seu cartão de crédito em compras.

Só um pedaço da sinopse para vocês:
Seu mundo (o de Cordélia) vira de cabeça para baixo com a chegada de Morgan, um rapaz misterioso que rodeia sua casa e sabe detalhes sobre ela impossíveis de um desconhecido saber. Ao completar seu aniversário de dezoito anos, a vida que conhece muda completamente: ela descobre que sua mãe era uma sereia, filha do Rei de Atlântida, o governante de todos os mares. Morgan finalmente mostra a que veio: ele é um tritão, designado a protegê-la e guiá-la desde o dia em que nasceu.

Nossa protagonista chega à nova escola no último trimestre do último ano – pense na falta de sorte. Tem tudo para ser a menos popular, certo? Pois é, mas acontece que a Cordélia tem algo especial, pois encanta a todos (ou pelo menos, todos os rapazes), o que a faz ser uma das mais populares em pouquíssimo tempo. Inclusive conhecemos três amigos que ela faz assim que chega à nova escola: Josh, um cara muito bacana e lindo; Dylan, um querido que namora a linda Nathalie, que se torna a melhor amiga de Cordélia.
Mas, porém, entretanto, todavia... deixei um personagem por último, por que me conquistou mesmo: o querido, lindo, paciente e lindo novamente Morgan. Ele é um tritão guardião da princesa. A propósito, ele deixa Cordélia (e a mim também, simples leitora) maluca com seu charme todo. #TeamMorgan

Como já disse, é claro que há um triângulo amoroso! Então é Morgan, Cordélia e Josh, que também é um fofo, prestativo, lindo. Mas é claro que a gente torce pelo Morgan de cara, já que o negócio entre ele é Cordélia é quente, elétrico; enquanto que quando ela está com Josh, a relação é morna. Em tempo: gostei ainda mais da Cordélia quando ela mostrou que corre atrás do que quer, não fica esperando as coisas caírem do céu (ou um Morgan vir do mar)...
Cordélia é a perfeição em pessoa. Não possui nenhum defeito físico, causando inveja nas mulheres e cobiça nos homens. Isso acontece em razão de sua descendência abissal, que tende a formar seres perfeitos aos olhos humanos, para que possam encantá-los quando necessitarem. Além disso, Cordélia é especial tanto entre os humanos quanto entre os seres do mar (além de ser a princesa), mas esse é mais um segredinho para desvendar.
Vejam só, eu não posso contar muitos detalhes apresentados, pois a obra perderia seu charme. Afinal, um assunto puxa outro, aí já viu que eu conto tudo né!

A vida abissal (marinha) proposta pela autora é bem explicada. Desde o início com a descendência de Poseidon passando pela Maldição de Hades, que é o fato de acontecer desgraças em terra até que os seres do mar voltem para a vida marinha. E quando a querida protagonista teimosa insiste em continuar fora da água, algumas coisinhas acontecem...
Como se trata de uma série, este primeiro volume é uma apresentação à vida no mar, além de podermos conhecer os personagens principais. Porém, a narrativa é muito leve, então você lê muito rápido. Logo, você não quer que acabe – motivo que me deixou brava com a Ize. Ela ainda não começou escrever a continuação, e eu fiquei maluca hehe.

De modo geral, a autora ainda aborda a normalidade da vida jovem, como amigos, festas, dilemas... Intercala momentos leves com mais intensos, de descrições detalhadas sobre algo, além de apresentar passagens engraçadas, onde eu ria muito. A cabeça de Cordélia é completamente de acordo com sua idade: 18 anos, onde a individualidade é o foco mesmo. Então ela faz algumas coisas por egoísmo, mas é o que rola nesta idade, todos nós sabemos.
Ainda há algumas cenas de sexo, porém não são escancaradas, então as mocinhas estão liberadas para ler o livro hehe. De vez em quando o negócio dá uma esquentada, mas não é nada muito grave, eu acho.

O livro é escrito em terceira pessoa, focando nos ponto de vista da Cordélia. Em alguns poucos momentos observamos o ponto de vista de Morgan, e ficou bem legal (ele tem uma cabeça um pouco confusa, e é muito divertido).
A base da proposta concentra-se em uma variação do mito de Atlântida somado à mitologia grega – o que entra totalmente em meu campo. Não se trata de mitologia grega pura, mas uma variação muito bem explicada. Dá para ver que eu gostei da obra né!

Como nada é perfeito, dois pontos negativos:
: O uso de gerúndios me incomodou um pouco. Acho que não fica legal colocar gerúndio na literatura (nem em lugar algum).
Um dos exemplos: “ - Vou estar esperando na sala.”

: A dona Ize ainda não escreveu a continuação. Não gostei. Queria mais, agora! Hehehe

Recomendo a leitura da obra para todos. E vão ao estande da Modo na seção de autógrafos (avisada aqui). Ela é autora independente, mas vai ocupar um espaço da Modo para tanto.


E aí, o que acharam? Topam ler?


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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Este é uma obra de lançamento independente de um autor parceiro do blog, apresentado recentemente (http://www.resenhasdeumaleitora.com.br/2013/07/autor-parceiro-aurelio-mendes.html).

Orbis é uma distopia.

No prefácio há uma contextualização histórica rápida para situar o leitor em alguns aspectos (como historiadora, eu preciso dizer que há alguns pontos de inconsistência). É a parte real da obra, abrindo o espaço para a ficção. Devo dizer que, apesar das inconsistências, é um momento necessário para que a obra seja entendida como um todo.

Imagine: Ano de 2045. Seres humanos desenvolvidos somente em laboratório, de maneira independente e padronizada. É retirada toda e qualquer emoção do indivíduo, além de serem estabelecidas castas para estes. Não há qualquer envolvimento afetivo. Até o indivíduo completar 18 anos, passa em treinamento para só então ser liberado para a “vida”.

Além disso, o planeta não conta mais com países, mas com colônias – no livro são apresentadas duas: onde se passa a história, chamada de Andrômeda e outra chamada de Antília. É proibido pensar – quem o faz e age de forma subversiva à sociedade é interrogado em um Inquérito e enviado para a Exoría, algo como o exílio, uma espécie de prisão. Logo, há um modo operacional funcionando. Nada de liberdade, muito menos de expressões.

O planeta tem um único “senhor”, o chamado “Pai”. Ele é onisciente e onipotente. Sim, lembra uma religião, mas não se trata disso. É um cara que governa o mundo todo, todas as colônias.
Musin é o protagonista. Ele é diferente dos demais indivíduos, que foram programados para não pensar e, muito menos, para questionar. Musin pensa que algo está errado naquele sistema. A razão para ele ser desta forma é dita ao longo do texto, e é claro que eu não posso contar.

Tudo muda quando Musin encontra um livro, intitulado “Diário da Origem da Realidade”, que inicia com relatos na cidade de São Paulo, em 20 de Abril de 2013, citando uma terrível guerra que acabou de iniciar. As notícias são catastróficas! A razão oficial para esta guerra mundial é o chamado “Blue Gold”, que seria a água. Porém, há uma razão extra oficial: que não contarei qual é!

O sistema é dividido em castas, que definem quem é o quê, e faz o quê.
Nosso protagonista, Musin, é um caput, um cara desenvolvido para pensar e trabalhar na burocracia. Há, ainda, os arma (função de servir e obedecer), os cistam (fazem o trabalho manual, braçal), e os corpora (alto escalão, são os que mandam em tudo). Estes últimos, inclusive, tem padronização estética, com olhos verdes e cabelos ruivos, para fácil reconhecimento.
Para manter a ordem, há outra classe: a Guarda Nacional. São escolhidos a partir de notas genéticas. Ou seja, quando há a formação do indivíduo no laboratório, os genes são submetidos às avaliações para saber se atingiram a nota necessária para fazer parte da Guarda Nacional.

Orbis tem capítulos curtos, dando agilidade à narrativa.
A linguagem de Orbis tenta ser uma pouco mais formal, porém tem alguns errinhos de inconsistência, redundância, falta de vírgulas... Por exemplo, em determinada página há a expressão: “Iria ter”, onde o certo é “teria”. Impliquei, claro. Como podem ver, isso não estraga a história, como um todo, mas é um detalhe que me incomoda. Ou outro exemplo:
Angel pegara na minha mão após as palavras de Toussaint e fixara seus olhos nos meus. Com uma voz firme e rouca ao mesmo tempo, disse:” p. 139
Vamos lá: se pegara, então dissera. Se pegou, então disse. Veja, estas diferenças de tempo verbal no mesmo momento ficam estranhas. Fica desproporcional, faz perder o ritmo.

Há uma mistura de presente com passado – e isso foi um ponto positivo, pois deixa algo leve. Aurélio Mendes faz referências a grandes pensadores e escritores, como Foucault, George Orwell e Aldous Huxley... (que eu lembro agora, são estes três).

O autor me fez tirar conclusões precipitadas, quebrando a mente depois. Adoro quando isso acontece. Por exemplo, eu pensei que ele ia colocar sobrenatural na obra – e estava ficando muito brava... porém, entretanto, todavia, eu estava errada em minhas precipitações e o autor conseguiu explicar o que acontecia de acordo com a sua proposta.

A história ainda conta com uma pitada de romance... Nada muito explorado ou que tire o foco da revolução que estava acontecendo, o que achei muito bacana. Ao longo da trama, Musin vai descobrindo sentimentos que, até então, pensava ser inexistentes – já que a parte de sentimento é retirada na hora do próprio desenvolvimento no laboratório.

Para vocês terem uma ideia, o livro inicia no ano de 2045, vem para 2011 e segue para 2102! É muita loucura e, acredite, tudo cabe dentro da proposta.

Não gostei da pontuação demasiada, que tentava explicar determinadas sensações:
“— Angel....................................................?
— Musin....................................................!
— ....................Musin..............!!!
— Angel........?.................!” p. 106
Acho que isso pode ser lapidado para dar até mais emoção, utilizando menos pontos.

Diria que Orbis é um livro com uma proposta ótima. Como é lançado de forma independente, não tem revisão profissional, deixando passar algumas coisinhas (que não estragam a obra em nenhum momento, no entanto). Se for mais lapidado, ficará um put* livro!

Eu sempre tive a certeza que não se pode suprimir nossa verdadeira essência. Mas até aquele momento eu acreditava que minha essência era aquela, o que a genética me determinava” p. 39


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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

"(...) Nesse momento(...),Maggie sentiu que todo esse negócio de tempo que passa era mais do que ela podia aguentar."


Maggie  Moran e seu marido são comuns, até um pouco tediosos. E é esse realismo que torna esta história tão eficaz e comovente... Começa em um dia de verão, quando Maggie e Ira viajam de Baltimore para a Pensilvânia para um funeral. Maggie é impetuosa, desastrada, desajeitada, propensa a acidentes e tagarela. Ira é reservado, preciso, respeitável, tem uma mania irritante de assobiar músicas que traem seus pensamentos mais profundos e acha que sua esposa transforma os fatos de maneira que se encaixem na sua opinião sobre as pessoas que ama.
Ambos sentem que seus filhos são estranhos, que a cultura das novas gerações está indo por água abaixo e que, de alguma forma, se enganaram com essa sociedade cujos valores não reconhecem mais. Mas esta viagem vai levá-los a refletir sobre estas angústias, e vai mostrá-los como é importante reavaliar seus sentimentos.


Bom, falar desse livro será um tanto complicado, este é um livro que quis ler, mas nunca tive uma enorme necessidade de ler. A verdade é que eu gostaria de ler o outro título da autora, ”O Começo do Adeus", mas a Came me enviou e o livro se mostrou uma surpresa.
O livro conta a estória de Maggie e Ira Moran, eles são casados há quase trinta anos, possuem dois filhos adultos e uma relação totalmente estável. O livro começa quando a melhor amiga de Maggie, Selena, perde seu marido e eles têm que viajar para a celebração fúnebre e junto a isso, Maggie resolve visitar a nora-ou seria ex-nora- e tentar assim refazer o casamento de seu filho. O livro se dividiu em três partes.
A primeira parte, o livro conta o livro, mesmo que em terceira pessoa, sob a perspectiva de Maggie e eu me identifiquei de cara pela semelhança de personalidade. Ela é doce, ingênua, maternal, impaciente, com grande coração, em eterna dieta e tantas outras características. Apaixonada pelo marido, pelos filhos e apear de sua vida que poderia ser considerada medíocre, ela torna tudo muito especial.
A segunda parte, sob o ponto de vida do Ira, me fez criar com ele uma relação tumultuada. Em alguns momentos ele me arrancava risos, seu jeito impaciente, irônico, machista, realista, cruel de certa forma, coisas que o descaracteriza do papel de mocinho. Em outros, eu discordava de suas atitudes o que me irritava.
Na ultima parte o livro é imparcial, usando os pontos de vista de ambos e dando desfecho ao livro.

Particularmente, gostei do livro, apesar de suas reflexões sobre casamento, velhice, maturidade não servirem para mim, o livro te faz pensar em coisas muito bacanas, muito interessantes. A escrita da autora é repleta de detalhes, o que em alguns momentos é incomodo, pois se tem a impressão de estar enrolando o leitor.
Minhas únicas reclamações são as divisões muito extensas que não me agrada de forma alguma. Prefiro livros com muitos capítulos e capítulos pequenos e sucintos, objetivos.
A capa do livro dá o verdadeiro tom de aventura e me fez lembrar demais outro livro On the Road do qual sou fã.
Como sempre a editora Novo Conceito está de parabéns pelo trabalho impecável com a revisão e tradução.

Aconselho a leitura a todos aqueles que curtem livros de aventuras reflexivas e para pessoas que estão casadas ou vivem como casadas.

"Talvez sua vida não fosse exatamente o que ela tinha imaginado aos 18 anos, mas a de quem era?As coisas era assim, quase sempre."

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Primeiro que o autor é um querido. O Alexandre me mandou um livro autografado e tudo. Sim, adoro um autógrafo!

Junte Crepúsculo e Fallen e terá um bocado de Legna.  E isso não é ruim, visto que são duas franquias que fizeram muito sucesso entre o público adolescente.

Primeiro, deixem-me divagar um pouco sobre a publicação de livros no Brasil. As editoras apostam muito nos livros internacionais, isso é visto de longe. As revisões são, na maioria dos casos, muito bem feitas e tal. Porém estas editoras, ao que parece, esquecem de revisar os livros nacionais. É normal que o escritor erre algumas coisas, tenha alguns vícios de linguagem, e isso cabe ao revisor organizar e limpar o texto, deixando-o redondinho, pronto para a nossa leitura.
Por que tanta divagação? Por que Legna, como já disse, tem elementos para cativar os leitores mais jovens, mas é mal revisado. Erros de concordância, gramaticais, vírgulas mal colocadas... Se fosse uma produção independente, algumas dessas coisas seriam até deixadas de lado – e faladas com o autor para melhorar na próxima tiragem; mas sair de uma editora, como a Dracaena, sem uma revisão decente? Ah, não.

Pronto, desabafei. Agora vamos à obra em sua essência?
O erro da obra, em si, está na sinopse. Ela fala demais sobre a obra, e o leitor acaba ficando sem muitas surpresas. Mais uma vez, a editora podia ter dado uma lida... Enfim...

Legna Philps, 18 anos, é uma garota normal, que mora com os tios em Miami. Após o atentado de 11/09/2001, seus tios viram-se obrigados a partirem para o Brasil, ela teve que morar em Paris, com seus pais. Lá ela conhece Sayed Nasser, através do Orkut e, após alguns desencontros, acabam se relacionando. O amor é rápido, jovem, intenso, quer ser forte, mas os segredos acabam o enfraquecendo.

Sayed é o cara lindo. Ao contrário de muitos livros que lemos, neste caso ele não é o badboy que conquista a todas. Neste caso ele é lindo e perfeito, mas normal. As mulheres o acham lindo e normal. Isso foi um ponto positivo.

No início da trama, Legna tem um namorado que não vale nada, e afirma que está com ele apenas por comodismo. Com sua ida para Paris, ela abandona o traste – ainda bem.  Na hora em que o romance de Legna e Sayed começa a acontecer, de verdade, o livro deslancha. Apesar de algumas cenas clichês, o romance é bem bonitinho.

Como a sinopse já revelou, Sayed é um cara que não é normal. E aí a Legna vai dar uma de Bella Swan e tentar adivinhar o que ele é, afinal. Ela é um pouco lerda e mal humorada. Aliás, ela me fez lembrar de mim mesma quando eu estava grávida – só pensava em dormir; assim Legna.

Encontrei um ponto de inconsistência na história. A obra se passa de 2001 e 2002 e fala sobre o Facebook, que foi lançado só em 2004... Sim, sou chata, gosto de tudo bem certinho.

O livro é escrito em primeira pessoa, pela visão de Legna. O que achei diferente, já que o escritor é um homem. Dá uma boa visão sobre o que os homens acham que passa na cabeça das mulheres. Os cenários e, até mesmo, os diálogos são detalhadas nos mínimos detalhes, o que cansa um pouco. Algumas poucas cenas foram dispensáveis, e acho que uma boa revisão daria conta disso.

Não gostei muito da personalidade de Legna. Ela acha que é culpada por tudo, até pelo que não é. Sai implorando para ter um pouco de atenção de Sayed. Mas este não é um erro do livro, é apenas a personalidade da personagem que não gostei. Parece não ter muita autoestima.

Os personagens secundários tem bastante espaço e são bem descritos. Achei muito legal, dá a trama um ponto a mais de visualização.
Algumas cenas sensuais aconteceram, mas não foram muito exploradas - ainda bem. A obra não pede nada demais, então é melhor não abusar.

A proposta do livro é boa. A temática é romance sobrenatural jovem, claramente inspirado em Crepúsculo e Fallen, duas sagas de sucesso, como eu já disse.

Acredito que se houvesse uma real revisão da editora, reformulando partes que não são tão interessantes, organizando vocabulário, frases erradas, mal pontuadas, seria um livro muito bom para adolescentes/jovens. Neste formato como ele está, tem uma historinha bonitinha, mas estes erros me deixaram um pouco desanimada.


A entrevista com o autor será feita na semana que vem. Ainda dá tempo de enviar suas perguntas:

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Primeiro eu preciso falar sobre esta capa maravilhosa: metalizado fosco azul, com fundo bem escuro dando a impressão de noite, com um corvo saindo das sombras de uma floresta. É uma capa linda e condiz com uma profecia que a história traz. No site da autora é possível ver todas as capas dos livros lançados, e os desenhados aqui no Brasil são os mais lindos. É só clicar aqui e conferir: 
http://www.julietmarillier.com/books/daughteroftheforest.html


Filho das Sombras é continuação de Filha da Floresta. Ou seja, tem que ler o primeiro para entender este. O primeiro capítulo dá um olhar geral sobre o primeiro livro, para nos lembrar o que aconteceu com Sorcha e turma.

Por mais que o título nos remeta a um personagem principal masculino, a obra fala sobre Liadan, filha de Sorcha (protagonista de Filha da Floresta).  A história se passa no crepúsculo celta da velha Irlanda. O domínio de Sevenwaters está ameaçado pelos bretões, que se preparam para guerrear e tomar as terras, visto que estes já tomaram as Ilhas Sagradas. Segundo a profecia, haverá uma criança que finalmente conseguirá a paz entre o povo de Sevenwaters e os Bretões de Northwoods e reconquistará as Ilhas das cavernas místicas e das árvores sagradas. Esta criança levará a marca do corvo e não será nem da Bretanha e nem de Erin (Sevenwaters é um cantinho de Erin).

Sorcha tem três filhos: Liadan (nossa protagonista) que, de início, é conformada com sua vida de curandeira do povoado, e pensa que casamento entre clãs, é a melhor saída para Sevenwaters (lembrando que esta visão era a comum durante a Idade Média). Sean, irmão gêmeo de Liadan, herdeiro de Sevenwaters, rapaz forte e inteligente. Os dois conseguem se comunicar mentalmente, o que é uma mão na roda em muitos momentos de apuros. E Niamh, mais velha que os dois, possui espírito livre e não quer se prender à estas convenções sociais que Liadan pensa ser normal. Ela quer abraçar o mundo e vive em seu mundo próprio. Mas acontece algo com Niamh que faz com que todos percam a confiança nela. Ela é obrigada a se casar com um senhor de terras aliado aos Sevenwaters, que faz dela um ser totalmente diferente.

Quando ocorre um ataque às terras de Sevenwaters, e ninguém sabe de onde vem ou quem o faz, há pânico geral entre os clãs aliados. Então, descobrem que nesta guerra, há um mercenário temido, chamado de Homem Pintado. Ele tem a metade esquerda do rosto normal (e linda) e metade direita toda tatuada, inclusive o couro cabeludo, assim como o braço direito. Uma verdadeira obra de arte. E em uma viagem, Liadan acaba sendo capturada pelo clã deste homem misterioso e atraente.

Tentei manter o semblante calmo, mas por dentro estava morrendo de medo. Justo eu, a menina que só queria ficar em casa cuidando de seu jardim de ervas. [...] Eu, a filha de Sevenwaters, sozinha no covil do Homem Pintado e de seu bando de assassinos cruéis. p. 119

Mas este Homem Pintado é mercenário por uma razão de seu terrível passado. E Liadan é a pessoa mais certa para tentar entendê-lo. Além disso, ele culpa o pai de nossa mocinha pelo que lhe aconteceu. Claro que não vou dar nenhuma dica sobre seu problema do passado, é só para deixar vocês com vontade.

Chego a dizer que é a partir daí que o livro ganha aquela ação tão boa que fica difícil de largar a obra. São 605 páginas de história, mas a partir da 106 que as coisas ficam lindas e cheias de energia.

Nossa protagonista ouve os Seres da Floresta, assim como sua mãe. Mas, ao contrário de Sorcha, ela é independente e não dá ouvidos ao que eles falam se, por acaso, ela considerar errado, ou que não a faz feliz. Ela é forte e, principalmente, corajosa. Além disso, ela ouve não somente estes Seres da Floresta, mas outros mais antigos ainda, que dão ordens que contradizem os primeiros. Liadan fica perdida.

Preferia não ser a escolhida. Os Seres da Floresta eram sorrateiros e agiam de maneira imprevisível. Seus jogos eram complicados, e suas escolhas, nem sempre óbvias. p. 25

Não há um período preciso para os acontecimentos da série, mas podemos pensar no final da Baixa Idade Média, visto que aqui nesta obra, já há sinais de perseguições aos pagãos, remetendo a história ao século XIV.

Outro personagem muito importante em todo o livro é Eamonnm, um jovem muito bonito, senhor de terras, muito educado. Ele quer a mão de Liadam e, a princípio, é fácil se apaixonar por ele, mas as pessoas mudam ao longo da história...

O que mais gosto nesta saga é que fala sobre a mitologia celta irlandesa, que é pouco discutida/apresentada em meio à literatura. Então é claro que já me ganhou por aí. Enquanto a autora conta as aventuras de Liadan, introduz mitos da velha Irlanda, de maneira muito rica. Além de deixar claro que pode haver variações nos mitos, dependendo do público que era contado – o que nos deixa certos de uma coisa: nunca chegaremos ao mito original, o que é uma pena. Como a maioria das histórias mitológicas, no passado, eram repassados oralmente, poucas coisas foram escritas, e durante a inquisição diminuiu drasticamente estes documentos. Possivelmente as histórias apresentadas pela autora foram repassadas pela própria família.

A diagramação é muito bem feita, com detalhes em cada primeira página de capítulo.
Problema: alguns erros de revisão. Palavras com letras trocadas, letras faltando. Não chega a estragar a leitura, mas incomoda um bocado.

domingo, 14 de julho de 2013

“Amor, meu grande amor, não chegue na hora marcada.Assim como as canções, como as paixões e as palavras. [...]Enquanto me tiver, que eu seja o último e o primeiro.E quando eu te encontrar, meu grande amor, por favor, me reconheça...”
SKOOB
Sim, o objetivo é que enquanto você lê esta resenha, você fique com essa música linda do Barão Vermelho na cabeça. Agora vamos aos apontamentos:
Este é o primeiro livro que leio da Carol e devo admitir que estou amando a autora – inclusive gostaria de frisar que a literatura nacional está vivendo um período muito fértil e bacana com tantos livros ótimos. Venha à nós!
Quando vi esta capa, pensei que era um livro adolescente. Mas como não se deve julgar um livro pela capa, errei mesmo – o livro é destinado ao público jovem-adulto. Falando em capa, a menina do desenho lembra a Carol e eu fiquei me perguntando, em quem será que a Carol se inspirou para fazer a Bia?

Bia é uma mulher de 25 anos, falida, carente, que tem um amor mal resolvido da adolescência (Guga) que acaba interferindo nos amores atuais. É em torno dela que a história desenvolve, sempre com seu ponto de vista narrado em primeira pessoa – inclusive ela fala como se estivesse em um eterno bate-papo com o leitor, o que ficou ótimo. Ela é muito divertida e até seus pensamentos fogem do comum na maioria das vezes. Bia é uma adulta que apresenta aquelas paranoias femininas como dietas loucas “tentando emagrecer os cinco quilos que ganhou com a depressão pós-desemprego”.

Claro que eu não vou contar a história, mas para resumir sem estragar vou falar que ela conhece um cara maravilhoso (que acaba se tornando seu “encontro”) em um episódio nada convencional: um tiroteio entre policiais e bandidos. E mesmo ali ela consegue ser engraçada, mesmo em seu mau humor. O nome do cara? Vamos chamá-lo de Cara (sim, eu também lembrei da música “Esse cara sou eu”). Vale lembrar que a Bia é um pouco devagar... Não se liga em algumas questões óbvias, e eu tive vontade de pegá-la pelos ombros e falar como a Ana Maria Braga: “Acorda, menina!”.

Então esse Cara é O cara. É músico, mora em Londres, é lindo e romântico. Mas também tem seus lados negativos, já que tende a manipular as coisas e pessoas para que fiquem sempre sob seu controle. Confesso que por horas eu o amei e por outras horas o detestei. E até a Bia descobrir quem é ele, dá muito pano para a manga.

A história fala, então, sobre este envolvimento entre os dois. Sobre erros e acertos do passado. Sobre deixar passar chances, por sermos cabeças duras, ou por julgar que sabemos o que é o melhor para o outro. E sobre verdadeiras amizades, que não importa quanto tempo passemos longe, melhores amigos sempre serão melhores amigos.

Como o livro é em primeira pessoa, os sentimentos da Bia estão ali expostos em carne viva. E isso é mágico, visto que nada é escondido – chega dar aquele frio na barriga em alguns momentos. Significa que a história e os personagens estão palpáveis

O livro todo se passa no Brasil, listando vários ambientes tupiniquins lindos de viver. Gostei do fato de a autora citar algumas coisas da infância da Bia, referenciando os anos 90. Mas tem uma coisa que eu não gostei, eu AMEI: as referências musicais usadas. Vejam, Bia curte música, assim como o Cara. E eles curtem coisas que eu curto, como Beatles, John Mayer e Barão Vermelho (este último então, me gusta mucho).

O nome do livro: ela se acha muito azarada. Então seria azar do cara que quisesse ficar com ela:
“Mas ele girou a chave. Uma, duas, três... Dez vezes. O motor não pegou.
Largou-se no banco, por fim, desistindo. Olhou para mim.
- Deve ser a bateria.
- Não – contestei – Deve ser a minha maré de azar. Deve, não, é! E você está comigo, portanto, azar o seu!
Por um segundo o silêncio foi absoluto. Depois, sem saber direito como aconteceu, a primeira vez em meses, eu caí na gargalhada.”       p. 54

Uma das passagens mais profundas, para mim, foi esta onde o passado ferido de Bia é resumido de forma brilhante:
“- Bia... As pessoas boas também erram.
- Erram tanto que se tonam pessoas más.”     p.306

É um livro lindinho, leve, divertido. Ótimo para você relaxar e esquecer-se do mundo. Eu adoreeei demais! Em geral eu coloco pontos negativos dos livros (vocês sabem disso), mas juro que nesse eu não encontrei nenhum! Então todo mundo lendo já!
Avaliação: 5/5 *-*

segunda-feira, 8 de julho de 2013

"- Queria poder ter meu velho Jimmy de volta. Você não faz ideia de quanta falta sinto dele.- Como você pode esperar que eu seja o mesmo quando (...)? Você também não e a mesma Belle com que me casei. Qual desculpa você tem para isso?" 


"Uma mulher dividida entre o compromisso e o calor de um relacionamento passado." No início da Primeira Guerra, Jimmy, o marido de Belle Reilly, é levado para as trincheiras mortais do norte da França e Belle percebe que não pode ficar de braços cruzados quando tantos estão sacrificando suas vidas. Armada de coragem e boa vontade, ela se torna voluntária como motorista da Cruz Vermelha, também na França.
Então, enquanto cumpre seu dever humanitário, um trágico acidente lhe coloca frente a frente com Etienne — o homem que fez parte de seu passado e a quem nunca esqueceu completamente.
Dividida entre a paixão proibida por Etienne e a lealdade e o amor por Jimmy, Belle encontra-se em uma situação impossível. A confusão de seus sentimentos, misturada à escuridão da mais brutal das guerras, a levará a sucumbir para sempre, ou a força da vida será maior e a conduzirá, finalmente, à verdadeira felicidade?

O livro é a continuação de " Belle" e fui descobrir isso muito tempo depois.
O livro conta a estória de Belle Rylleis, que é casada com Jimmy, o marido mais perfeito que pode existir. Livre e feliz, ela tem sua própria chapelaria, casamento perfeito e outras tantas coisas para lhe alegrar e fazer com ela esqueça o passado. A Primeira Guerra Mundial se aproxima, e por pressão social, Jimmy se alista. Belle não queria isso, não como ela estava, grávida do primeiro filho deles, mas fatos acontecem e ela se vê se voluntariando para guerra também.
E como de praxe não direi mais nada dessa estória, pois é assim que se inicia o livro.
Ao iniciar o livro, me apaixonei de primeira, apesar dos spoilers por ser uma continuação, o livro me conquistou.Pela protagonista, pelo Jimmy, pela Mog , Miranda,e todos os outros, além do enredo, mas por algum motivo a autora enlouqueceu e despencou com o livro.
Um fato que ocorreu me deixou simplesmente desgostosa, o livro que tinha tudo para se tornar queridinho, um dos meus favoritos despencou do meu conceito. A autora cometeu uma atrocidade com uma personagem que eu amava, embora esse fato serviu para desencadear outros fatos, não o achei necessário. Algumas coisas poderiam ter surgido de outra forma na história, mas sendo assim  toda a estória despencou e todos os personagens também.
Belle é uma protagonista extremamente forte, apesar da narração em terceira pessoa, nos vemos sempre unidas e dentro de sua mente e coração, me emocionando muito com ela. Ela é a prova viva de que os traumas nos tornam pessoas melhores. Ela é amável e dá inúmeras provas de seu grande coração, ganhando assim amizades sinceras e homens apaixonados. Mas em alguns momentos, principalmente após o " despencamento" eu não aprovei sua atitude, ela me deixou simplesmente irritada, muito chateada mesmo, mas no fim ela se redimiu e eu a compreendi de coração.
Jimmy é o tipo de homem perfeito! Nos guiando pela época em que o livro se passa, ele sempre se dá como um homem atual de mente aberta e coração também. Eu sou apaixonada pelo Jimmy, pela sua beleza, pelo seu amor e carinho com todos, e não mereceu algumas coisas que aconteceram com ele durante o livro. Mesmo em alguns momentos ele tendo atitudes que embora expliquem, não justificam, eu continuo o amando.
Etienne foi o meu maior problema nessa leitura, eu não sei se eu o amo ou odeio. Suas atitudes embora belas foram muitas vezes egoísta e isso me incomodou demais. Mas acho que ele só ama alguém que ao meu ver não deveria amar, mas definitivamente não foi meu personagem adorado.
Raramente comento sobre os personagens secundários, mas Miranda Forbes- Alton, que se torna melhor amiga de Belle merece o destaque. Assim que ela apareceu na estória ela me conquistou, sua personalidade ímpar, sua coragem, audácia, ousadia, força, vitalidade, beleza e coração me fizeram ama-la e ela foi um dos motivos de eu ter me magoado com livro.Odiei o que a autora fez com ela.
A narrativa de Pearse é extremamente gostosa, fluída e bem fácil de entender, apesar de achar que alguns momentos ela se alongou demais.Ela nos passa uma riqueza de detalhes sobre a guerra que nos choca e nos emociona como poucos autores em terceira pessoa são capazes de fazes.
A capa do livro é bela, repleta de texturas e se encaixa perfeitamente com o livro. O cuidado com a revisão, fonte e detalhes internos muito me agradou e tornou a leitura mais bela.
O livro é bom, mesmo com a decepção, no fim acabei compreendendo que o final era para Belle e não para os outros personagens da estória. Pretendo ler o Belle e o Roubada, outros livros da autora.

" -É nos maus tempos que insistimos em pensar ou nos bons momentos que nos alegram durante os maus tempos?(...)"

terça-feira, 2 de julho de 2013

Simplesmente Ana é um daqueles livros que você se recusa a para de ler. Resolvi lê-lo no início de uma noite e parei às 3 da manhã, por que passou meu sono completamente.

A história conta a vida da mineira Ana que, através do Facebook, descobriu ser uma princesa, filha do rei da Krósvia. Ana tem 20 anos, e a autora Marina Carvalho explora muito bem esta idade, não transformando Ana em madura demais ou adolescente demais. Ela tem que tomar muitas decisões, que até então não teria tomado em sua vida confortável.  Ela é engraçada e leva tudo na esportiva. A trama tem muitos elementos atuais, como chats na internet, emails...
O livro é contado em primeira pessoa, a partir do ponto de vista da Ana, o que é bacana já que ela é muito carismática e tem o espírito da juventude.

É claro que com a temática jovem, terá romance. O caso é típico: ela tem um rolo, Artur, que é lindo, maravilhoso, popular, enquanto ela se acha normal e sem graça (a Síndrome de Bella Swan). Quem sabe ela leu Crepúsculo, não é?! E ao chegar na Krósvia, ela encontra um filho adotivo de seu pai, chamado Alex, que é todo trabalhado na malícia, na beleza e no charme. Sem falar que, a princípio, ele é todo bad boy. Detalhe: Alex tem uma namorada que é um saco.

Ela vai para a Krósvia para ver como é que as coisas funcionam por lá, e tem que decidir, ao longo da história, o que fazer dali em diante: fica no Brasil ou na Krósvia? Esta viagem ocorre logo no início do livro, portanto a trama ocorre, em grande parte, na Krósvia.
Uma coisa que eu não posso deixar passar: Ana é das minhas: AMA livros e torra todo o dinheiro do mês neles. Sei bem como é isso...

O livro é todo fofo: ri bastante em algumas passagens, suspirei em outras e, ainda, senti dor no peito, por exemplo, quando ela falou o que era a saudade (já que esta palavra só existe no vocabulário brasileiro). Amei, mesmo!

Como nenhum livro é perfeito, foram dois pontos que me chamaram atenção, mas não de uma forma boa:
1º - eu não comprei o fato de que todos falam inglês fluente, até mesmo a avó de Ana. Ok, você pode até ter viajado e tal, mas se não tem uma prática diária, você perde a fluência, e isso é óbvio. Ali, apesar de 20 anos sem ir para fora, a mãe ainda fala fluente e a avó nem se fala.
2º - a autora tentou colocar conversas de chat via web com vocabulário internetês (naum, entaum, vc, q). Ok, eu sei que muitas pessoas usam estes termos, mas não acredito que foi a melhor escolha neste caso, visto que se trata de um livro. Pesquisas simples feitas por blogs apontam que por mais que os jovens falem deste modo em chats, quando estes termos aparecem em um livro, não há identificação com a forma escrita.
Apesar de tudo isso, é um livro super leve e lindo.

Para não perder o costume, a Editora Novo Conceito caprichou nos detalhes do livro. A arte da capa é maravilhosa, elegante.
Nem preciso dizer que estou louca pelos próximos livros de Marina Carvalho, por que se continuar neste nível, tem tudo para ser uma das melhores escritoras da atualidade.

Apesar de eu ter colocado aqueles dois pontos negativos, o livro ainda leva a pontuação máxima aqui no blog. Sim, ele é demais. Todos lendo o livro já!


Citação:
"[...] O que um homem bonito faz com o cérebro das mulheres? Congela?"


"Não sei por que, mas é incrível como o brasileiro tem fama ruim. Vira e mexe alguém dá a entender que somos todos depravados, liberais e sem censura. Em parte eu sei por quê. Basta assistir a um desfile de escola de samba no carnaval e ao festival de nudez promovido principalmente por artistas – ou aspirantes a artistas – desesperados por atenção. Mas, puxa! Nós nem fazemos topless com tanta frequência quanto as europeias, que são mais liberais do que nós em muitos aspectos. Dá tanta raiva!"

quarta-feira, 19 de junho de 2013

É o primeiro livro que leio do James e o motivo é que nenhum outro havia me chamado a atenção até Bruxos e Bruxas. Aliás, a propaganda que a editora Novo Conceito fez para esse livro foi enorme, coisa de outro mundo. Vamos aos meus apontamentos sobre a obra:


Sobre a história: Pense no Nazismo. Traga-o para os dias atuais, troque os judeus por acusados de bruxaria e... boom! Terá Bruxos e Bruxas. Ok, darei mais detalhes:
A Nova Ordem é o comando supremo no país e pega qualquer jovem de até 18 anos que ache suspeito de bruxaria para trancar em uma cela. De lá estes jovens não saem a menos que se rendam e renunciem toda a vida anterior. Passam fome, frio, são torturados de algumas formas. Razão? Pois é, ainda estou tentando encontrar... Esta Nova Ordem tem como líder O Único que é O Único, um cara, digamos, nada confiável.

Whit e Wisty Allgood são irmãos e tiveram sua casa invadida no meio da noite pela Nova Ordem – que nada mais é do que uma espécie de novo governo que não aceita pessoas diferentes. Os Allgood são estas pessoas, acusados de bruxaria e isso é condenável com morte.
Não fica bem explicada a razão para tanto ódio contra quem (supõe-se que) tem poderes mágicos, ainda mais com especificação de idade (até 18 anos) então eu fiquei um pouco perdida.  Gosto daqueles livros que trazem uma história louca, mas que explicam todas as ações e razões nos mínimos detalhes, para que seja tudo crível (por exemplo, em Jogos Vorazes), caso contrário, fica tudo vazio, sem argumentos.

Falando em Jogos Vorazes, a nossa garota Wisty lembra muito a personagem Katniss, por seu jeito nada meigo e muito prático. Enquanto Whit tem um senso de humor até que bem razoável. Logo no início o leitor percebe que a Wisty tem alguns poderes, mas ela se recusa a entender e aceitar o fato – isso faz os dois irmãos um pouco lerdos, e isso fica chato. Em tempo: Whit ainda não demonstrou todo o seu potencial, quem sabe na sequência?

Nas celas, enquanto aguardam julgamento d’O Único que Julga (sim, tem O Único para cada coisa), os dois irmãos encontram crianças em situações piores que as deles, mostrando que a coisa pode esquentar ainda mais! Neste momento, há uma visão dos prisioneiros desse sistema, mostrando que eles também não entendem porque estão ali.

Tenho que falar de um fato interessante: o livro não conta com cenas românticas. Whit até tem uma namorada, mas não há foco algum em romance, então é um livro bem genérico. Ainda mais: a obra conta com pontos de vista intercalados entre os dois irmãos, então tanto garotas quanto garotos não ficarão chateados em nenhum momento, pensando que possa ser um livro específico para um gênero.

A obra inicia com a cena final, e então voltam no tempo para explicar o que aconteceu para chegar naquele estágio. Isso eu achei bem legal. A capa “queimando” tem tudo a ver com a história. Os capítulos são curtinhos, o que dá velocidade e leveza.

Em tempo: Os autores citam filmes e livros que são tidos como proibidos pela Nova Ordem, porém alteram os títulos, o que ficam muito legal, como o caso de “A Invenção de Hugo Genet” e “O Ladrão de Trovões”, fazendo referência às obras “A Invenção de Hugo Cabret” e “O Ladrão de Raios”, respectivamente. Muito boa esta interação.

Não foi o melhor livro do ano para mim. Teve tanto auê que eu pensei que seria uma coisa maior. Mas não posso dizer que ele é ruim, porque estaria mentindo. Levando em conta que é início de uma série, então as coisas são mais enroladas, em meu conceito, em uma escala de 1 a 5, Bruxos e Bruxas fica com:


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