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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Gente, ontem eu (Camila) participei de um Hangout, um bate-papo, muito animado com Marina Carvalho, autora de Simplesmente Ana.

Eu participei de um concurso com outros blogs e ganhei a chance de falar abertamente com a autora, fazendo perguntas e tal. Não só eu, teve mais dois blogs que também ganharam.

Enfim, a conversa durou uma hora e está inteirinha disponível no Youtube. Foi um momento muito bacana, de muita risada. O pessoal da editora é tudo de bom, a autora então, nem se fala!

Bem, deixo o bate-papo para vocês conferirem!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Simplesmente Ana é um daqueles livros que você se recusa a para de ler. Resolvi lê-lo no início de uma noite e parei às 3 da manhã, por que passou meu sono completamente.

A história conta a vida da mineira Ana que, através do Facebook, descobriu ser uma princesa, filha do rei da Krósvia. Ana tem 20 anos, e a autora Marina Carvalho explora muito bem esta idade, não transformando Ana em madura demais ou adolescente demais. Ela tem que tomar muitas decisões, que até então não teria tomado em sua vida confortável.  Ela é engraçada e leva tudo na esportiva. A trama tem muitos elementos atuais, como chats na internet, emails...
O livro é contado em primeira pessoa, a partir do ponto de vista da Ana, o que é bacana já que ela é muito carismática e tem o espírito da juventude.

É claro que com a temática jovem, terá romance. O caso é típico: ela tem um rolo, Artur, que é lindo, maravilhoso, popular, enquanto ela se acha normal e sem graça (a Síndrome de Bella Swan). Quem sabe ela leu Crepúsculo, não é?! E ao chegar na Krósvia, ela encontra um filho adotivo de seu pai, chamado Alex, que é todo trabalhado na malícia, na beleza e no charme. Sem falar que, a princípio, ele é todo bad boy. Detalhe: Alex tem uma namorada que é um saco.

Ela vai para a Krósvia para ver como é que as coisas funcionam por lá, e tem que decidir, ao longo da história, o que fazer dali em diante: fica no Brasil ou na Krósvia? Esta viagem ocorre logo no início do livro, portanto a trama ocorre, em grande parte, na Krósvia.
Uma coisa que eu não posso deixar passar: Ana é das minhas: AMA livros e torra todo o dinheiro do mês neles. Sei bem como é isso...

O livro é todo fofo: ri bastante em algumas passagens, suspirei em outras e, ainda, senti dor no peito, por exemplo, quando ela falou o que era a saudade (já que esta palavra só existe no vocabulário brasileiro). Amei, mesmo!

Como nenhum livro é perfeito, foram dois pontos que me chamaram atenção, mas não de uma forma boa:
1º - eu não comprei o fato de que todos falam inglês fluente, até mesmo a avó de Ana. Ok, você pode até ter viajado e tal, mas se não tem uma prática diária, você perde a fluência, e isso é óbvio. Ali, apesar de 20 anos sem ir para fora, a mãe ainda fala fluente e a avó nem se fala.
2º - a autora tentou colocar conversas de chat via web com vocabulário internetês (naum, entaum, vc, q). Ok, eu sei que muitas pessoas usam estes termos, mas não acredito que foi a melhor escolha neste caso, visto que se trata de um livro. Pesquisas simples feitas por blogs apontam que por mais que os jovens falem deste modo em chats, quando estes termos aparecem em um livro, não há identificação com a forma escrita.
Apesar de tudo isso, é um livro super leve e lindo.

Para não perder o costume, a Editora Novo Conceito caprichou nos detalhes do livro. A arte da capa é maravilhosa, elegante.
Nem preciso dizer que estou louca pelos próximos livros de Marina Carvalho, por que se continuar neste nível, tem tudo para ser uma das melhores escritoras da atualidade.

Apesar de eu ter colocado aqueles dois pontos negativos, o livro ainda leva a pontuação máxima aqui no blog. Sim, ele é demais. Todos lendo o livro já!


Citação:
"[...] O que um homem bonito faz com o cérebro das mulheres? Congela?"


"Não sei por que, mas é incrível como o brasileiro tem fama ruim. Vira e mexe alguém dá a entender que somos todos depravados, liberais e sem censura. Em parte eu sei por quê. Basta assistir a um desfile de escola de samba no carnaval e ao festival de nudez promovido principalmente por artistas – ou aspirantes a artistas – desesperados por atenção. Mas, puxa! Nós nem fazemos topless com tanta frequência quanto as europeias, que são mais liberais do que nós em muitos aspectos. Dá tanta raiva!"

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