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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Segundo O Grande Livro dos Seres Fantásticos, os elfos são os senhores dos bosques, considerados “espíritos do ar”, e os seres mais sábios do mundo. Podem viver centenas de anos e permanecer com aspecto juvenil. Fisicamente possuem poucas diferenças com o ser humano: um pouco mais altos, com orelhas pontiagudas, pele pálida, olhos amendoados. São ágeis e elegantes, com longos cabelos, e os elfos masculinos nunca tem barba. Vivem nos bosques grandes e distantes, que conhecem perfeitamente.
Vestem-se de maneira camuflada e ficam praticamente invisíveis em seus bosques. Além disso, os elfos podem enxergar no escuro, desse modo podem deslocar-se a noite por todos os lugares, inclusive em cavernas. Sabem ler as estrelas, são capazes de ver o futuro, conhecem as propriedades das ervas e frutos dos bosques. Com toda sua sabedoria, conseguem vivem em harmonia com a natureza.
Além disso, é sabida a habilidade dos elfos no manejo de armas. Os torneios e lutas são seus passatempos favoritos e são especialistas em Arco e Espada.
"Contam que, em suas festas, costumam dançar por toda a noite até o nascer do sol. Então, evaporam-se deixando apenas suas pegadas na grama.
Cuidado! Que nenhum humano se atreva a participar de uma de suas danças, pois pode ser mais perigoso do que parece: pode fica enfeitiçado e, ao amanhecer, quando o galo cantar, desaparecer com eles para sempre". (p.14)
Porém os elfos não são todos iguais. Há uma lenda que diz que, no início de sua existência, os elfos se dividiram em dois grupos: os elfos claros e os escuros (drows). Os primeiros foram bons e belos, e povoaram os bosques. Os últimos foram maus e povoaram as profundezas da terra, onde não chega a luz solar.

Elfos Claros: Chamados também de "elfos da luz", dizem que são muitíssimo belos: louros, olhos claros e pele branca (na verdade a pele muito branca é sinal de maior beleza entre estes seres). Gostam de enfeitar a testa e cabelos com joias bonitas. Ainda podem mudar de aparência.
Elfos Escuros (Drows): São mais baixos que os elfos claros, têm pele escura, os pelo brancos e os olhos vermelhos. Enfeitam-se com braceletes e colares, e a maioria tem o corpo cheio de tatuagens. São muito maus: raptam moças e crianças para transformá-las em escravas. São encontrados, em geral, em igrejas e tumbas enormes. Vivem em cidades enormes, construídas sob a terra. Em seus combates usam um tipo de armadura indestrutível, parecida com diamante. Cavalgam grandes lagartos pelo bosque ao entardecer.

Já pela internet, circulam outras informações sobre os elfos:
Os elfos são criaturas místicas das mitologias nórdica e céltica, e aparecem com frequência na literatura medieval europeia. São apresentados como semelhantes à imagem literária das fadas ou das ninfas
Podemos tomar dois grandes autores que trazem os elfos de formas distintas: Willian Shakespeare e Tolkien.
Shakespeare descrevia os elfos como seres quase tão pequenos quanto insetos, em Sonho de uma Noite de Verão. Aparentemente os considerou sinônimos de fairies.
Tolkien os descreve como sábios não muito altos, cerca de 1,50m de altura e belos, sábios, poderosos, fascinantes, e com uma relação muito especial e profunda com a natureza. Trata-se  de uma raça muito explorada nos três livros da série — sendo dois dos personagens secundários mais importantes, Légolas Verdefolha (#todassuspira) e Arwen Undómiel, elfos (sendo esta última meio-elfa). O autor resgatou formas há muito inutilizadas da palavra Elf, Elfo em inglês, cujo plural era comumente Elfs. Em sua obra, Tolkien usava a variedade Elves, e a palavra acabou voltando aos dicionários. Assim como aconteceu com Dwarf, Dwarfs, Dwarves – que significa Anão (sentiu o poder da obra de Tolkien?).
Para Tolkien, tanto humanos como elfos são Filhos de Ilúvatar, mas os elfos são "imortais", pelo menos enquanto Arda (o Mundo), existir. Não envelhecem nem adoecem e, se forem mortalmente feridos ou sofrerem um grande desgosto, reencarnam nas Mansões de Mandos, em Valinor.
Légolas, para a alegria das meninas!
 Ainda podemos citar a Saga de Hrolf Kraki, onde um rei chamado Helgi estupra e engravida uma elfa - a mulher mais bela que jamais vira. A elfa dá a luz a meio-elfa Skuld, muito boa em feitiçaria e, praticamente, invencível em batalha – já que quando seus guerreiros caíam, ela os fazia erguerem-se de novo para continuar a luta. A única forma de derrotá-la era capturá-la antes que pudesse convocar seus exércitos, que incluíam guerreiros elfos. Skuld casou-se com Hjörvard, que matou Hrólfr Kraki.
Também há “o Heimskringla e na Saga de Thorstein, o Filho do Viking, relatos de uma linhagem de reis locais que governaram Álfheim, correspondente à atual província sueca de Bohuslän, cujos naturais, desde então, teriam sangue élfico e tinham a reputação de serem mais belos que a maioria dos humanos. O primeiro rei se chamou Alf (elfo) e o último, Gandalf (Elfo do Bastão, inspiração para o Gandalf tolkeniano)”.
Ainda dentro da Mitologia Nórdica, nas poesias e nas sagas, os elfos são ligados aos Æsir pela frase muito comum "Æsir e os elfos” ("todos os deuses"). Eruditos chegam a comparar os elfos aos Vanir (deuses da fertilidade). Mas no Alvíssmál ("Os ditos do Conhecedor de Tudo"), os elfos são considerados diferentes tanto dos Vanir quanto dos Æsir, como mostra uma série de nomes comparativos na qual são dadas as versões dos Æsir, dos Vanir e dos elfos para diferentes palavras, refletindo as preferências de cada categoria.
Como sabemos, a mitologia nórdica influenciou imensamente a cultura inglesa. Assim, em geral, os elfos mencionados em histórias medievais inglesas são do sexo masculino e, frequentemente, de caráter assombroso, relacionados ao estupro e assassinato. A única elfa mencionada com frequência é a Rainha dos Elfos, ou da Elfland. Já nos contos populares do início da Idade Moderna, os elfos são descritos como seres pequenos e travessos, que aborrecem os humanos ou interferem em seus assuntos. Nessa tradição, os elfos se tornaram sinônimos das "fadas" originadas da antiga mitologia céltica.

Uma lenda diz que se alguém espalhar folhas de escambroeiro (não faço ideia do que isso seja) ou espinheiro-cerval (Rhamnus cathartica, em inglês blackthorn, de frutos purgativos – que também não sei o que são) em um círculo e dançar dentro dele sob a lua cheia, aparecerá um elfo. O dançarino deve ver o elfo e dizer, “Halt and grant my boon!” ("Pare e me dê a bênção!") antes que ele fuja, e o elfo atenderá a um desejo.
No épico medieval alemão Nibelungenlied ("A Canção dos Nibelungos" ou ainda “O Anel dos Nibelungos”), um anão chamado Alberich tem um papel importante. Alberich significa literalmente "rei-elfo", o que contribui para a confusão de anões com elfos. Através do francês Alberon, o mesmo nome originou o inglês Oberon – rei dos elfos e das fadas (fairies) em Sonho de uma Noite de Verão de Shakespeare.
J.K. Rowling trouxe-nos outro tipo de elfos em Harry Potter: os Elfos-domésticos. São pequenos humanoides, que passam suas vidas servindo uma família ou instituição. A não ser que sejam libertados, seus descendentes vão continuar suas tarefas e a servir a família. Não apresentam cultura própria e existem somente para servir. Usam coisas como fronhas de travesseiro no lugar das roupas porque não podem usar roupas enquanto servem. Se um mestre presenteia um elfo-doméstico com roupas, este estaria livre e poderia deixar a família para sempre.

Alguns livros que fazem referência aos elfos:
  





O Grande Livro dos Seres Fantásticos

domingo, 16 de dezembro de 2012


Reúne, num único volume, as principais lendas relativas à mitologia dos povos que habitaram, nos tempos pré-cristãos, os atuais países escandinavos (Noruega, Suécia e Dinamarca), além da gélida Islândia. Este conjunto de mitos também teve especial desenvolvimento na Alemanha, que foi a grande divulgadora da cultura dos nórdicos. Com a expansão das navegações vikings, esta difusão alcançou os povos de língua inglesa e deixou sua marca na própria denominação dos dias da semana destes países.
Fonte de inspiração para as mais variadas áreas, a mitologia nórdica influenciou uma legião de artistas na criação de suas próprias obras, tal como o escritor inglês J. R. R. Tolkien e o argentino Jorge Luís Borges. Também o compositor alemão Richard Wagner utilizou as lendas vikings para compor a famosa tetralogia operística O Anel dos Nibelungos, que apresentamos sob a forma romanceada de uma pequena novela, na segunda parte deste volume. Nestas histórias, não faltam ação, romance e até a presença de uma insuspeita veia cômica, já que a maioria dos personagens transitam pelo grotesco, numa profusão de anões, gigantes e elfos. Eis aqui uma das principais "raízes" das modernas sagas de RPG.
Livro ganhado de presente ♥

Esqueça o Thor, Loki e Odin que a Marvel trouxe (falo dos filmes, já que não posso falar dos quadrinhos, pois nunca os li). A real mitologia nórdica tem histórias muito interessantes, diferentes das contadas nos filmes que temos visto ultimamente. É claro que eu sei que estes não tem compromisso com a “realidade mitológica” (se é que isto existe).
Bem, para quem não sabe, Tolkien era grande apreciador destas mitologia, e se inspirou nesta para a criação de O Senhor dos Anéis (sabe aquela história d’O Anel? Saiu daqui!).

Vamos ao que interessa! Esta mitologia surgiu com os povos pré-cristãos, situados onde atualmente ficam os países escandinavos (Noruega, Suécia e Dinamarca) e a Islândia. Apesar disso, foi muito divulgada pela Alemanha, com a expansão das navegações vikings.
O livro é dividido em duas partes: A primeira metade do livro traz histórias mitológicas, demonstrando toda a imaginação daquele povo. A segunda metade traz a versão romanceada da ópera de O Anel dos Nibelungos, escrita por Richard Wagner entre 1848 e 1874. E vou falar de forma isolada de cada parte.
É retórico dizer que muitas mitologias são parecidas – e não seria diferente com a nórdica, já que é impossível não lembrar a mitologia grega, tanto em relação aos deuses como as histórias.

Aqui temos Asgard, que é a morada dos deuses; e também temos Midgard, que é a terra média, onde vivem outros seres vivos – duendes, elfos e humanos. E muitos outros mundos – ao total são 9 e para que eu não me estenda demasiadamente, prefiro não citá-los.
Os principais deuses são Odin (deus supremo), Thor (deus da força), Freya (deusa da juventude e do amor) e Fricka (esposa de Odin e deusa do matrimônio e fidelidade). Loki (“deus” das trapaças) é, na verdade, considerado um semi-deus, já que é descendente dos gigantes – inimigos diretos dos deuses.
Poderíamos dizer, de forma grosseira, que os deuses nórdicos são parecidos com os gregos. Thor, Freya, Odin, Fricka. Todos eles não medem esforços para atingir seus objetivos. São tempestuosos, temperamentais e ardilosos. Se precisarem matar para alcançar um fim, não hesitarão (mesmo que seja apenas por um capricho). Mas não fiquem receosos, os deuses gregos são assim também.

Porém, há uma grande diferença: o destino dos deuses. Se nas outras mitologias não há um final para eles, na nórdica há sim! A Batalha de Ragnarok (O Crepúsculo dos Deuses) é a luta final onde há “deuses contra gigantes; duendes contra elfos; humanos contra humanos; todos contra todos”. Tenso? Pois é, tenso mesmo. Nesta batalha (que é narrada através das histórias, mesmo) os gigantes invadem Asgard e ali começa uma luta terrível, onde poucos deuses sobrevivem; entre eles: Vidar, filho de Odin; Magni, filho de Thor; Hoder e Balder, deuses muito queridos.
Antes de qualquer coisa, não é spoiler nenhum eu contar sobre a mitologia – afinal, não é um romance. É uma história cultural de um povo.

Como devem ter percebido, Odin, Thor e Loki (que são os três mais famosos entre a atualidade) não foram citados acima. Pois vou contar para vocês: a luta é terrível e nenhum deles sobrevive. Inclusive eu tenho que dizer que o destino de Loki, o perverso, até que a Batalha comece, é terrível. Por ter provocado a morte de um dos deuses mais queridos, é condenado a um suplício terrível: amarrado a três rochas imensas, tem como companheira uma cobra enfeitiçada que baba seu veneno no rosto do semi-deus, causando muita dor. Só sai de lá quando a Batalha de Ragnarok inicia.

Como eu já disse, na segunda parte do livro há a versão romanceada da ópera “O Anel dos Nibelungos”, que traz a história d’O Anel. Obra que inspirou J.R.R. Tolkien para escrever seus livros.
Conta-se que o anão Alberich espiava as ninfas que guardavam o rio Reno, quando ele percebeu que havia muito ouro no fundo das águas. As ninfas explicaram (quase que como sem querer) que se fizesse um anel com aquele ouro – desde que renunciasse totalmente ao amor, Alberich seria o ser o senhor do universo. E assim ele o fez. O problema é que este anel era a ganância pura, fazendo com que quem o usasse se tornasse um tirano, pensando apenas em poder. Para não me ampliar em demasia, vou resumir dizendo que o anel passou por muitas mãos (anões, deuses, gigantes), sempre trazendo desgraça para quem o possuísse.
Não posso falar de todas as histórias – iria me estender ainda mais!

Temos um probleminha (ou, pelo menos, eu tenho): os nomes são muito complexos – tanto em grafia quanto em fonética, o que dificulta um pouco a leitura. Além disso, muitos nomes são parecidíssimos, fazendo com que eu tivesse que voltar alguns capítulos a fim de saber se estava falando da mesma personagem, ou se tinha mudado.
A narrativa do livro é de vários contos dispostos de forma a contar uma história, realmente – não necessariamente sequencial.
Como ponto negativo, posso dizer que a obra apresentou alguns erros ortográficos – não prejudicaram a leitura, entretanto.
Como ponto positivo? Bem, para mim, a mitologia toda já é um ponto positivo (sim, sou suspeita demais!).
Sei que falei mais sobre a mitologia em si do que do livro, mas entenda que é praticamente impossível não se deter à mitologia.

Curiosidade:
A influência da mitologia nórdica por toda a Europa foi tanta, que até alguns dias da semana foram “homenageados”: Thursday – dia de Thor e Friday – dia de Freya.
Por Odin! 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Já faz um tempo que eu ando obervando uma coisa: os leitores do blog ADORAM mitologia. É só colocar algo relacionado ao tema, que vocês destacam o quanto gostam. Pois bem, pensando nisso resolvi fazer um “Mês da Mitologia” aqui no RLeitora.

Então estou fazendo um Concurso Cultural valendo “Contos Inacabados” do J.R.R. Tolkien.

Como faz para participar? Simples! No formulário abaixo resuma, em um parágrafo, todo o seu amor pela mitologia.

Ah! E o prêmio para o Sistema de Pontuação do mês é o “Livro de Ouro da Mitologia - Histórias de Deuses e Heróis”, de Thomas Bulfinch.
Então já sabem o esquema para este, certo? Se não sabe, confira este post que explica tudo! http://resenhasdeumaleitora.blogspot.com/2012/11/sistema-de-pontuacao.html

terça-feira, 25 de setembro de 2012


Um navio retorna de uma intensa batalha pelas costas gregas. Uma mulher observa o contorno do Peloponeso na penumbra do crepúsculo. É a jovem Helena, oferecida pelo pai ao conquistador Menelau para garantir a paz e sobrevivência de seu povo. Uma fatídica decisão que seria carregada de tristeza e tragédia, porque Helena começa a buscar nos braços de outros, aquilo que lhe fora negado. 
Numa narrativa lírica e original, esta obra traz a versão de Helena da história lendária que é conhecida em todo o mundo, a disputa que originou a guerra de Troia. De sua infância em Esparta aos anos turbulentos de sua união com Menelau e a fuga com Páris e todas as suas consequências. A vida de uma mulher que estava destinada ao poder, mas era movida à paixão e seu amor provocou uma das guerras mais famosas de todos os tempos. 



Esqueça o que você já leu sobre Helena! Só assim você vai realmente se deliciar com esta obra. Por que eu digo isso? Porque a autora Francesca Petrizzo deu uma nova cara à nossa querida Helena de Esparta, ops, de Troia.
Aqui ela não é filha de Zeus, exatamente, e também não é flechada pelo cupido. É uma mulher comum da Esparta antiga – ok, é uma princesa, mas é uma mulher completamente humana em seus sentimentos mais profundos.

Helena, filha de Leda e Zeus (ela deixa claro que pensam que ela é filha de Zeus, enquanto sua mãe tem vários amantes), é uma princesa muito bela – de beleza sem igual. Vive uma vida de luxos, mas para ela isto não é interessante: preferia o afeto que nunca recebeu. Por este motivo, abandona tudo a cada fagulha de amor que encontra. O livro trata de seus amores, com uma visão humanizada para a Guerra de Troia, sem interferência de deuses, semideuses ou homens com talentos especiais.
Como um diário: íntimo, pessoal, fascinante. A autora trouxe vários elementos míticos da Rainha de Esparta, mas fez com que estes ficassem o mais humanizados possível – como já disse, sem interferência de deuses.

A frase que resume o livro: Eu sou de pedra. Helena pensa que tem que ser de pedra para aguentar as pressões e humilhações. Além disso, a nossa protagonista vive de fantasmas, e isto é nítido: ela vive das lembranças da sua vida. Demonstra apenas em poucos momentos a vivência no agora, realmente.
Homero escrevia suas histórias em forma poetizada (quem leu a Odisséia e Ilíada pode conferir), então a autora traz esta referência lírica em toda a narrativa, nos levando a uma viagem ao tempo.
A autora construiu muito bem os personagens, caracterizando-os de forma marcante. Em contrapartida, não consegui absorver os detalhes dos cenários – em minha opinião, faltou um maior delineamento dos ambientes.

Além disso (sim, eu tenho que dar aquela puxada na história), a autora escreve como se estivesse no período. Até aí ok! Mas Helena fala o tempo todo em Grécia - e naquela época a Grécia não se chamava Grécia, então não está coerente com o contexto do momento. Entendo que, talvez, ela utilizou a expressão para que todos pudessem se localizar e identificar, mas a meu ver ficou incoerente, mesmo.
No geral a obra é deliciosa de ler. Mas como eu disse: dispa-se do que você aprendeu sobre a Guerra de Troia, caso contrário você vai achar muitas disparidades, e talvez não goste da narrativa.

É aí que eu pergunto: Quem não conhece uma Helena? Que é de pedra, que vive de lembranças... Todos conhecemos alguém assim, não?

Curiosidades:
* O texto que traz, originalmente, a história da Guerra de Troia se chama Ilíada e foi escrito pelo poeta grego, Homero.
* O que conhecemos hoje como Grécia Antiga não era um país, mas um aglomerado de Cidades-Estados, cidades com autonomia econômica e política – cada uma tinha seu rei. Estas cidades ficavam na região chamada de Hélade (na verdade até hoje a região é assim chamada), por isso se autodenominam Helenos.
* Não há informações históricas sobre a figura de Helena. É possível que Heródoto tenha escrito sobre a mulher Helena, fazendo dela uma figura representativa a todas as “helenas” da Grécia Antiga.
* Ainda não está provado que a Guerra de Tróia realmente ocorreu. Os escombros de uma cidade que, possivelmente, seja Tróia foram encontrados abaixo de outras cidades (segundo a localização dada por Heródoto), porém o fato da guerra ainda divide os estudiosos.



Vale conferir uma entrevista exclusiva que a Luciana Tazinazzo, do blog Aceita um Leite?, fez com a autora!

Vou mostrar um pedacinho:
Como foi o processo de pesquisa para escrever Helena de Troia? O livro é um romance, mas podemos encontrar indícios históricos reais na narrativa?
Eu cresci lendo as mais diferentes versões da mitologia grega que eu pude encontrar. Quando comecei a escrever, eu as misturei e combinei como achei melhor, tentando torná-las plausíveis e críveis. Eu não fiz tanta pesquisa quanto escrevi baseando-me nas coisas que já estavam impregnadas em mim, o que eu gostava mais.


sexta-feira, 21 de setembro de 2012


O que é um mito?
Mito é um tipo de narrativa de natureza simbólica, utilizada para explicar fenômenos de determinada cultura. Um dos objetivos do mito é conduzir conhecimento e explicar episódios que a ciência ainda explica (não explicava, no caso da antiguidade, onde a quantidade de mitos é maior). É interessante ressaltar que todas as culturas têm seus mitos!

Não é novidade que a literatura “pega emprestado” alguns elementos da mitologia em geral para alimentar sua trama.
A lista de romances é interminável e não me deterei em nomes, a priori. Mas por que eu toquei neste assunto? Bem, olhem a quantidade de livros que estão sendo lançados com elementos mitológicos – e a lista só tende a aumentar, ano após ano!
Não tenho notícias do primeiro livro romanceado que utilizou esta temática, mas posso citar que o primeiro que eu conheci foi “Drácula” do autor Bram Stocker (1897) – sim, pode ser clichê, mas é o primeiro que eu tenho notícias.
Nórdica, Grega, Vampiros, Anjos, Duendes, Demônios e muitas outras variações, o que interessa é a variação do mito. Visto que se não há releitura, há o esquecimento. E isso ninguém quer (ou eu, ao menos, não quero).

Há de se tomar partido: os mitos não dizem nada que nos instrua acerca da ordem do mundo, a natureza do real, a origem do homem ou seu destino. Não pode se esperar deles nenhuma complacência metafísica; não acudirão ao resgate de ideologias extenuadas. (Lévi-Strauss, 1981, p 577)

Não vou entrar nas questões de variações mitológicas – seria uma discussão muito longa, ainda mais em razão de eu adorar esta temática, então a extensão seria garantida. O meu ponto é: o que chama tanto a nossa atenção nesta temática?
Posso afirmar que é, exatamente, esta “não realidade” do assunto! Sim, o fato de fugir do mundo real, dando uma versão mais romantizada, ou mesmo mais interessante para os eventos, deixa todo e qualquer leitor extasiado.
Não concorda que Drácula (um simples e grande exemplo) fez tanto sucesso com sua variação de um mito (conde Vlad III) que inspira até hoje romances vampirescos?
O que diria da mitologia grega, então?

É claro que estes livros romanceados, que tem apenas toques de mitos, não tem qualquer compromisso com a veracidade das informações (por mais que estas sejam simbólicas) – eles têm a função de prender o leitor em uma narrativa dinâmica e bonita, onde a referência utilizada pelo autor não precisa estar explicitada.

Posso expor algumas obras que tiveram algum elemento mitológico para impulsionar o enredo - claro que são somente poucos exemplos, frente ao grande número de obras lançadas com referências em mitos: 

 

 Compare os preços de Carmela e Lorenzo
 Compare os preços de Hades
 Compare os preços de Crepúsculo
 Compare os preços de A Batalha do Apocalipse












Compare os preços de O Ladrão de Raios


Já notaram que em quase tudo há um toque mitológico? Prestem atenção e vão perceber!

Afinal eu falei sobre minha paixão: mitologia. E vocês gostam de quê?

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Primeiro volume da saga Percy Jackson e os Olimpianos, O Ladrão de Raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade.
O garoto-problema Percy Jackson é um deles. Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos – jovens heróis modernos – terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.




Tive certa resistência em começar minha leitura da saga Percy Jackson e os Olimpianos. Tinha pré-conceitos sobre as obras, o que não me permitiam olhar com bons olhos para os títulos. Até que dois amigos, que tem bom gosto para livros, me falaram tão bem sobre a saga do Percy que resolvi dar um desconto e experimentar.
O fato de contar com Mitologia Grega me fascinou demais! Como estudante da História, esta é uma parte que muito me agrada!
Retiro todos os conceitos pré-formados que um dia tive. Saga Maravilhosa! Sim, com M maiúsculo!

* Sobre o estilo de Rick Riordan
Rick Riordan me supreendeu! Como já disse, comecei a ler este livro com uma opinião pré-formada, pensando que seria uma saga sem graça (sim, porque já me deparei com best-sellers que eram horríveis). Como estava enganada. A trama é cheia de reviravoltas e surpresas. A narrativa de Riordan é de deixar o leitor sem fôlego. Realmente amarra!

* Sobre a história do livro
Perceu Jackson é um garoto problemático, com déficit de atenção e dislexia, que vive em Nova York. Vive em colégios integrais e tem apenas um amigo, Grover. Não conhece seu pai.
Este poderia ser o enredo de muitos meninos por aí, se não fosse um detalhe que acontece, e que eu não vou contar, que muda sua vida do avesso. As descobertas de Percy são fascinantes e reúnem toda a mitologia grega. Mas quem, em sã consciência, afirmaria que os deuses gregos ainda estariam vivos?
Após ir para O acampamento, conhece Anabeth, uma garota especial, assim como ele. E aí, faz-se o trio invencível!

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