O que é um mito?
Mito é um tipo de narrativa de natureza simbólica, utilizada
para explicar fenômenos de determinada cultura. Um dos objetivos do mito é conduzir
conhecimento e explicar episódios que a ciência ainda explica (não explicava,
no caso da antiguidade, onde a quantidade de mitos é maior). É
interessante ressaltar que todas as culturas têm seus mitos!
Não é novidade que a literatura “pega emprestado” alguns
elementos da mitologia em geral para alimentar sua trama.
A lista de romances é interminável e não me deterei em
nomes, a priori. Mas por que eu toquei neste assunto? Bem, olhem a quantidade
de livros que estão sendo lançados com elementos mitológicos – e a lista só
tende a aumentar, ano após ano!
Não tenho notícias do primeiro livro romanceado que utilizou
esta temática, mas posso citar que o primeiro que eu conheci foi “Drácula” do
autor Bram Stocker (1897) – sim, pode ser clichê, mas é o primeiro que eu tenho
notícias.
Nórdica, Grega, Vampiros, Anjos, Duendes, Demônios e muitas
outras variações, o que interessa é a variação do mito. Visto que se não há
releitura, há o esquecimento. E isso ninguém quer (ou eu, ao menos, não quero).
Há de se tomar partido: os mitos não dizem nada que nos instrua acerca da ordem do mundo, a natureza do real, a origem do homem ou seu destino. Não pode se esperar deles nenhuma complacência metafísica; não acudirão ao resgate de ideologias extenuadas. (Lévi-Strauss, 1981, p 577)
Não vou entrar nas questões de variações mitológicas – seria
uma discussão muito longa, ainda mais em razão de eu adorar esta temática,
então a extensão seria garantida. O meu ponto é: o que chama tanto a nossa atenção nesta temática?
Posso afirmar que é, exatamente, esta “não realidade” do
assunto! Sim, o fato de fugir do mundo real, dando uma versão mais romantizada,
ou mesmo mais interessante para os eventos, deixa todo e qualquer leitor
extasiado.
Não concorda que Drácula (um simples e grande exemplo) fez
tanto sucesso com sua variação de um mito (conde Vlad III) que inspira até hoje
romances vampirescos?
O que diria da mitologia grega, então?
É claro que estes livros romanceados, que tem apenas toques
de mitos, não tem qualquer compromisso com a veracidade das informações (por
mais que estas sejam simbólicas) – eles têm a função de prender o leitor em uma
narrativa dinâmica e bonita, onde a referência utilizada pelo autor não precisa
estar explicitada.
Posso expor algumas obras que tiveram algum elemento
mitológico para impulsionar o enredo - claro que são somente poucos exemplos, frente ao grande número de obras lançadas com referências em mitos:
Compare os preços de Carmela e Lorenzo
Compare os preços de Hades
Compare os preços de Crepúsculo
Compare os preços de A Batalha do Apocalipse

Compare os preços de O Ladrão de Raios
Já notaram que em quase tudo há um toque mitológico? Prestem
atenção e vão perceber!
Afinal eu falei sobre minha paixão: mitologia. E vocês
gostam de quê?







