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terça-feira, 2 de abril de 2013




Olá, queridos leitores e visitantes! 

Minha coluna é voltada para a análise de livros e suas adaptações, discorro sobre o assunto, mostrando os pontos altos e também os baixos das obras. Até o momento as obras abordadas foram Sangue Quente, O Lado Bom da Vida e Jogos Vorazes. Contudo, hoje estarei iniciando uma série especial de posts, onde abordarei os contos de fadas clássicos tomando por base os contos dos irmãos Grimm e suas adaptações cinematográficas.
Então, sem mais delongas vamos ao que interessa. Bem vindos ao espetacular, amável e brutal mundo dos contos de fadas!

Você conhece realmente o conto da Branca de Neve? A famosa princesa odiada pela madrasta apenas por ser mais bela que ela, o caçador contratado para mata-la e arrancar seus pulmões e fígado para que a madrasta pudesse comê-los? A clássica pergunta “Espelho, espelho meu, há no mundo alguém mais bela do que eu?”, A princesa fugitiva que é amparada por sete anões, envenenada por uma maçã, salva pelo príncipe que, depois de se casar com a Branca de Neve, obrigou a Madrasta dançar com sapatos de ferro em brasas até a morte? Bom, talvez vocês não tenham ouvido esta versão da história. Os contos clássicos, por muitas vezes, tem origens escabrosas e repletas de terror. Os camponeses da França do século XVI contavam histórias repletas de sexo, violência, sangue, morte e fome, isso porque na época eles não eram narrados para crianças, enquanto as mulheres teciam e fiavam elas contavam as histórias, uma curiosidade legal é que dizem daí ter surgido o termo “tecer uma história”. A partir do século XVIII os contos começaram a ganhar um tom mais infantil e cheio de “finais felizes”, apesar de não terem sido os pioneiros, os nomes a seguir foram os que obtiveram maior êxito na releitura dos contos: Charles Perrault, francês; Jacob e Whilelm Grimm, alemães; e Hans Christian Andersen, dinamarquês.

Um pouco mais do conto

Em “Branca de Neve” dos irmãos Grimm ainda é possível ver um pouco da brutalidade do conto, como o fato da Rainha - e madrasta - contratar um caçador para assassinar a enteada e lhe trazer os pulmões e fígado, porém o caçador fica com pena de Branca de Neve e a deixa fugir, em seguida ele mata uma corça e entrega os órgãos para a Rainha, satisfeita ela manda o cozinheiro preparar um banquete com as “iguarias” para que possa saborear sua vitória. Ao final, o mesmo príncipe que salva Branca de Neve ordena que a madrasta dance com sapatos de aço superaquecidos até ela morrer. Além da história clássica esses elementos estão presentes na história dos Grimm. Saindo da literatura e migrando para a sétima arte, encontraremos diversas adaptações deste clássico, a seguir, destaquei algumas obras em especial.

As adaptações

O primeiro filme da linda princesa de cabelos negros como ébano, pele branca como a neve e a face vermelha como sangue, foi produzido em 1902, contudo, o filme feito em 1916 teve uma melhor recepção, além de contar com a atriz Marguerite Clark, musa do cinema mudo, no papel da princesa. Em 1937, sob o titulo A Branca de Neve e os Sete Anões, na versão da Disney, a história adquiriu contornos mais românticos e acabou cativando o mundo e entrando para a história, essa animação foi premiada com o Oscar. Entre tantas outras adaptações, chegamos as melhores - ao menos para esse que vos escreve.


Em 1997 temos A Floresta Negra (Snow White: A Tale of Terror), com uma proposta mais sombria o filme recebeu muitas críticas me seu lançamento, porém recebera muitos elogios por ser considerada a adaptação mais fiel ao conto dos Grimm. A madrasta foi interpretada por Sigourney Weaver (eterna Tenente Ripley da franquia Alien) e quem deu vida a Branca de Neve foi a atriz Monica Keena. Sem dúvidas é uma das melhores adaptações, atuações boas e uma história que cativa o espectador, um filme pouco conhecido, mas que eu recomendo fortemente. Um adendo: o lema do filme é "O Conto de Fadas Acabou"



No ano de 2002, tivemos outra adaptação, Snow White, foi um filme produzido diretamente para a TV. Esta versão é bem fantasiosa, onde cada anão representa uma cor do arco-íris, além da madrasta-rainha ser uma bruxa e possuir um irmão zumbi e feiticeiro. O filme não é nenhum clássico, porém é bem divertido e conta com a lindíssima Kristin Kreuk como Branca de Neve.



Em 2012 tivemos “apenas” duas adaptações, uma intitulada Espelho, Espelho Meu, versão essa um pouco mais cômica e infantil, um filme mediano e totalmente esquecível, apesar de ter Julia Roberts elenco. 



A outra versão foi Branca de Neve e o Caçador, versão que caiu no meu gosto, apesar de não ser um filme excelente. Aqui Branca de Neve é uma guerreira, o caçador é um dos protagonistas da história, o tom mais medieval e sombrio garantem a diversão, além de contar com uma boa fotografia. Kirsten Stewart - ainda sem muitas expressões faciais - dá vida à princesa guerreira, enquanto Chris Hemsworth (Thor) empresta sua força ao caçador. A rainha é ninguém menos que a estonteante Charlize Theron que sem dúvidas rouba a cena. Neste filme, novamente, temos o lado mais sombrio do conto dos Grimm resgatado.

Uma menção honrosa que não pode deixar de ser feita é à série de TV Once Upon a Time. Neste seriado vários contos de fadas se intercalam em uma trama muito bem escrita, o visual e a narrativa jogam os espectadores no mundo dos contos. A base da história, claro, é da Branca de Neve. Não deixem de assistir, certamente vão se apaixonar pela série.


O post está chegando ao final, em breve trarei outro conto até vocês. Enquanto a próxima matéria não chega, vamos fazer uma votação. Na opinião de vocês, qual a Branca de Neve mais bela do cinema? Abaixo estão algumas, caso lembre de outra deixe o nome nos comentários.



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