terça-feira, 27 de agosto de 2013

A Herdeira do Mar traz uma proposta jovem, com os elementos básicos (leia-se: necessários) para tanto: romance, loucuras juvenis, impasses, novidades. Mas tem um ponto diferente: traz o sobrenatural, mas sem vampiros ou lobisomens que tanto estamos acostumadas. Desta vez ela traz a vida marinha. Em tempo: são poucos autores que fazem tentativas de escrita com isso. Aqui no blog esta é apenas a segunda resenha envolvendo o tema, a primeira foi Vida Abissal, de Kate Falls. 



Voltando ao livro, vou falar um pouco sobre a história e personagens:
Cordélia Dolphin é uma jovem que está completando 18 anos. Linda, popular onde passa, inteligente. Desde pequena muda-se constantemente com o pai para diversas cidades. No início do livro acaba de mudar dos EUA para uma cidade na costa da Austrália e, ao que tudo indica, ficará por ali.
Cordélia mora somente com o pai, Henri Dolphin, já que sua mãe morreu quando ainda era pequena. O que Cordélia não sabe é que a mãe lhe deixou um grande segredo e grandes poderes com ele. A relação entre pai e filha é muito leve. Ele é liberal em relação aos namorados, ao fato de ela poder beber demais em uma festa de aniversário, ou ela torrar seu cartão de crédito em compras.

Só um pedaço da sinopse para vocês:
Seu mundo (o de Cordélia) vira de cabeça para baixo com a chegada de Morgan, um rapaz misterioso que rodeia sua casa e sabe detalhes sobre ela impossíveis de um desconhecido saber. Ao completar seu aniversário de dezoito anos, a vida que conhece muda completamente: ela descobre que sua mãe era uma sereia, filha do Rei de Atlântida, o governante de todos os mares. Morgan finalmente mostra a que veio: ele é um tritão, designado a protegê-la e guiá-la desde o dia em que nasceu.

Nossa protagonista chega à nova escola no último trimestre do último ano – pense na falta de sorte. Tem tudo para ser a menos popular, certo? Pois é, mas acontece que a Cordélia tem algo especial, pois encanta a todos (ou pelo menos, todos os rapazes), o que a faz ser uma das mais populares em pouquíssimo tempo. Inclusive conhecemos três amigos que ela faz assim que chega à nova escola: Josh, um cara muito bacana e lindo; Dylan, um querido que namora a linda Nathalie, que se torna a melhor amiga de Cordélia.
Mas, porém, entretanto, todavia... deixei um personagem por último, por que me conquistou mesmo: o querido, lindo, paciente e lindo novamente Morgan. Ele é um tritão guardião da princesa. A propósito, ele deixa Cordélia (e a mim também, simples leitora) maluca com seu charme todo. #TeamMorgan

Como já disse, é claro que há um triângulo amoroso! Então é Morgan, Cordélia e Josh, que também é um fofo, prestativo, lindo. Mas é claro que a gente torce pelo Morgan de cara, já que o negócio entre ele é Cordélia é quente, elétrico; enquanto que quando ela está com Josh, a relação é morna. Em tempo: gostei ainda mais da Cordélia quando ela mostrou que corre atrás do que quer, não fica esperando as coisas caírem do céu (ou um Morgan vir do mar)...
Cordélia é a perfeição em pessoa. Não possui nenhum defeito físico, causando inveja nas mulheres e cobiça nos homens. Isso acontece em razão de sua descendência abissal, que tende a formar seres perfeitos aos olhos humanos, para que possam encantá-los quando necessitarem. Além disso, Cordélia é especial tanto entre os humanos quanto entre os seres do mar (além de ser a princesa), mas esse é mais um segredinho para desvendar.
Vejam só, eu não posso contar muitos detalhes apresentados, pois a obra perderia seu charme. Afinal, um assunto puxa outro, aí já viu que eu conto tudo né!

A vida abissal (marinha) proposta pela autora é bem explicada. Desde o início com a descendência de Poseidon passando pela Maldição de Hades, que é o fato de acontecer desgraças em terra até que os seres do mar voltem para a vida marinha. E quando a querida protagonista teimosa insiste em continuar fora da água, algumas coisinhas acontecem...
Como se trata de uma série, este primeiro volume é uma apresentação à vida no mar, além de podermos conhecer os personagens principais. Porém, a narrativa é muito leve, então você lê muito rápido. Logo, você não quer que acabe – motivo que me deixou brava com a Ize. Ela ainda não começou escrever a continuação, e eu fiquei maluca hehe.

De modo geral, a autora ainda aborda a normalidade da vida jovem, como amigos, festas, dilemas... Intercala momentos leves com mais intensos, de descrições detalhadas sobre algo, além de apresentar passagens engraçadas, onde eu ria muito. A cabeça de Cordélia é completamente de acordo com sua idade: 18 anos, onde a individualidade é o foco mesmo. Então ela faz algumas coisas por egoísmo, mas é o que rola nesta idade, todos nós sabemos.
Ainda há algumas cenas de sexo, porém não são escancaradas, então as mocinhas estão liberadas para ler o livro hehe. De vez em quando o negócio dá uma esquentada, mas não é nada muito grave, eu acho.

O livro é escrito em terceira pessoa, focando nos ponto de vista da Cordélia. Em alguns poucos momentos observamos o ponto de vista de Morgan, e ficou bem legal (ele tem uma cabeça um pouco confusa, e é muito divertido).
A base da proposta concentra-se em uma variação do mito de Atlântida somado à mitologia grega – o que entra totalmente em meu campo. Não se trata de mitologia grega pura, mas uma variação muito bem explicada. Dá para ver que eu gostei da obra né!

Como nada é perfeito, dois pontos negativos:
: O uso de gerúndios me incomodou um pouco. Acho que não fica legal colocar gerúndio na literatura (nem em lugar algum).
Um dos exemplos: “ - Vou estar esperando na sala.”

: A dona Ize ainda não escreveu a continuação. Não gostei. Queria mais, agora! Hehehe

Recomendo a leitura da obra para todos. E vão ao estande da Modo na seção de autógrafos (avisada aqui). Ela é autora independente, mas vai ocupar um espaço da Modo para tanto.


E aí, o que acharam? Topam ler?


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Reações:

4 comentários:

  1. Hahaha
    Adorei a resenha! Você deixou claro seu ponto de vista, e me fez rir muito com algumas de suas impressões! :D

    Ah, quanto ao gerúndio: você o detesta, e tenho algo a confessar: eu DETESTO obras escritas no presente do indicativo. Passo longe, juro! Acho que todos os leitores do mundo acabam tendo uma preferência pelo tempo verbal em que a obra é escrita (mesmo que não se deem conta disso), e eu sempre gostei muito de quatro, dos quais uso e abuso: pretérito imperfeito, mais-que-perfeito, gerúndio e particípio. Mas isso você já percebeu xD

    E quanto à continuação, don't worry; com sorte, início do ano que vem ela sai. Mas você acha que eu vou deixar os leitores em abstinência? Negativo! Tenho um planejamento de contos extras contando uma ou outra coisinha dos nossos personagens, para que nenhum leitor esqueça deles até a continuação sair <3

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  2. Came sua assanhadinha, já está gamada no Morgan e se a Cordélia for ciumenta? hahaha
    Bom, eu não tenho problemas com o gerúndio, só quando o povo erra, daí bate um nervoso. Tipo: caminhando que vira caminhano.
    Bem a proposta é legal, mas o fato de ser uma série me desanimou. Não tenho paciência de aguardar continuações. E também não gostei do triângulo amoroso, o pessoal só sabe escrever isso agora?
    Será que o nome da mocinha é por conta de Angel? Fiquei curiosa.

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    Respostas
    1. Dani, esse "triângulo amoroso" é meio que um "vê quem quer". Na verdade, não existe esse triângulo. Existe o fato de que a Cordélia tem um namorado humano quando conhece o Morgan... Mas em nenhum momento ela fica dividida entre os dois, sem saber quem deve amar ou coisa assim...
      Nesse livro o relacionamento dela com o Morgan é o foco; no segundo, será a guerra.

      Ah, o nome eu escolhi pelo significado mesmo: Cordélia significa "Descendente do Mar". No livro tem toda uma explicação e utilização dos significados dos nomes como alcunha =)

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  3. Parece ser um ótimo livro, amo livros com essa temática abissal (não sabia que existia essa palavra rs. Com certeza vou gostar mais dessas partes!
    Também não gosto muito do gerúndios, sempre me lembra atendente de telemarkenting.

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