Olá, queridos leitores e visitantes!
Minha coluna é voltada para a análise de
livros e suas adaptações, discorro sobre o assunto, mostrando os pontos altos e
também os baixos das obras. Até o momento as obras abordadas foram Sangue
Quente, O Lado Bom da Vida e Jogos Vorazes. Contudo, hoje estarei iniciando uma
série especial de posts, onde abordarei os contos de fadas clássicos tomando
por base os contos dos irmãos Grimm e suas adaptações cinematográficas.
Então, sem mais delongas vamos ao que
interessa. Bem vindos ao espetacular, amável e brutal mundo dos contos de
fadas!
Você conhece realmente o conto da Branca
de Neve? A famosa princesa odiada pela madrasta apenas por ser mais bela que
ela, o caçador contratado para mata-la e arrancar seus pulmões e fígado para
que a madrasta pudesse comê-los? A clássica pergunta “Espelho, espelho meu, há
no mundo alguém mais bela do que eu?”, A princesa fugitiva que é amparada por
sete anões, envenenada por uma maçã, salva pelo príncipe que, depois de se
casar com a Branca de Neve, obrigou a Madrasta dançar com sapatos de ferro em
brasas até a morte? Bom, talvez vocês não tenham ouvido esta versão da
história. Os contos clássicos, por muitas vezes, tem origens escabrosas e
repletas de terror. Os camponeses da França do século XVI contavam histórias
repletas de sexo, violência, sangue, morte e fome, isso porque na época eles
não eram narrados para crianças, enquanto as mulheres teciam e fiavam elas
contavam as histórias, uma curiosidade legal é que dizem daí ter surgido o
termo “tecer uma história”. A partir do século XVIII os contos começaram a
ganhar um tom mais infantil e cheio de “finais felizes”, apesar de não terem
sido os pioneiros, os nomes a seguir foram os que obtiveram maior êxito na
releitura dos contos: Charles Perrault, francês; Jacob e Whilelm Grimm,
alemães; e Hans Christian Andersen, dinamarquês.
Um pouco mais do conto
Em “Branca de Neve” dos irmãos Grimm
ainda é possível ver um pouco da brutalidade do conto, como o fato da Rainha -
e madrasta - contratar um caçador para assassinar a enteada e lhe trazer os
pulmões e fígado, porém o caçador fica com pena de Branca de Neve e a deixa fugir,
em seguida ele mata uma corça e entrega os órgãos para a Rainha, satisfeita ela
manda o cozinheiro preparar um banquete com as “iguarias” para que possa
saborear sua vitória. Ao final, o mesmo príncipe que salva Branca de Neve ordena
que a madrasta dance com sapatos de aço superaquecidos até ela morrer. Além da
história clássica esses elementos estão presentes na história dos Grimm. Saindo
da literatura e migrando para a sétima arte, encontraremos diversas adaptações
deste clássico, a seguir, destaquei algumas obras em especial.
As adaptações
O primeiro filme da linda princesa de
cabelos negros como ébano, pele branca como a neve e a face vermelha como
sangue, foi produzido em 1902, contudo, o filme feito em 1916 teve uma melhor
recepção, além de contar com a atriz Marguerite
Clark, musa do cinema mudo, no papel da princesa. Em 1937, sob o titulo A Branca de Neve e os Sete Anões, na
versão da Disney, a história adquiriu contornos mais românticos e acabou
cativando o mundo e entrando para a história, essa animação foi premiada com o
Oscar. Entre tantas outras adaptações, chegamos as melhores - ao menos para
esse que vos escreve.
Em 1997 temos A Floresta Negra (Snow White:
A Tale of Terror), com uma proposta mais sombria o filme recebeu muitas
críticas me seu lançamento, porém recebera muitos elogios por ser considerada a
adaptação mais fiel ao conto dos Grimm. A madrasta foi interpretada por Sigourney Weaver (eterna Tenente Ripley da franquia Alien) e quem deu vida a Branca de Neve
foi a atriz Monica Keena. Sem
dúvidas é uma das melhores adaptações, atuações boas e uma história que cativa
o espectador, um filme pouco conhecido, mas que eu recomendo fortemente. Um adendo: o lema do filme é "O Conto de Fadas Acabou"
No ano de 2002, tivemos outra adaptação,
Snow White, foi um filme produzido
diretamente para a TV. Esta versão é bem fantasiosa, onde cada anão representa
uma cor do arco-íris, além da madrasta-rainha ser uma bruxa e possuir um irmão
zumbi e feiticeiro. O filme não é nenhum clássico, porém é bem divertido e
conta com a lindíssima Kristin Kreuk como
Branca de Neve.
Em 2012 tivemos “apenas” duas
adaptações, uma intitulada Espelho,
Espelho Meu, versão essa um pouco mais cômica e infantil, um filme mediano
e totalmente esquecível, apesar de ter Julia
Roberts elenco.
A outra versão foi Branca de Neve e o Caçador, versão que caiu no meu gosto, apesar de não ser
um filme excelente. Aqui Branca de Neve é uma guerreira, o caçador é um dos
protagonistas da história, o tom mais medieval e sombrio garantem a diversão,
além de contar com uma boa fotografia. Kirsten Stewart - ainda sem muitas
expressões faciais - dá vida à princesa guerreira, enquanto Chris Hemsworth
(Thor) empresta sua força ao caçador. A rainha é ninguém menos que a
estonteante Charlize Theron que sem dúvidas rouba a cena. Neste filme,
novamente, temos o lado mais sombrio do conto dos Grimm resgatado.
Uma menção honrosa que não pode deixar
de ser feita é à série de TV Once Upon a
Time. Neste seriado vários contos de fadas se intercalam em uma trama muito
bem escrita, o visual e a narrativa jogam os espectadores no mundo dos contos.
A base da história, claro, é da Branca de Neve. Não deixem de assistir,
certamente vão se apaixonar pela série.
O post está chegando ao final, em breve
trarei outro conto até vocês. Enquanto a próxima matéria não chega, vamos fazer
uma votação. Na opinião de vocês, qual a Branca de Neve mais bela do cinema? Abaixo estão algumas, caso lembre de outra deixe o nome nos comentários.









