Olá, leitores do blog Resenhas de Uma Leitora!
Após um longo inverno -
nem tanto tempo assim -, trago de volta mais um post da coluna O Filme e o Livro. A obra em questão é
um tanto peculiar, afinal, o livro aborda o cinema como plot principal da
história e, por sua vez, o filme tem momentos importantes de sua trama através
da literatura. Não entendeu? Ok! Vamos lá! O livro - superestimado por esse vos
escreve - chama-se A Invenção de Hugo
Cabret do autor Brian Selznick e
não, ele não é superestimado devido ao fato do personagem principal ter o mesmo
nome que o meu - porém, isso aliado ao fato dele amar cinema, sim.
Hugo Cabret é um órfão
que vive escondido na central de trem, na Paris dos anos 1930. Através de
passagens secretas e dutos de ar, ele se esgueira entre a estação, tomando
conta de todos os relógios do lugar. Hugo vive no anonimato e com ele um incrível
segredo. Ambos - segredo e anonimato - são colocados em risco quando o pequeno
menino é pego furtando alguns itens da loja de brinquedos da estação. O dono da
loja de brinquedos, ao invés de puni-lo, toma seu caderno. Algo vital para
existência de seu segredo. Como obra do destino, Hugo conhece Isabelle, afilhada
do vendedor conhecido por Tio George. Ela se dispõe ajudar Hugo a recuperar seu
caderno. Isabelle carrega consigo uma chave coração como pingente de seu colar.
Era exatamente o que Hugo precisava. O seu grande segredo na verdade trata-se
de um homem mecânico - autômato -, que ao inserir a chave de Isabelle, a
máquina desenha algo misterioso que os levará até a descoberta de profundos
segredos acerca do Tio George.
A adaptação
cinematográfica do livro é nada menos que espetacular. Apesar de amar muito o
livro, reconheço que o filme é ainda melhor. Não é para menos. Dirigido pela
lenda vida Martin Scorsese, produzido
por Johnny Depp e protagonizado pelo
cativante Asa Butterfield (O Menino do Pijama Listrado) e pela
talentosíssima Chloë Grace Moretz (a Hitgirl de Kick Ass), além de outros grandes nomes do cinema
como Ben Kingsley (o vilão Mandarim em Homem de Ferro 3) e
Sacha Baron Cohen (Os Miseraveis e Borat) e a participação
de Jude Law (o Watson de Sherlock Holmes) . Um time de peso que resultou em uma
obra indicada à onze Oscar dos quais venceu em cinco categorias: Melhores
Efeitos Visuais, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Mixagem de
Som e Melhor Edição de Som. Se não assistiu, já deu pra ter uma noção do que
está perdendo não?
A história é
praticamente a mesma do livro, a adaptação é deveras muito fiel. Um show
audiovisual. Atuações impecáveis, figurino belíssimo e um roteiro
excelentemente bem escrito por John
Logan (roteirista de Gladiador e O
Último Samurai).
“...Um desenho enigmático, um caderno valioso, uma chave roubada e uma
homem mecânico estão no centro desta intrincada e imprevisível história, que,
narrada por texto e imagens, mistura elementos dos quadrinhos do cinema,
oferecendo uma diferente e emocionante experiência de leitura...”
A experiência ao ler o
livro, indubitavelmente, é singular. A leitura flui rápida e prazerosa, muitas
e ilustrações e fotos, transmitem o sentido da história - há um ditado que se
encaixa perfeitamente aqui: imagens falam mais que palavras. Baseado nisso,
separei um trecho em especial do livro:
Bem escrito, cômico e
dramático, são qualidades presentes no livro, porém, tanto na adaptação cinematográfica
quanto no livro, o ponto alto é a bela homenagem feita a um dos precursores do
cinema e “pai dos efeitos especiais”, o ilusionista e cineasta francês, George Méliès. Um prato cheio para quem
é ávido por curiosidades e, principalmente, para quem é fã de cinema. Vamos deixar
as imagens falar, até o próximo post.
Vídeo de um dos
principais filmes de Méliès: Le Voyage Dans
La Lune (Viagem à Lua, 1902)
clique nas imagens abaixo para amplia-las.
Meu primo tem, parece bom !
ResponderExcluirVou procurar ler pra assistir .
http://iasmincruz.blogspot.com.br/
Oie
ResponderExcluirJa vi o filme e gostei muito! Adorei os efeitos especiais!
Não consegui ler ainda o livro, mas adorei saber que a adaptção é fiel, e que a leitura flui bem e que vale a pena!
Parabens pelo post! Esse filme/livro é otimo mesmo!
bjos
Amei o filme, e amei o livro. Não saberia dizer qual dos dois foi melhor.
ResponderExcluirSem falar que o designer do livro foi muito bom, ele é lindo em todos os sentidos. Lembro que a primeira vez que minha mãe viu o livro, disse que era o mais bonito da minha estante, e ela estava certa.