Livro que eu peguei emprestado da
minha amiga Ju! Valeu nega!
Definição: EU!
Gerry e Holly eram
namorados de infância e ficariam juntos para sempre, até que o inimaginável
acontece e Gerry morre, deixando-a devastada. Conforme seu aniversário de 30
anos se aproxima, Holly descobre um pacote de cartas nas quais Gerry,
gentilmente, a guia em sua nova vida sem ele. Com ajuda de seus amigos e de sua
família barulhenta e carinhosa, Holly consegue rir, chorar, cantar, dançar e
ser mais corajosa do que nunca.
Definição: EU!
Vi o filme há muito tempo, então
não me recordo muito do que passava – o que foi positivo, a meu ver, já que
pude ler a obra sem ficar lembrando dos acontecimentos – ok, confesso! Fiquei lembrando
do Gerry que foi interpretado pelo lindo Gerard Butler! * suspira*
O livro, situado na Irlanda,
começa contando sobre o luto de Holly – que perdeu seu jovem marido Gerry, em
razão de um câncer no cérebro. Gerry deixou uma lista de coisas para Holly
fazer após sua morte – coisas triviais com as quais eles brincavam quando ele
ainda vivia, como por exemplo: ela deveria comprar um abajur para não tropeçar
no escuro do quarto. São 10 cartas que ele faz para Holly, direcionando a vida
da amada. Ela as recebe de uma vez só, com a instrução de abrir uma a cada mês (que
agonia, né?)
Por que eu coloquei como definição
a palavra EU? Não, não tem nada a ver comigo. É a Holly que adora esta palavra
e variações: EU não superei. EU não consigo. É difícil para MIM. Veja o MEU
lado.
Holly é um egoísta. Ok, ela está
sofrendo por que seu grande amor, sua alma gêmea morreu, e isso eu posso
compreender. Até passar 10 meses sofrendo e chorando, eu consigo compreender.
Mas se sentir mal quando suas melhores amigas resolvem seguir suas vidas? Isso
eu não compreendo. Não entendeu? Calma!
Holly tem duas melhores amigas:
Sharon e Denise – que dão apoio incondicional e a qualquer hora para a amiga
que perdeu seu amor. Porém quando Sharon descobre que está grávida e Denise
anuncia que vai se casar, Holly fica em estado depressivo. Se fecha, não quer
falar com as amigas, acha injusto. Para mim, injusto é o que ela faz.
A família de Holly é normal, com
problemas normais. Uma irmã inconsequente, um irmão preferido, um irmão chato e
um irmão folgado.
Em favor da Holly eu tenho que
dizer que quando ela está de bom humor, ou conversando com alguém alegre, ela é
muito divertida. Ri em muitas passagens dela e do amigo Daniel (um amigo que
ela conheceu por intermédio de um de seus irmãos). Aliás, Daniel me surpreende
no final.
Melhor, o livro me surpreendeu no
final. Nunca esperava que o rumo tomado fosse aquele. O livro tem os capítulos
bem divididos, deixando o leitor bem a vontade durante a leitura.
De maneira geral, é bem escrito.
Pontos Negativos: Holly é egoísta e vive em um mundo a parte. Pareceu-me
“morna” na maioria das passagens. Nem furiosa, nem calma. Nem cheia de
sentimentos, nem vazia. Só morna.
Pontos Positivos: Os amigos de Holly fazem de tudo para animá-la, e
em muitas vezes, conseguem. E olha que as festas são cheias de diversão e
piadas ótimas!
Estrutura do livro é nota 10. O
enredo é 10 também. Apenas o que me incomodou foi o egoísmo de Holly – talvez
por nunca ter perdido alguém tão próximo.


