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sexta-feira, 21 de setembro de 2012


O que é um mito?
Mito é um tipo de narrativa de natureza simbólica, utilizada para explicar fenômenos de determinada cultura. Um dos objetivos do mito é conduzir conhecimento e explicar episódios que a ciência ainda explica (não explicava, no caso da antiguidade, onde a quantidade de mitos é maior). É interessante ressaltar que todas as culturas têm seus mitos!

Não é novidade que a literatura “pega emprestado” alguns elementos da mitologia em geral para alimentar sua trama.
A lista de romances é interminável e não me deterei em nomes, a priori. Mas por que eu toquei neste assunto? Bem, olhem a quantidade de livros que estão sendo lançados com elementos mitológicos – e a lista só tende a aumentar, ano após ano!
Não tenho notícias do primeiro livro romanceado que utilizou esta temática, mas posso citar que o primeiro que eu conheci foi “Drácula” do autor Bram Stocker (1897) – sim, pode ser clichê, mas é o primeiro que eu tenho notícias.
Nórdica, Grega, Vampiros, Anjos, Duendes, Demônios e muitas outras variações, o que interessa é a variação do mito. Visto que se não há releitura, há o esquecimento. E isso ninguém quer (ou eu, ao menos, não quero).

Há de se tomar partido: os mitos não dizem nada que nos instrua acerca da ordem do mundo, a natureza do real, a origem do homem ou seu destino. Não pode se esperar deles nenhuma complacência metafísica; não acudirão ao resgate de ideologias extenuadas. (Lévi-Strauss, 1981, p 577)

Não vou entrar nas questões de variações mitológicas – seria uma discussão muito longa, ainda mais em razão de eu adorar esta temática, então a extensão seria garantida. O meu ponto é: o que chama tanto a nossa atenção nesta temática?
Posso afirmar que é, exatamente, esta “não realidade” do assunto! Sim, o fato de fugir do mundo real, dando uma versão mais romantizada, ou mesmo mais interessante para os eventos, deixa todo e qualquer leitor extasiado.
Não concorda que Drácula (um simples e grande exemplo) fez tanto sucesso com sua variação de um mito (conde Vlad III) que inspira até hoje romances vampirescos?
O que diria da mitologia grega, então?

É claro que estes livros romanceados, que tem apenas toques de mitos, não tem qualquer compromisso com a veracidade das informações (por mais que estas sejam simbólicas) – eles têm a função de prender o leitor em uma narrativa dinâmica e bonita, onde a referência utilizada pelo autor não precisa estar explicitada.

Posso expor algumas obras que tiveram algum elemento mitológico para impulsionar o enredo - claro que são somente poucos exemplos, frente ao grande número de obras lançadas com referências em mitos: 

 

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Já notaram que em quase tudo há um toque mitológico? Prestem atenção e vão perceber!

Afinal eu falei sobre minha paixão: mitologia. E vocês gostam de quê?
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