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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Mais uma vez trago a coluna em fotos, já que a internet continua terrível.
Bem, vamos lá?

Chegaram dois kits em parceria com a Editora Novo Conceito:

Laços Inseparáveis - Emily Giffin
Livro + chaveiro (lindo)

 A Luz Através da Janela - Lucinda Riley
Livro + bloco de anotações 

E eu comprei um livro de uma autora nacional que eu sou louca - sério, ela arrasa. Ela é a minha preferida em autora de história, sem dúvida!

Condessa de Barral - A paixão do Imperador - Mary Del Priore

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Em 15 de agosto de 1909, Euclides da Cunha invadiu a casa do bairro carioca da Piedade onde morava o jovem tenente Dilermando de Assis, amante de Dona Saninha, mulher do escritor, disposto a matá-lo. Poucos minutos depois, no entanto, foi o autor de “Os Sertões” quem perdeu a vida, atingido por três balas do revólver do militar.
Este livro relata os meses que antecederam a tragédia e mostra que, ignorando fatos, a imprensa da época transformou Dilermando em vilão, rótulo que o perseguiu até o fim. A maioria dos jornalistas e escritores que acompanhou o ocorrido concordava com a idéia de que Euclides estava no seu direito, quando decidiu tirar a vida do seu rival. Essa opinião encontrou respaldo na opinião pública, que crucificou Dilermando, mesmo depois de ele ter sido considerado inocente pelos tribunais. Poucos seriam aqueles que, não levando em conta a versão cristalizada do ocorrido, levantariam dúvidas sobre a versão dos fatos.
“A mim a tragédia Euclides-Dilermando me abalou profundamente. Sobre ela meditei muito tempo, dominado pela incerteza. Mas quando conheci todos os detalhes do processo, só então vi, senti em tudo a mão glacial e inexorável da fatalidade – a mesma que levou aos seus crimes o inocente Orestes. E uma coisa até hoje me pergunto: haverá uma só criatura normal das que olham Dilermando com horror, que dentro do quadro daquelas circunstancias, não fizesse a mesmíssima coisa?”, questionava-se em 1916 o escritor Monteiro Lobato.

Em Matar Para Não Morrer, a historiadora Mary Del Priore examina o triângulo amoroso entre Euclides, Dona Saninha e Dilermando, mas não fica restrita a ele, analisando também seu pano de fundo histórico. Valendo-se de uma vasta pesquisa, a autora revela que Euclides não agiu como exceção, quando achou que era a hora de matar ou morrer, repetindo os passos de milhares de outros homens que, estimulados pela sociedade, pegaram em armas para tentar limpar seus nomes.
Um retrato, pintado com sangue, de um duelo sem vencedores, só vítimas. O resultado surpreendente prova que, em nome de valores civilizados, como justiça e honra, justifica-se o injustificável.



Acredito que vocês já estejam cansados da minha ladainha de amor à escritora Mary Del Priore! Mas é que, gente, ela é excelente. Ela é demais! Sem dúvida, minha autora nacional de livros não ficcionais favorita!

Matar Para Não Morrer não é um livro chato, monótono – de forma alguma! É dinâmico, com narrativas e diálogos de deixar o leitor sem fôlego! A Mary sabe cortar o capítulo na hora certa – deixando a gente querendo mais!
Esta história (real) fala sobre o triângulo amoroso entre Dona Saninha, Euclides da Cunha e Dilermando de Assis. Veja bem: Euclides não dava atenção à sua mulher – era um traste, na verdade. Então ela encontrou carinho nos braços do militar Dilermando de Assisaí vocês podem me falar: “Ela não devia trair o marido” ou “Por que não se separavam” ou qualquer coisa do gênero. Aí eu digo para vocês: Era início do século XX, uma sociedade patriarcal, machista, onde a mulher não tinha voz. Deveria viver para servir os maridos e os filhos. Aí quando o marido é ausente e bruto, a coisa piora né?!  É! Além disso, uma separação era muito mal vista na sociedade do período – uma desonra – e em geral, culpa da mulher. Claro que a traição era algo que acontecia – só que tudo era muito velado, e somente ao homem era permitido! Quando a coisa era com a mulher, o homem TINHA que “lavar a sua honra”; e lavava como? Com sangue! – Que horror...
Voltando à história: Dona Saninha se relacionou com Dilermando – inclusive teve um filho com ele (enquanto Euclides estava longe). Então o que o bruto fez? Deixou o filho longe da mãe – e acabou morrendo de inanição após 8 dias – que horror! Porém, algum tempo depois Dona Saninha teve outro filho com Dilermando – que sobreviveu, apesar de ser mal tratado por Euclides.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Sinopse:
"Quando o Brasil era a Terra de Santa Cruz, as mulheres tinham de se enfear e os homens precisavam dormir de lado, nunca de costas, porque a concentração de calor na região lombar excitava os órgãos sexuais. E nos momentos a sós - geralmente no meio do mato, e não em casa, porque chave era artigo de luxo e não era possível fechar as portas aos olhares e ouvidos curiosos -, as mulheres levantavam as saias e os homens abaixavam as calças e ceroulas. Tirar a roupa era proibido. E beijar na boca? Bem... sem pasta e escova de dentes, difícil.

Mas como o proibido aguça mais a vontade, a instituição que mais repreendia os afoitos, ironicamente, acabou se tornando o templo da perdição. Onde as pessoas poderiam se encontrar, trocar risos e galanteios e até ter relações sexuais, sem despertar suspeitas, se não no escurinho... das igrejas?

Casos saborosos como esses são narrados por uma das maiores historiadoras do país, Mary del Priore. Em Histórias Íntimas: Sexualidade e Erotismo na História do Brasil, ela mostra como a sexualidade e a noção de intimidade foram mudando ao longo do tempo, influenciadas por questões políticas, econômicas e culturais, e passaram de um assunto a ser evitado a todo custo para um dos mais comentados nos dias de hoje."

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